Nas prefeituras da capital e interior, essa é a hora difícil para os prefeitos, secretários e assessores. Cada um tem seu candidato para o governo, deputado estadual, federal e senado, mas ninguém pode “trabalhar” abertamente para não criar problemas atuais e futuros. É um tal de pisar em ovos e falar baixinho. Com o jogo bruto que é jogado, é capaz de ter degolas em várias prefeituras!!
Não como resposta
Informações de bastidores dão conta de que os vereadores Joabe Lira e Samir Bestene não estariam “bem na praça” quando o assunto é projeto eleitoral para 2026. Ambos teriam sondado lideranças sobre uma possível candidatura à Aleac e, segundo relatos, ouviram um “não”. Joabe não teria reagido bem à negativa. Já Samir, que busca apoio ao pai, teria escutado que acordos firmados anteriormente não teriam sido cumpridos.
PL emperrada
Na Câmara da capital, vereadores evitam colocar em votação o Projeto de Lei Complementar que institui a nova Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT) e reorganiza a carreira de Auditor Fiscal da Receita Municipal. Nos discursos, a justificativa é a necessidade de um debate “amplo e transparente”. Nos bastidores, porém, a leitura é outra: em ano pré-eleitoral, poucos querem se indispor com categorias de eleitores.
Jéssica está eleita?
Tem uma turma por aí que já crava: se a ex-deputada federal Jéssica Sales resolver disputar novamente, “já está eleita”. Calma lá. Política não é replay automático.
Sim, Jéssica tem votos. Ninguém nega. Mas eleição não é álbum de figurinhas repetidas. Em um cenário com mais de 100 candidatos, sem mandato, sem a caneta na mão e sem a estrutura de poder que costuma turbinar campanhas, repetir os quase 19 mil votos de 2022 não é exatamente passeio no Horto Florestal num domingo de sol.
Os calos de Bocalom
O prefeito Bocalom precisa ter mais amor-próprio nessa discussão sobre apoio ao Senado. Apoio não se recusa, é verdade, mas também não se dá de graça para quem trabalha para te tirar do jogo. Gladson e Bittar articulam para que ele não seja candidato, e isso não é segredo nos bastidores.
Candidatura de apoio
Mas, por outro lado, comenta-se em bastidores da política do Acre, por articulistas envolvidos nas fases decisivas de alianças visando pré-candidaturas ao Governo, que, pelos números de pesquisas que se apresentaram até aqui, o grupo político do governador Gladson Cameli tem grande interesse na manutenção da candidatura de Tião Bocalom. Motivo: pelo simples fato da votação dele empurrar a decisão para o segundo turno e juntar-se à Mailza.
É Lula lá e JV também…
JV tomou Doril e sumiu. Não aparece nem para ver La Sierra… Desgostou-se do Senado, não admite ser deputado federal como também não larga o delicioso osso do ofício na Apex, onde a vida é bela a qualquer hora do dia ou da noite…
Pai da criança
O Complexo Viário de Rio Branco, uma das mais importantes obras de mobilidade urbana para a capital, tem recursos de mais de R$ 17 milhões de emendas de Alan Rick. Resta saber se ele será convidado para a inauguração da primeira etapa da obra, marcada para o final deste mês. Será? A última vez que o nome dele foi citado em matérias da Agência de Notícias do Acre sobre o assunto foi em 2024, quando os ares eram outros…
Contrabando
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 12 mil maços de cigarros clandestinos na BR-364 em uma única manhã. Duas fugas em área alagadiça revelam fragilidade logística na repressão. O volume, reafirmamos, indica rota ativa no Acre.
Convocação
A convocação de professores para a rede urbana de Rio Branco reforça a tentativa de reduzir carências no ensino regular. O prazo até 13 de março pressiona a reposição imediata. A medida expõe a dependência recorrente de seleções simplificadas.
Planejamento
A Seplan do Acre publicou dois editais para execução de emendas de 2026. A exigência de plano de trabalho e regularidade fiscal tenta reduzir falhas na liberação. Sem documentação no prazo, o recurso não sai do papel.
Transparência
Os editais da Seplan detalham cronograma, metas e prestação de contas. A formalização via Lei 13.019/2014 impõe critérios técnicos às organizações da sociedade civil. A política de emendas ganha filtro jurídico mais rigoroso.
