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Soja domina valor das exportações e carne suína cresce 264,9% no Acre

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Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e de Serviços, em 2023, o comércio exterior do Acre obteve um saldo na balança comercial de US$ 40,6 milhões. O resultado do ano foi 17,3% abaixo do saldo de 2022 (US$ 49,1 milhões) e 10% abaixo do saldo de 2021(US$ 45,1 milhões).


A queda do saldo da balança em 2023 foi influenciada pelas exportações de madeiras e derivados que caíram mais de US$ 11,0 milhões em relação ao ano passado. O resultado do ano é o terceiro mais baixo dos últimos 5 anos, conforme pode ser verificada no gráfico a seguir.



O Peru foi o principal comprador dos produtos acreanos


Em 2023, o Acre exportou para 51 países. Os 10 principais estão explicitados na tabela abaixo. Como maior comprador aparece o Peru que importou mais de US$ 9,7 milhões dos produtos acreanos, principalmente carne suína, castanha e milho, todos exportados pela Estrada do Pacífico. Em seguida, aparecem Espanha e Turquia, que compraram principalmente soja. Os dois países juntos totalizaram mais de US$ 12,1 milhões que exportados pelos Portos de Santarém e de Manaus.


As importações do Acre no ano, no valor de pouco mais de US$ 5,1 milhões, ocorreram em transações com17 países. Destaque para a Itália, de onde foram importados revolveres, pistolas e cabos de aço, no valor de US$ 1,4 milhão via aeroporto de Guarulhos e pelo Porto de Santos. Em seguida vieram as importações de pneus para automóveis oriundos da Malásia (US$ 604 mil) e da China (US$ 525 mil), ambas importados pelo Porto de Manaus. 


O valor das importações de 2023 foram a segunda maior dos últimos 5 anos, ficando um pouco abaixo do valor realizado em 2022 (US$ 5,2 milhões).



A soja dominou o valor das exportações e a carne suína foi a que mais cresceu, 264,9% no ano


Em 2023, somente dois dos principais grupos de produtos exportados pelo Acre foram superiores aos valores alcançados em 2022. A soja, que dominou o valor das exportações crescendo 31,4%, saindo de US$ 14,3 milhões para US$ 18,8 milhões. O outro grupo foi o de carne suína, que saiu de US$ 1,5 milhão para US$ 5,5 milhões, um extraordinário crescimento de 264,9%.


O grupo da madeira e derivados foi o que mais caiu de um ano para o outro, saindo de US$ 17,4 milhões para US$ 5,5 milhões, uma queda de 68%. A castanha caiu 39,3%, a carne bovina caiu 10,8% e o milho caiu 42,2%, conforme pode ser visualizado na tabela a seguir.


Especialistas do mercado exportador da madeira atribuem a redução de volumes e preços dos produtos por dois motivos. O primeiro pelo alto estoque mundial, criado nos anos anteriores. O segundo a conjuntura econômica mundial em 2023, onde os grandes países consumidores, dos quais podemos destacar Estados Unidos e China, estavam com altas taxas de juros e inflação elevada. Esses dois fatores econômicos fizeram com que o consumo mundial ficasse reduzido.



Conforme a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em 2023, a tendência é de um mercado internacional calmo, sem quedas nem elevações bruscas de preços. Para eles há uma calmaria total. Sinalizam que, pelo menos neste momento, que o mercado deve ficar mais ou menos assim. 


Espera-se para o Acre que uma recuperação do mercado internacional da madeira possa restabelecer nossos níveis históricos de exportações. Em relação a carne suína, as perspectivas são as melhores possíveis, com a expansão das exportações para o mercado peruano, para os demais países da América Latina e Central. A soja deverá dominando o valor das exportações acreanas, graças ao aumento da produção estimada pelo IBGE, para 2024.



Orlando Sabino escreve às quintas-feiras no ac24horas