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Major Rocha vai solicitar ao CNJ investigação sobre possível participação de deputados do PT em pedido de desembargador a favor de Lula

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O desembargador Rogério Favreto, que acatou liminar para soltar o ex-presidente Lula neste domingo, 08, foi filiado ao PT durante 20 anos, entre 1991 e 2010, conforme noticia a imprensa nacional. Em 2011, foi nomeado por Dilma Rousseff ao TRF da 4ª Região.

A informação acima e o fato de um grupo de deputados federais petistas estarem em Curitiba no dia do plantão do magistrado que tentou tirar Lula da cadeia intrigou o deputado federal Major Rocha (PSDB), que vai solicitar formalmente ao CNJ investigação sobre um possível arranjo político e judicial que teve como objetivo libertar Lula.

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O parlamentar tucano acredita que existia um circo político armado para que Lula deixasse neste domingo a cela da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para ser candidato à Presidência da República, o que do ponto de vista jurídico, segundo ele, não possui qualquer fundamentação.

“Não tem base jurídica alguma a afirmação de que ele deve ficar em condições de igualdade com os outros candidatos. Pela cronologia dos fatos, pelos episódios que se sucederam, eles prepararam tudo. E eu estou pedindo ao CNJ que encaminhe a Polícia Federal pra investigar e triangular os telefones dos deputados pra saber se eles estavam no momento da confecção da peça e os contatos com esses parlamentares.”

Durante todo o domingo, juízes protagonizaram uma queda de braço jurídica sobre o processo do ex-presidente Lula.

Pela manhã, o desembargador federal plantonista do TRF-4, Rogério Favreto decidiu conceder liberdade a Lula.

Petistas de todo o Brasil comemoravam nas redes sociais e em um acampamento em Curitiba, cidade onde Lula está preso, a concessão do habeas corpus ao petista, quando o juiz Sérgio Moro afirmou que o desembargador plantonista não tinha competência para mandar soltar o ex-presidente.

Mas logo depois, Favreto emitiu um novo despacho, reiterando a decisão de mandar soltar o ex-presidente.

Foi a vez de o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, entrar em ação e determinar que não fosse cumprida a decisão de Favreto.

Em resposta ao relator Favreto voltou a ordenar a soltura do ex-presidente Lula.

Já à noite, o presidente do TRF-4, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson, decidiu que Lula continue preso e o processo retorne ao relator da Lava Jato, o desembargador João Pedro Gebran Neto.

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