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Banho de sangue entre facções no Acre fazem mortes subirem 21%

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De acordo com o Observatório de Análise Criminal do Ministério Público Estadual, as mortes violentas intencionais (MVIs) ocorridas em 2022 no Acre apresentaram aumento de 21,1%, se comparadas ao total registrado em 2021, em boa conta por causa do acirramento da guerra de facções.


Em 2022 ,ocorreram 235 mortes incluídas na categoria MVI contra 194 em 2021. As MVIs levam em conta homicídios dolosos consumados, feminicídios, latrocínios, mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora de serviço, e lesões corporais com resultado morte, conforme explicou Aldo Colombo, coordenador do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Observatório de Análise Criminal do MPAC.


No que se refere à taxa de MVI por grupo de 100 mil habitantes, a partir de 2016 o Estado do Acre passou a apresentar crescimentos expressivos que resultaram em taxas sem precedentes históricos. Especificamente em 2017, o Acre teve a segunda maior taxa dentre os Estados brasileiros.

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“Em três anos, de 2015 a 2017, o aumento na taxa foi de 142%. A partir do ano de 2018, a taxa de MVI começou a apresentar redução satisfatória, chegando em uma taxa de 21,4 vítimas por grupo de 100 mil habitantes em 2021 -maior redução dentre os Estados. Esse resultado restabeleceu o posicionamento do Acre dentre as Unidades da Federação com taxa inferior à taxa nacional. No entanto, o resultado da taxa de 2022 apresentou aumento de 19,6% em relação a 2021, saltando para 25,6 vítimas de MVI para cada grupo de 100 mil habitantes”, relata o boletim de dezembro de 2022 elaborado pelo OAC.


O boletim, base para o Anuário da Violência do MPAC, diz que com o reaquecimento dos conflitos entre as facções atuantes no Acre o último bimestre de 2022 apresentou crescimento significativo de mortes violentas intencionais causadas pela utilização de armas de fogo, sendo que das 57 vítimas no referido período, 72% das mortes decorreram da utilização desse instrumento por parte dos autores.


Conforme o Anuário da Violência, coletânea de dados sobre segurança, desde 2012 o pior ano em mortes violentas foi 2017, quando foram registrados 492 assassinatos. A partir daí a curva entrou em declínio: 295 casos em 2018; 296 em 2019; e 295 em 2020.


Ainda não é possível estabelecer tendência para 2023, mas o próximo boletim do NAT, que deve ser publicado na primeira semana de fevereiro, deverá mostrar o comportamento das MVIs neste começo de ano.


Ciente de um possível acirramento, o coronel José Américo Gaia, secretário de Justiça e Segurança Pública, determinou intensificar as operações em Rio Branco com abordagens e barreiras, ocupação de alguns bairros com equipes da Força Nacional de Segurança Pública e unidades especializadas da polícia acreana como o Bope, Giro, Rotam, Canil e outros.
“Estamos identificando as lideranças e vamos solicitar a remoção junto ao Judiciário com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública com objetivo de mitigar o número de homicídios praticados por faccionado”, disse Gaia.


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