Desmatamento
A Amazônia reduziu o desmate em 38% em janeiro, saindo de 133 km² para 83 km². No semestre, a redução foi de 41%. O menor índice em sete anos sinaliza avanço rumo à meta de desmatamento zero até 2030.
Desmatamento II
O Acre reduziu 32% do desmate (278 km² para 188 km²), mas entrou no top 3 da devastação. Só Pará (382 km²) e Amazonas (196 km²) derrubaram mais. Queda menor que a de Mato Grosso (-51%) explica a mudança.
Municípios
Feijó lidera a degradação florestal no Acre com 35 km², seguido por Tarauacá (32 km²) e Rio Branco (25 km²). A pressão se concentra em poucos polos. A Resex Chico Mendes soma 12 km², segunda mais desmatada da Amazônia, que reduziu 93% da degradação. O Acre subiu 50% (72 km² para 108 km²). O estado destoou da média regional. O alerta migra do corte raso para danos por fogo e exploração.
Governança
Uma associação de moradores do Juruá dobrou de menos de 100 para mais de 200 associados sob nova presidência feminina. O manejo pesqueiro envolve 10 comunidades no Médio Juruá. Organização social cresce junto com controle territorial.
Urubu nú
Que o Vasco é um fisco, todos já sabem, mas o Flamengo pregou um peça em seus torcedores que ninguém esperava. Bom para os eternos vascaínos, como o procurador-geral de Justiça, Oswaldo d’albuquerque, que zoou o colega Sammy Barbosa, um apaixonado pelo Mengão. O Urubu ficou despido! Quá-quá-quá-quá…
Lógica
Está dando a lógica, conforme a coluna havia antecipado: lideranças do setor agropecuário valorizando o desempenho no PIB, tratando os R$ 12,7 trilhões com desdém. O jogo jogado tem disso. Enfim, as entregas de casas populares começam a fazer parte da rotina do Governo do Acre. É o produto que mais impacta na Construção Civil. Uma espécie de filé mignon que deixa todos alegrinhos.
Arroba
A Scot Consultoria, uma das empresas de maior credibilidade na análise de cenários do setor agropecuário no país, apontou o Acre como sexto estado onde houve maior valorização da arroba no mês de fevereiro. Um dado que é bom para o produtor e distensiona a relação com os frigoríficos.
Veio fazer o quê??
A Presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joênia Wapichana, esteve em Cruzeiro do Sul na terça-feira,3, em reunião com os povos indígenas, onde não anunciou recurso ou ação. Ela falou de uma única Terra Indígena do Acre que está sendo demarcada em sua gestão, a dos Nawa, e esqueceu o nome da outra, que está com processo em curso. Mas diante de tanta falta de informação, o que foi mesmo que ela veio fazer no Acre??
Marcus fala
Amigo redator do Tricas e Futricas…
Em relação à notinha da BR-364, [ONTEM, 3] essa obra seguramente foi um dos maiores desafios da engenharia, que esperou mais de 4 décadas até ser interligada a Cruzeiro do Sul. Resultado do trabalho de muitos profissionais dedicados. Foram mais de 30 pontes construídas… cada uma com sua dificuldade e particularidade.
Já se passaram 15 anos, desde 2011, que a BR-364 dá acesso de inverno a verão… mas a conservação/manutenção ficou a desejar.
A ponte de Tarauacá foi construída no eixo original da estrada, mas as constantes alagações provocaram alterações no leito do rio naquela localidade.
A ponte do Caeté apresenta uma condição especial, devido a movimentação profunda do solo. A estrutura da ponte atendeu todas as exigências técnicas.
Quanto ao Diede, me parece, tem relação com a cabeceira e não na estrutura da ponte. Mais uma vez, problema de manutenção.
Enfim, vejo que nossos esforços valeram a pena. As maiores e mais desafiadoras pontes foram construídas, como a do Rio Juruá.
Procurei dar a minha contribuição e me orgulho do trabalho que fizemos em apenas 6 anos.
Pontes na engenharia são consideradas obras de arte especiais, pela complexidade. Ainda mais na nossa região.
Fico à disposição para um bom papo sobre esta e outras obras que participei.
Abs
Marcus Alexandre
Engenheiro Civil