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Entregadores paralisam serviços no Acre por melhores condições de trabalho

Foto: David Medeiros
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Entregadores de aplicativos de delivery decidiram paralisar suas atividades por dois dias, nesta segunda-feira (31) e terça-feira (1º de abril), em protesto por melhores condições de trabalho. A mobilização acontece em todo o Brasil e, no Acre, os trabalhadores aderiram à manifestação e se concentram na Praça da Namoradeira, em Rio Branco.

A equipe do ac24horas Play conversou com Cirurg Natan, representante da equipe Gold e um dos organizadores do movimento no estado. Segundo ele, a paralisação é uma reivindicação nacional voltada principalmente ao iFood, exigindo reajuste nas taxas de entrega, respeito aos motoboys e o fim das rotas duplas. “A paralisação é nacional, pedimos melhorias nas taxas, respeito aos motoboys e o fim das rotas duplas. Estamos no Acre desde a pandemia, desde 2019 sem suporte”, afirmou.

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Natan destacou que os custos para os entregadores aumentaram nos últimos anos, incluindo o preço do combustível, alimentos e manutenção de motocicletas e bicicletas. “Estamos parados em busca de melhores taxas em todo o Brasil”, explicou.

Foto: David Medeiros

Ele também criticou a defasagem da taxa mínima de entrega, que, segundo ele, é de R$ 6,50, enquanto os clientes chegam a pagar entre R$ 10 e R$ 15 na plataforma. “Ficamos reféns do aplicativo, com uma taxa mínima injusta. Estamos esquecidos há muitos anos, lutando por melhorias no nosso dia a dia. Somos destratados por clientes e pessoas na rua. Só queremos trabalhar com dignidade, pois motoboy tem família, tem filhos”, desabafou.

Em Rio Branco, a categoria conta com cerca de 5 mil entregadores, e aproximadamente 50% da frota aderiu ao movimento nesta segunda e a previsão é que os trabalhadores façam uma paralisação geral na terça-feira. “Queremos chamar a atenção da população e dos estados que estão nos apoiando. Só buscamos melhorias”, ressaltou.

A nível nacional, os entregadores denunciam que o modelo de trabalho atual é precarizado, explorando a exaustão dos trabalhadores. Eles também destacam a semelhança de sua rotina com a de profissionais contratados no regime CLT, que enfrentam longas jornadas, especialmente as mulheres.

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