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Com Fachin isolado, código de ética não tem apoio para aprovação

Ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) • Antonio Augusto/STF
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O código de ética sugerido pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, não tem apoio para ser aprovado.


Hoje, a maioria dos integrantes da Suprema Corte defende que o assunto não seja tratado neste ano e avaliam que foi um erro o presidente ter acelerado a discussão.

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O diagnóstico já foi transmitido ao ministro nos últimos dias. Por isso, o almoço para discutir a elaboração das medidas de conduta foi adiado.


Hoje, apenas a ministra Cármen Lúcia, relatora do código de ética, defende publicamente o conjunto de regras de disciplina.


Nos bastidores, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e José Dias Toffoli são os mais resistentes. Os demais ministros têm trabalhado por um entendimento.


Mas até neste grupo há a avaliação de que as normas de conduta não têm apoio suficiente e de que talvez seja o caso de deixar a discussão para o ano que vem.


Fachin e Cármen devem procurar Moraes, Gilmar e Toffoli nos próximos dias para discutir o tema. A ideia do presidente da Suprema Corte era deixar as regras de transparência como um legado de sua gestão.


Fachin deixa o comando da Suprema Corte no final de 2027. Ele será substituído por Moraes. Na avaliação de magistrados, se o Código de Ética não for aprovado ano que vem, não haverá mais margem para a sua discussão.


O assunto surgiu após questionamentos sobre a postura pública de magistrados, em viagens e eventos com advogados, e sobre o aumento do número de processos de parentes de ministros no Supremo Tribunal Federal.


Fachin queria aproveitar a discussão para melhorar a imagem da Suprema Corte, mas a resistência interna tem impedido o avanço da iniciativa.


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