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Faltam 25 centímetros para rio Madeira invadir a BR-364

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De acordo o relatório de monitoramento da Coordenadoria de Defesa Civil do Acre e Rondônia divulgado na manhã desta terça-feira, 24, faltam somente 0, 25 centímetros para as águas do rio Madeira invadirem alguns trechos da BR 364, que liga o Acre a Rondônia e o restante do país.

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O meteorologista Luiz Alves dos Santos Neto, que responde pela Divisão de Meteorologia e Climatologia do Sistema de Proteção da Amazônia – Centro Regional de Porto Velho (SIPAM-CRPV-RO), explica que quando as águas do rio Abunã atingirem a marca dos 22 metros a BR 364 já começará a sofrer inundação em vários trechos. Na manhã desta terça-feira, 24, o nível do Abunã registra 21,75 metros (medição feita às 06h), o que acende de vez o alerta.

Em alguns trechos considerados baixos, como por exemplo, na altura do KM 862, na entrada do distrito de Jaci Paraná, as águas do Madeira já começam a invadir a BR 364. A previsão para os próximos dias favorece a elevação do manancial. A cota de transbordamento do Abunã é de 23 metros.

Por telefone, o coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, Coronel Pimentel, falou ao ac24horas que a situação também é preocupante na faixa que compreende os 14 Km do distrito de Novo Mutum, na região do Abunã. Ele explica que devido a elevação diária do Abunã a previsão é que ocorra – até o final de semana – o transbordamento (23 metros).

“Estamos realizando o monitoramento inloco nessas duas regiões (Jaci Paraná e Mutum) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A região de Jaci Paraná e do Mutum é nosso maior gargalo, já que o DNIT não realizou as obras de nivelamento, que traria uma adequação do trecho com o restante do estrada”, relatou.

Na capital, em Porto Velho, o rio Madeira registra 16,35 metros (medição feita às 9h). A previsão, segundo o coronel Pimentel, é que na próxima semana o nível do Madeira, na capital, atinja a conta de transbordamento (16,68 metros).

O chefe da Defesa Civil de Porto Velho destacou ainda que medidas preventivas vêm sendo adotadas para evitar maiores prejuízos às famílias.

“Já cumprimos a primeira meta que é remover, de forma antecipada, as famílias para casas de familiares. Agora, devido aproximação da cota de transbordamento, começa a segunda etapa que envolve os desabrigados. Estes, serão conduzidos à igrejas, uma vez que por determinação da justiça, não será permitido uso de locais públicos, como escolas e outros”, explicou.

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