Menu

MPF processa 26 frigoríficos por criação em área irregular

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O Ministério Público Federal no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, o Ibama, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público no Estado do Amazonas e Rondônia estão processando judicialmente 26 frigoríficos pela compra e comercialização de bois criados ilegalmente.

Segundo o MPF, em nota, as aquisições e as vendas de carne ocorrem ‘às custas de devastação florestal, trabalho escravo e violação de direitos indígenas nesses três Estados’. O órgão pede o pagamento de indenização pelos danos ambientais à sociedade brasileira no valor de R$ 556,99 milhões.

Anúncio

De acordo com o procurador Leonardo Macedo, do Amazonas, o cálculo da indenização se baseia no decreto 6514/2008, nas qual se estabelece multa de R$ 500 por quilo de carne comercializado em áreas embargadas. ‘Sugerimos que fosse aplicado 10% desse valor ou R$ 50/quilo. Como cada animal produz, em média, 200 quilos de carne, chegou-se ao montante de R$ 1.000 por animal. O pedido foi feito pelo MPF, como parâmetro, mas cabe ao juiz arbitrar o valor dessa ação’, disse.

Na semana passada, o MPF havia informado que estava intensificando ações nesses Estados. Segundo o órgão, isso só foi possível a partir do cruzamento de dados públicos – que registram a informação do local de origem do animal e o destino para o abate -, com as informações sobre a localização de fazendas dentro de terras indígenas, os embargos do Ibama por desmatamento ilegal e a relação das propriedades que estão na lista suja do trabalho escravo.

‘A partir desse mapeamento da cadeia produtiva da carne, já identificou-se que foram comercializados e abatidos 55,699 mil animais criados em fazendas com irregularidade’, informou o MPF, em nota.

Conforme Macedo, todos os frigoríficos que estão nessa ação receberam proposta de acordo e não aderiram dentro do prazo estipulado, até 5 de abril. O MPF ainda comunicou as grandes redes de supermercado e de fast food para adotarem medidas de prevenção e controle da origem dos produtos que comercializam.

O diálogo do MPF com as indústrias de carne bovina começou no Pará e repercutiu no Acre e em Mato Grosso. Cerca de cem frigoríficos já assinaram termos de ajustamento de conduta buscando a regularização socioambiental de suas atividades.

Em Mato Grosso, o acordo vem sendo discutido desde 2009 com as entidades que representam o setor de carnes, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e sindicatos, ou diretamente com os frigoríficos de médio e grande porte.

As empresas do setor, como Independência, JBS e Marfrig assinaram, em 2010, o termo de ajuste de conduta, que foi substituído neste ano pelo acordo único proposto pelo MPF para as 38 empresas de Mato Grosso.

Agência Estado

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.