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Empresários pedem calma à população e garantem itens de primeira necessidade

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O pânico tomou conta da população desde a última terça-feira (24) com a falta de combustíveis nos postos de Rio Branco. Temendo o mesmo estresse no setor de alimentos – que apresentou falta de alguns produtos nas prateleiras dos maiores supermercados e até na mercearia dos bairros periféricos – empresários do setor convocaram a imprensa para uma entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira, na sede da Associação Comercial do Acre, pedindo calma à população.

“Não escondemos a crise, ela é real, mas não existem motivos para correria em supermercados e qualquer setor alimentício para estoque de alimentos. Faltam produtos mais sofisticados, mas os itens de primeira necessidade estão garantidos”, disse George Pinheiro, vice-presidente da Associação Comercial do Acre.

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Ainda segundo George Pinheiro, medicamentos e oxigênio também estão garantidos pelo esforço do governo federal e do governo estadual no transporte feito através de aviões da FAB.

O vice-presidente da ACISA esclareceu que os produtos perecíveis transportados de avião para os supermercados estão sendo subsidiados pelo governo federal e estadual. “Vai existir acréscimo apenas nos produtos que não for possível o governo subsidiar”, acrescentou Pinheiro.

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Outra boa notícia informada pelos empresários é a chegada de 28 toneladas de trigo pela rota oceânica. José Luiz, representante da indústria de panificação falou da diminuição de custos e da garantia do pãozinho na mesa dos acreanos. “Antes esse produto vinha de Rio Grande do Sul, uma distância de 4.000 km. Com a nova rota essa distância é de 1.700 km. Não vai falta pão”, acrescentou Luiz.

Carretas de transportadoras legalizadas pelo Ministério dos Transportes já estão autorizadas a transitar pelo prazo de 90 dias pelas rodovias peruanas. O serviço alfandegário também foi reforçado no Posto de Fiscalização na fronteira. É pela Transoceânica que o governo pretende suprir a falta de cimento, uva e outros produtos.

O empresário Aden Araújo explicou que a interrupção de abastecimento de produtos como o Leite Longa Vida se dá por causa dos caminhões que estão em Porto Velho aguardando o embarque na balsa.

PREVISÃO É DE MAIS CHUVAS – Com relação a previsão de mais chuvas e da permanência de cheia do Rio Madeira pelos próximos 15 dias, a ACISA informou que o setor continua vigilante e que o transporte de produtos que não era feito há cerca de 40 anos, através de balsas na rota Manaus/Porto Velho/Rio Branco, voltou a ser alternativo e vai garantir o abastecimento.

“Nesses primeiros dias tivemos vários entraves até alfandegários, mas vencemos essa etapa e a tendência é a normalização no abastecimento. A colaboração da imprensa e da população será fundamental para esse controle”, concluiu Pinheiro.

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