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Pela 2º vez

Enquanto militante político sempre me coloquei como opositor do PT, mas nas eleições de 2018, votei no Lula.

Eu particularmente, se este fosse o remédio para pôr fim a nossa nociva polarização política, preferia que o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como alguém com o sobrenome Bolsonaro não aparecesse nas nossas urnas eletrônicas, enquanto candidato à presidência da nossa República nas nossas próximas eleições.

Quando foi decretada a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro cheguei a dizer, a mim mesmo que, sem ele na disputa presidencial me sentiria livre e a vontade para escolher o candidato em quem daria o meu voto.

Eis que, partidariamente, o próprio Jair Bolsonaro sempre nos deu os piores exemplos, prova disto, ele já foi filiado a 10 partidos distintos, posto que, a cada eleição ele aparecia filiado ao partido que melhor lhes conviesse. Eleito presidente pelo PSL, dele se afastou ainda no curso do seu mandato e se filiou ao PL, assim como os seus quatro filhos, todos portadores de mandatos eletivos.

Acontece que, sendo a sua família sua prioridade política, quando menos se esperava, ao invés dele apoiar a candidatura do governador Tarcísio de Freitas à presidente da República, a mais competitiva para enfrentar a candidatura Lula e contrariando a vontade da maioria dos seus aliados, impôs o nome do seu filho, Flávio Bolsonaro, e se não fosse ele a candidata seria a sua esposa, Michele Bolsonaro.

Algo mais deveria ter feito ou precisaria fazer para demonstrar o seu familismo político? Pelo sim e pelo não, vem do Estado Santa Catarina outro exemplo, pois lá a deputada federal Corol de Toni, uma testa de ferro do bolsonarismo na Câmara dos Deputados, ao pretender se candidatar ao senado e com grandes chances se eleger, teve sua candidatura preterida para ceder lugar a candidatura Carlos Bolsonaro.

Em Brasília a sua esposa, Michele Bolsonaro, certamente, será candidata ao senado. Em nosso país jamais vimos nada igual, e o mais surpreendente, sem nenhuma reação dos próprios bolsonaristas, sobretudo daqueles que poderão ser sacrificados, a exemplo da candidatura da própria Carol de Toni ao senado.

Como a nossa próxima disputa presidencial, em 2º turno, será disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro e não entre Lula e um dos candidatos do PSD do Kassab, pela 2ª vez irei votar no candidato Lula, até porque, se sou um crítico do nosso anarquizado sistema partidário, mas ainda serei do familismo político, justamente o sistema que o ex-presidente Jair Bolsonaro insiste em instituir no Brasil.

Não sou lulista, mas não trocarei o Lula por um balaio de Bolsonaro.