Vender farofa pronta num estado onde cada pessoa tem a sua própria receita de farofa e conhecido popularmente por fabricar a melhor farinha do Brasil, não parece ser tarefa fácil. De fato, não foi. Para alcançar o nível de qualidade e credibilidade que possui atualmente, a Acre Farofas Gourmet precisou de muito estudo e persistência. Coincidentemente, a empresa completa um ano de existência neste domingo, 12, Dia dos Namorados.

 

Apesar de estar no mercado há pouco tempo, a marca já estende reconhecimento como empresa forte e respeitada pela maneira como trata seu produto. Em busca de modernização e automatização, a fábrica deve chegar a 30 colaboradores em breve e alcançar a marca de 1.500 quilos produzidos por semana. Por enquanto, o tempo de produção gira em torno de 1 a 2 dias, mas com a automatização, pretende-se reduzir esse tempo para aproximadamente 6 horas.

 

A meta agora é nacionalizar a marca. O estado da Paraíba está em negociação para a instalação de uma fábrica da Acre Farofas e assim abastecer todo o nordeste e centro-sul do Brasil. O produto vende quatro sabores, sendo alho, bacon, banana e calabresa e a empresa estuda lançar uma linha premium com novos sabores. Juntos, Acre e Rondônia têm 12 pontos de venda através de parceria com casas de carne, conveniências, mercadinhos e supermercados.

 

Tudo começou quando a acreana Clarice dos Santos de Souza, de 32 anos, decidiu fazer farofa em casa para vender em meio à crise financeira desencadeada pela pandemia de Covid-19. Pouco tempo depois, conheceu o empresário Lauro Cavalcante de Andrade Junior, de 36 anos, que propôs uma sociedade.

 

Os sócios garantem que a aceitação do público pela farofa tem sido surpreendente. “Nossa empresa, por ter uma farofa sem conservantes, tem conseguido manter o gostinho caseiro. Os elogios são inúmeros, até porque o Acre tem a melhor farinha do Brasil. Nossa matéria-prima vem de Cruzeiro do Sul, onde a farinha de mandioca recebeu a certificação nacional Selo de Indicação Geográfica”.

 

Hoje, a Acre Farofas Gourmet se tornou a única fonte de renda de Clarisse, que se viu desempregada um ano atrás e migrou para um novo e promissor negócio. “No início tivemos um pouco de dificuldade, pois para o acreano já é de costume fazer sua própria farofa. Porém, viemos trazendo praticidade e comodidade a nossos clientes, que se tornaram verdadeiros amigos”, conta Lauro.

 

Farofa com Boo Cashback

 

No início, a pequena fábrica de farofas contava apenas com o trabalho de Clarice e de sua mãe. Hoje, já foram contratadas mais cinco pessoas para atuarem como colaboradoras na cozinha. Lauro, que já era proprietário da Boo Cashback (empresa pioneira no estado), cruzou seu destino com a fábrica de farofas durante consultoria no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Acre).

 

“Estava buscando uma gestão mais eficiente do meu aplicativo, buscando corrigir falhas e alavancar o app quando conheci Clarice, que estava buscando vender a Acre Farofas para tratamento de saúde. Assim que a conheci e vi o potencial de seu produto, automaticamente vi uma grande oportunidade de alavancar também o aplicativo Boo Cashback”.

 

 

A ideia avistada na farofa pronta era um produto de fácil consumo e bastante procurado no estado, além de possuir uma carência grande no Brasil em se tratando de qualidade. “Então eu pensei: por que não ganhar CashBack comendo farofa?”. A partir daí, a primeira e única proposta que Lauro fez a Clarice foi de comprar um valor “x” da empresa e a criadora continuar sócia da marca.

 

“Eu falei que daquele momento em diante ela assumiria toda a produção, embalagens e gestão da cozinha e eu assumiria a direção executiva da Acre Farofas, ficando responsável pela gestão da empresa, parte de vendas, comercialização e nacionalização da marca”. Após 60 dias da parceria, foi inserido o sistema de Cashback na Acre Farofas, o que é visto como uma inovação no segmento.

 

“Hoje, cada pacote de farofa gera mais de 10% de cashback na compra, um investimento de mais de R$30 mil iniciais em crédito pagável em conta corrente e milhas”, diz o empresário. A parceria tem sido avaliada com sucesso pela dupla. “Entramos no maior evento do estado de Rondônia, a FEMUR, nossa marca é padrão ouro na feira e destaque único no segmento”.

 

 

Clarice foi a Rondônia com incentivos do governo do estado vizinho, com a proposta de levar a fábrica até lá. “Mas também acreditamos que o governo do Acre possa contribuir para a marca genuinamente acreana, já que hoje estamos com foco na expansão nacional”.

Fábrica no Nordeste

 

Lauro Cavalcante acaba de fazer uma viagem ao nordeste brasileiro apresentando a Acre Farofas. Por último, esteve em Teresina (PI) onde participou da terceira reunião com o grupo empresarial B2 Invest Holding, com mais de 90% do contrato assinado.

 

 

“Teremos uma fábrica da Acre Farofas em Joao Pessoa (PB) com nossa matéria-prima saindo de Cruzeiro do Sul e os caminhões voltando ao nosso estado com a conceituada manteiga de Caicó”. Segundo ele, já foi negociada uma produção de 12 meses com exclusividade para a Acre Farofas, com proposta de a fórmula do produto ficar ainda melhor.

 

Atualmente a empresa se volta com celeridade para a ampliação da fábrica, modernização e automatização. “Temos um pedido internacional de mais de 25 toneladas, porém necessitamos de uma linha de produção mais robusta e liberação nos órgãos brasileiros para exportação. Por todo este contraste e uma explosão de oportunidades, acreditamos que a mão de Deus está sobre esta empresa”, concluem os sócios.

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