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Adair Longuini admite falha na fiscalização no 2º turno

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Em coletiva de imprensa realizada na noite deste domingo, 26, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE), desembargador Adair Longuini e o desembargador Samoel Martins Evangelista falaram sobre a avaliação do processo eleitoral do segundo turno na capital.

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Adair Longuini abriu à coletiva agradecendo o empenho e esforço da imprensa na cobertura do pleito eleitoral. “Gostaria de dividir o êxito do pleito eleitoral com todos os profissionais da imprensa. A todos vocês o nosso agradecimento especial”, destacou.

Em seguida, Longuini estendeu os agradecimentos aos servidores que estiveram à disposição da Justiça Eleitoral, aos candidatos, representantes de partidos e coligações e também as Polícias Federal e Militar.

OCORRÊNCIAS

Segundo dados preliminares do segundo turno, 13 urnas foram substituídas por terem apresentado problemas de ordem técnica. O relatório apontou ainda 74 ocorrências na Polícia Federal, que culminaram com 47 prisões na maioria por boca de urna, seguida por divulgação de propagando, aglomeração de pessoas e outros.

“Tivemos pequenos problemas ao longo do domingo, apenas um episódio considerado grave no bairro São Francisco envolvendo agressão entre militantes, moradores e policiais militares. Ali, o que houve foi um descontrole por parte da militância, uma vez que a PM precisou intervir e houve uma reação contra a polícia”, explicou.

LEI SECA

Ao falar sobre a avaliação da liberação de venda e consumo de bebidas alcoólicas, Adair Longuini afirmou que a decisão precisa ser repensada.

“Em todo o Brasil a lei seca nas eleições divide opiniões. Aqui, a experiência de liberação não foi muito boa. É algo que precisa ser repensada. Foi preocupante, pois era possível nas rondas realizadas pela cidade que várias pessoas bebiam. A proibição de certo modo acaba inibido a pessoa a cometer certos excessos por medo de ser presa. Em algumas cidades a liberação não trás prejuízos, mas isso depende muito do fator cultural e dos costumes de cada região e aqui o povo é muito participativo e eufórico e a bebida acaba sendo um elemento perigoso”, destacou.

REMANEJAMENTO DE SEÇÕES

Alguns locais, segundo o presidente do TRE, devem sofrer alterações para o próximo pleito em virtude do superlotamento de algumas seções eleitorais. Entre as principais, destacam se as situadas na Baixada da Sobral e São Francisco.

Esses locais foram os com maior registro de ocorrências policiais envolvendo aglomerações de pessoas e crime de boca de urna. A meta da Justiça Eleitoral é traçar um plano de redistribuição dessas seções para evitar futuros problemas.

FALHA NA FISCALIZAÇÃO

Questionado pela reportagem do ac24horas quanto a ausência de equipes de fiscalização, uma vez que antes do encerramento da votação era possível ver grande aglomeração de pessoas, carreatas e ‘buzinaços’, adair Longuini admitiu falha na fiscalização.

“Neste primeiro turno tivemos um cenário diferenciado, com diferença de interesse, onde a expectativa do eleitor estava maior, isso cria um movimento maior. Nós (Justiça Eleitoral) realizamos um trabalho a quatro mãos, não temos pessoal pra fiscalizar tudo. O que houve foi uma deficiência no efetivo por parte da Polícia Militar e Federal e os motivos são de conhecimento da sociedade, pois as polícias enfrentam uma série de dificuldades no cumprimento das funções”, avaliou.

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