Quem pegar declarações do prefeito Tião Bocalom e do senador Márcio Bittar publicadas ano passado nos mais diversos órgãos de comunicação, vai ver um festival de elogios entre ambos. Mas, a lua de mel acabou com a decisão do Bocalom em ser candidato ao governo. A partir deste episódio a farinha da aliança foi apartada, por um fato: Bittar é contra a candidatura do ex-aliado, sob o argumento de que a prioridade do PL é eleger senador e que com Bocalom disputando o governo prejudicaria a sua campanha. Bocalom rebate não haver argumentos para o PL não dar legenda para a sua candidatura ao governo, alegando ser de direita desde os tempos da ARENA- partido da ditadura militar – ser honesto e aparecer em um bom patamar nas pesquisas. Há por outro lado um interesse de Bittar em integrar como segundo nome para o Senado a chapa da Mailza Assis (PP) ao governo, para formar uma dobradinha com o governador Gladson Cameli. Em recente entrevista ao Bar do Vaz, no AC24horas, Gladson revelou que vem mantendo conversas constantes com Bittar, que prometeu uma solução no PL para logo após o carnaval. Que, logicamente, deve ser o veto da direção nacional do PL à candidatura do Bocalom, coroando com êxito o trabalho do senador Márcio Bittar para o PL ter apenas ele na disputa para o Senado, sem chapa com candidatura para governador. Bittar leva uma vantagem nesta guerra: é amigo pessoal do ex-presidente Bolsonaro, que é quem de fato manda e desmanda no PL. E é senador junto com o candidato à presidente, seu colega de Senado; senador Flávio Bolsonaro (PL). Não é conselho e nem sugestão, mas uma leitura isenta sobre a guerra em curso entre os dois: como seguro morreu de velho (diz o ditado), é bom o Bocalom buscar abrigo em outro partido se quiser tocar sua candidatura a governador. O Boca não é neófito em política, sabe que a briga caminha para um desfecho favorável à tese do Bittar.
PSDB NA MIRA
Com a debandada dos nomes governistas a deputado federal, o PSDB passou a entrar na mira de candidatos ao governo pela oposição. A notícia que corria ontem solta era de que o senador Alan Rick (Republicanos) estaria em tratativas para trazer os tucanos para o seu ninho, aumentando assim seu tempo de televisão e puder lançar um maior número de candidatos a deputados.
OUTRO INTERESSADO
Segundo o BLOG apurou, há também interesse do grupo do prefeito Bocalom em ter o PSDB como válvula de escape, caso o PL não dê legenda à candidatura dele a governador. Ou seja: ainda vem muita confusão pela frente.
NÃO VAI PELO CABELOS LOUROS
Ontem, conversei com três importantes cabeças brancas do MDB, e deu para sentir que se o partido não estiver contemplado com uma candidatura majoritária na chapa da candidata governista Mailza Assis (PP), pode não entrar na aliança com o grupo do Palácio Rio Branco. “Não vamos entrar numa chapa pelos cabelos louros da Mailza, algo que ela não tem”. Vixe, Santa Madalena!
UMA PROPOSTA CHAMA OUTRA
Um importante secretário do prefeito Tião Bocalom reagiu ontem com um comentário irônico sobre a proposta do vereador Aiache (PP), de reduzir os salários dos secretários municipais, por conta da judicialização do aumento do valor das emendas parlamentares. “Se é para reduzir os gastos municipais como alega o Aiache, os vereadores da base aceitariam perder todos os cargos que indicaram na prefeitura”? Vixe, Santa Madalena, de novo.
ESPERAR A POSSE
O senador Sérgio Petecão (PSD) diz esperar a posse da Mailza como governadora, para ouvir dela qual a sua proposta de aliança para o PSD. Pela informação que tenho, o PSD não aceitará ser aliado da Mailza fora da chapa majoritária. Não quer uma secretária como compensação.
DEPOIS DE 4 DE ABRIL
Só depois de 4 de abril, quando o senador Sérgio Petecão (PSD) conversar com a Mailza já como governadora é que ele vai se pronunciar. Aposta na amizade que tem com ela, para o PSD ser contemplado na chapa majoritária.
ESTÁ NUMA PRENSA
Não queria estar na pele da vice-governadora Mailza Assis (PP). Jéssica Sales (MDB), Eduardo Veloso (UB) e Sérgio Petecão (PSD) querem ser o segundo nome do Senado na sua chapa. E só tem uma vaga, a outra é a do governador Gladson Cameli. De novo, Vixe Santa Madalena!
EXIGÊNCIA CERTA
Seja em que palanque o senador Márcio Bittar (PL) estiver na eleição, vai exigir que o mote da campanha com quem se aliar, seja o de ataques duros contra o presidente Lula e pedido de anistia para o ex-presidente Bolsonaro. Além de ter Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. Esse discurso seria bom para o governador Gladson Cameli? Perguntar, não ofende, não é seu Zé?
CURTAS FÉRIAS
A partir de hoje tiro umas curtas férias e volto depois do carnaval. Fiquem com Deus no coração e sem ódio.
FRASE MARCANTE
“Galinha que acompanha pato morre afogada”. Ditado argentino.























