Menu

Após vazar áudio de vereador ameaçando camelôs, Comandante da PM fala em “crime premeditado”

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Após o áudio do vereador José Carlos Juruna (Avante) ameaçando seus colegas camelôs vazar, onde ele promete contratar “garotos” pra quebrar as loja dos que não comparecessem a manifestação pedindo a reabertura do comércio, marcada para a próxima segunda-feira, 29, em frente a prefeitura de Rio Branco, o Comandante da Polícia Militar, Coronel Ulysses Araújo, afirmou que a PM não compactua com vandalismo ou com qualquer crime e irá agir com rigor.

“Se ocorrer algo dessa natureza e que caracterize crime, a Polícia Militar irá agir”, disse o militar. O comandante reforçou ainda que caso ocorra algo nesse sentido “poderá restar comprovado crime premeditado”.

Anúncio

Mais cedo, o Ulysses se manifestou a cerca das notícias que retratavam policiais militares fechando comércio e camelôs. “A Policia Militar do Acre não compactua com qualquer uma das situações veiculadas nos meios de comunicação que tentam denegrir a imagem da corporação e colocando a PM contra o povo. As ações intentadas contra os trabalhadores não possuem caráter policial, tratam-se de atividades de fiscalização realizadas pela Prefeitura Municipal de Rio Branco, por meio de seus fiscais e vigilância sanitária, cabendo a Polícia Militar o acompanhamento para que as ordens da fiscalização sejam cumpridas, conforme decreto em vigor, bem como assegurar aos dois lados a segurança e mediação de conflitos, a fim de se evitar agressões e vandalismo que não compactuamos”, afirmou.

De acordo com Ulysses, Por força de lei, a Polícia Militar é obrigada a manter a ordem e a segurança. “Combatemos o crime 24 horas por dia em prol da paz social e não damos trégua para criminosos de qualquer natureza. No início da crise pandêmica o isolamento social foi justificado para evitar que o sistema de saúde entrasse em colapso, caso a medida de interrupção das atividades não fosse adotada. Passaram-se três meses e o discurso permanece o mesmo. Não sabemos até quando essa situação vai perdurar, todavia essa indefinição está causando instabilidade na sociedade e essa conta não pertence à Polícia Militar, pois nossa corporação não parou um segundo as suas atividades ostensivas e operacionais nas ruas”, disse.

“Na condição de Comandante Geral da Polícia Militar do Acre não autorizo o uso da força para constranger ou intimidar trabalhadores e cidadãos de bem, que buscam o seu sustento e da sua família, pois o direito à vida se sobrepõe a qualquer outro direito, lei, decreto ou opinião isolada de qualquer segmento social ou instituição, uma vez que a luta pela sobrevivência é um direito natural e inalienável da pessoa. Para tanto a Polícia Militar deve fazer cumprir as ordens emanadas das autoridades constituídas e eleitas pela população, mas, acima de tudo, está o nosso compromisso de servir, proteger e cuidar da população de bem”, frisou.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.