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Nada mais atual que o folclórico Cafuringa

Existem frases que resistem ao tempo e continuam atuais. Uma delas foi dita pelo ex-vereador Edvaldo Guedes (foto com o jumento Cafuringa) há décadas e permanece valendo para o que acontece hoje na política acreana. A referida frase repetida pelo Guedes, um paraibano da cidade de Teixeira, durante suas campanhas para vereador e governador, nas quais chegava ao centro da cidade para votar montado num jumento, ao qual chamava de “Cafuringa”, e fazia a festa do povão. Foi um dos mais brilhantes oradores políticos que conheci. Guedes foi vereador, mas ficou longe do seu sonho de ser governador. Perguntado certa vez por qual razão só ia votar com o “Cafuringa”, gravou a sua frase que ficou famosa: “O Cafuringa é a única coisa séria que existe na política acreana”. Se o eleitor rememorar o que aconteceu nas eleições no estado nas últimas décadas, vai chegar à conclusão que a frase do Guedes varou o tempo e continua atual. O ex-vereador Edvaldo Guedes e o Jumento Cafuringa ainda continuam sendo as únicas coisas sérias da política na nossa aldeia. Não duvidem!



CENTRO NERVOSO


Em todas as pesquisas às quais tive acesso, até nas para consumo partidário, mostraram que em Rio Branco, o maior colégio eleitoral do estado, é onde se concentram as maiores manifestações de votos ao senador Alan Rick (Republicanos) na disputa do governo. E é onde a vice-governadora Mailza Assis (PP) se mostra com pouca aceitação à sua candidatura. um sério problema.


PRINCIPAL DESAFIO


O principal desafio para a candidatura da Mailza Assis (PP) é conseguir um nome para vice na sua chapa ao governo, que some votos e agregue alianças em Rio Branco. Quem poderia desempenhar este papel e não quer nem discutir, é o ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB). No Juruá terá apoiadores muito fortes.


O INVERSO COM ALAN


Já com a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos), acontece o inverso, necessita de um bom nome para vice vindo do Juruá. Não se engane com pesquisas do ano passado. Numa campanha, será montado no Juruá um rolo compressor contra a sua candidatura, com as máquinas estatal e municipal e ficando mais desfavorável ainda para ele, se o MDB com Jéssica Sales (MDB) e companhia limitada estiverem aliados à Mailza.


PSDB NA MIRA


Não é de se descartar que, caso a direção nacional do PL vete a candidatura ao governo do prefeito Tião Bocalom (PL), que ele abrirá conversas com o PSDB para abrigar seu grupo. Lembrar que o Bocalom já integrou o partido. Mas é apenas uma possibilidade, a meta do Boca é ser candidato pelo PL.


O TEMPO PASSA


O chamado campo progressista ou esquerda, como queiram denominar, principalmente o PT, carece hoje de novas lideranças, por ao longo dos vinte anos no poder não ter renovado os seus quadros. As suas lideranças achavam que o tempo não passaria e não viriam os desgastes políticos. O PT se resume hoje na liderança do ex-senador Jorge Viana (PT). E ninguém que se aproxime do seu prestígio eleitoral.O mesmo acontece com o PCdoB, que se resume hoje a duas lideranças com acentuada perda de popularidade, o casal Perpétua Almeida (PCdoB) e Edvaldo Magalhães (PCdoB).


GOSTO AMARGO DE SER “EX”


O governador Gladson Cameli caminha para sentir o que nunca sentiu ao longo da sua carreira política, o gosto amargo de ser “ex”. Aqueles que mais o bajulam hoje, podem ser os mesmos que vão dobrar a esquina, quando não for mais governador. Se quiser construir pontes políticas, que faça agora neste restinho de poder que se encerra dia 3 de abril.


CONTINUA NO SILÊNCIO


O senador Jorge Viana (PT) não fez outra manifestação sobre sua candidatura a senador, além daquela feita ao BLOG que “reavalia” disputar a eleição. Depois dessa declaração, entrou em estágio de silêncio total.


NEM UM PASSO


O MDB não vai procurar mais ninguém para aliança. Já fez o que deveria fazer, conversou com candidatos ao governo, e segundo suas lideranças vai ficar na dele até abril. Se o grupo da Mailza Assis quiser fazer uma aliança, que procure o MDB. Foi o que ouvi ontem de um cabeça branca do partido.


BARRA PESADA


A barra anda pesada lá pelas bandas do PSD, não conseguiu montar ainda nem o esboço de chapas para deputado estadual e deputado federal.


SEM DEPUTADO


O presidente do Republicanos, o deputado federal Roberto Duarte, quer formar uma chapa para a ALEAC sem deputados. Os três parlamentares estaduais da sigla já foram convidados a procurar outro partido para disputarem a reeleição. Quer com isso tornar a chapa mais atrativa.


MODA DO MOMENTO


A moda política do momento é ser plantador de café. Já estão no ramo os ex-prefeito Mazinho Serafim, o ex-senador Jorge Viana, o ex-deputado Jonas Lima e o prefeito Tião Bocalom.


NÃO TEM APOIO


O que circula nos bastidores é que o deputado federal Ulysses Araújo (UB), não apoia a candidatura do deputado federal Eduardo Veloso (UB), mesmo sendo ambos do mesmo partido. Ulysses deve apoiar a candidatura do senador Márcio Bittar (PL), com quem mais se identifica ideologicamente.


NÃO MUDOU NADA


Além do movimento espetaculoso de políticos extremistas de direita com uma caminhada em protesto pela prisão de Bolsonaro, não mudará nada a situação jurídica do ex-presidente. Continuará condenado e inelegível. Sabiam que nada mudaria.


QUEM DÁ O COMANDO


Quem dá o comando se vai haver aliança do MDB com seu grupo é o governador Gladson Cameli, os demais neste processo são meros coadjuvantes, como Mailza Assis e companhia limitada. E o Gladson não deu esse comando. Simples de explicar.


NÃO É DEMAIS


Não é demais se prever que metade da atual composição da ALEAC não deve voltar aos mandatos, por isso, aproveitem este último ano de bonança. E de alguns deputados, que nem ocupam a tribuna e nem participam de debates sobre temas relevantes, perdendo o mandato não deixarão saudades. Mas um alívio.


TCE


Um ponto positivo já foi marcado pela presidente do TCE, Dulce Benício, o de tirar o órgão da redoma em que se sempre esteve e fazer mutirões de fiscalizações nas secretarias, o que previne o cometimento de atos ilegais.


DESTAQUES


Não cubro os trabalhos na Câmara Municipal de Rio Branco, mas pela produção que vejo na imprensa, dá para se dizer que os vereadores Eber Machado (MDB), André Kamai (PT) e Samir Bestene (PP), cada um em sua área, foram os que conseguiram melhor se movimentar até aqui nesta legislatura.


FRASE MARCANTE


“O adesismo fisiológico e norma política nacional”. Paulo Francis, jornalista.


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