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Diesel, gasolina, café moído, energia elétrica e gás de botija: os vilões da inflação

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A população da capital do Acre, cerca de 420 mil pessoas (46,3% da população total do estado) convive com uma inflação estimada em 11,76% nos últimos 12 meses. A variação dos preços em Rio Branco, perde somente para a Região Metropolitana de Curitiba que acumulou, no mesmo período, 13,17%.  No Brasil como um todo, a variação foi de 10,54%. Conforme o IBGE, o IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. Atualmente, a população-objeto do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência da pesquisa: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Vamos expor e comentar quais foram os grupos e os principais bens e serviços que foram os principais responsáveis pela inflação de 11,76%, entre março de 2021 e fevereiro de 2022 em Rio Branco. 

No gráfico abaixo temos o indicador geral e os grupos de bens ou serviços pesquisados. Em vermelho aqueles que ficaram acima da variação geral. Em verde, aqueles grupos cuja variação no período ficou abaixo do índice geral. 

O IBGE define a cesta de bens e serviços pesquisados a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, que, entre outras questões, verifica o que a população consome e quanto do rendimento familiar é gasto em cada produto: arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, cinema, entre outros. É importante esclarecer também, que o cálculo do índice do IPCA, leva em conta não apenas a variação de preço de cada bem ou serviço pesquisado, mas também o peso que ele tem no orçamento das famílias. No gráfico, temos, por exemplo, qual foi o peso de cada grupo em fevereiro de 2022, em Rio Branco.

Pelos dois gráficos, percebe-se que, aqueles grupos que ficaram com uma inflação acima do índice geral – habitação, transportes, artigos de residência e vestuário – juntos, representam 49% no peso do orçamento das famílias de Rio Branco.

Passemos agora para explicitar os vilões, ou seja, quais os principais bens e/ou serviços que mais subiram de preço nos últimos doze meses na capital do Acre A resposta vem no quadro abaixo, onde elencamos os 10 bens e/ou serviços que mais aumentaram de preço, por cada um dos grupos que ficaram com variações em 12 meses, acima do índice geral, a saber: habitação, transportes, artigos de residência e vestuário.

Em resumo, podemos classificar os cinco maiores vilões inflacionários dos últimos 12 meses. Pelo peso que o grupo representa, eu diria que os transportes, com peso de 24% na renda das famílias foi marcante os aumentos do óleo diesel (34,54%) e da gasolina (27,73%). Embora o grupo de alimentação e bebidas tenha ficado abaixo do índice geral, porém, alguns aumentos foram bastante significativos, como é o caso do café moído (57,35%) e finalmente, destaco o grupo da habitação, que representa um peso de 14% na renda das famílias pesquisadas, destaque para os aumentos da energia elétrica (30,95%) e do gás de botija (19,83%). Esses foram os vilões. Mesmo os demais grupos que ficaram abaixo do índice geral, alguns bens e serviços tiveram aumentos significativos, vamos listar os cinco maiores de cada grupo:

Vale lembrar que no IPCA até fevereiro de 2022, ainda não se captou o impacto do aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobras em 10 de março. O reajuste passou a valer nas refinarias da estatal no dia seguinte. Na ocasião, a gasolina subiu 18,8%, o óleo diesel avançou 24,9%, e o gás de cozinha teve alta de 16,1%. A elevação já impactou preços nos postos de combustíveis e nas revendas de gás. Esse impacto, com certeza vai fazer o próximo acumulado de 12 meses ainda maior.

Conforme notícia do Correio Braziliense do dia 3/3/2022, (https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/03/4990054-pobreza-e-inflacao-superam-saude-e-sao-as-maiores-preocupacoes-dos-brasileiros.html), nos informa que uma pesquisa recente feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que temas como desemprego e inflação estão à frente de saúde, educação e segurança na lista de preocupações da população. A pobreza foi a campeã de menções na pesquisa, devendo ser a primeira prioridade do governo, de acordo com 45% das pessoas. Já 31% defendem o aumento do salário-mínimo e 28% querem a queda da inflação. A realidade de Rio Branco parece confirmar a pesquisa.


Orlando Sabino escreve às quintas-feiras no ac24horas

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