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Chega de escândalos

O escândalo do Banco Master não pode terminar numa baita pizza.

Entre os anos 2018 e 2025, o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, era considerado um empresário bem sucedido, até mesmo entre os banqueiros, uma das nossas classes empresariais mais destacadas, algo praticamente impensável para alguém desprovido das mínimas condicionantes para integrar tão seleto grupo.

Após tornar-se banqueiro e partindo do zero, ou mais precisamente, ao apoderar-se de outro trambolho, o falido ex-baco Máximo e rotulá-lo de Banco Master, feito um foguete foi crescendo e aparecendo como se fosse uma instituição bancária bem melhor administrada que o Bradesco, o Itaú, o Banco do Brasil e nossa Caixa Econômica Federal, entre outros.

Espertamente, e no mundo dos espertos o próprio Daniel Varcaro se revelou bastante experimentado, o dito cujo foi construindo um ambiente político e social capaz de protegê-lo ante a qualquer revés. A provar que sim, nas festanças que o dito cujo promovia, e com frequência, lulistas e bolsnaristas sentavam-se na mesma mesa e bebericavam dos melhores vinhos e whiskies.

Nas colunas sociais as suas festanças sempre ocupavam os melhores e mais destacados espaços. Não ser convidado para se fazer presente chegava ser um desprestígio, sobretudo para os figurões dos nossos mundos: o político, o empresarial e o social.

Presentemente e pelo que já chegou ao domínio público, Daniel Varcaro está sendo considerado, e muito oportunamente, como o sujeito que provocou um dos maiores escândalos da nossa história, até porque, em bilhões de reais, entre todos os nossos escândalos, e já foram muitos, nenhum deles havia chegado tão longe.

Pelas provas já colhidas, nada justifica o lenga-lenga que vem se arrastando e tendo como causa o referido escândalo. Menos ainda o jogo de empurra que os bolsonaristas e os lulistas estão tentando estabelecer.

Particularmente, não sou um daqueles que põem toda fé numa CPI ou CPMI, como sendo fundamental para o esclarecimento de uma determinada denúncia, assim como nas chamadas delações premiadas, entretanto, em relação ao escândalo do Banco Master, ambas as providências se fazem absolutamente necessárias.

Se alguns medalhões do nosso mundo político, sobretudo, se alguns dos nossos governadores e alguns dos nossos congressistas prestaram algum serviço em favor do Banco Master, nada mais oportuno que o próprio Daniel Varcaro faça uma delação premiado e que o nosso Congresso Nacional institua uma CPMI para que alguns dos segredos, ainda escondidos, sejam tornados públicos.