De olho no seu petróleo, mas não em defesa da democracia da Venezuela, assim agiu Donald Trump.
Se Maria Corina Machado, interna e externamente, se comportava como a mais autêntica opositora do ditador Nicolás Maduro e mesmo assim ela está pagando altíssimos preços, pois nada justifica que ela, após a queda, ou melhor, o sequestro do referido ditador, este patrocinada pelo presidente Donald Trump, esteja assistindo os principais aliados do próprio Nicolas Maduro no comando da Venezuela.
Por que eles, os chavistas/maduristas, foram instalados no poder da Venezuela e isto com a plena concordância do próprio presidente Donald Trump, e não o candidato Edmundo Gonzáles o real vencedor da mais recente disputa eleitoral? Este deva ser a pergunta que a própria Maria Corina continua fazendo e não encontra respostas.
Simples assim: para o presidente Donald Trump o que verdadeiramente lhes interessava não era a democracia venezuelana, e sim, suas imensas reservas de petróleo, reconhecidamente, as maiores do mundo, afinal de contas, a política externa dos EUA sempre priorizou os seus interesses estratégicos, geopolíticos e econômicos, jamais os regimes políticos dos seus eventuais parceiros.
Na Arábia Saudita, um dos principais aliados dos EUA, com a sua monarquia absoluta
Lá, os mais elementares direitos humanos não são respeitados. Quantas outras ditaduras são aliadas dos EUA agem assim?
Nada contra a deposição do ditador Nicolás Maduro, e sim, tudo a favor, desde que a mesma houvesse corrido em obediência a principal regra de convivência entre países, qual seja a autodeterminação dos povos. Portanto, nada justifica que o presidente Donald Trump, pura e simplesmente, o tenha sequestrado.
Ao entregar o poder da Venezuela nas mãos dos mais radicais aliados de ditador Nicolas Maduro, particularmente a sua vice-presidente, Delcy Rodrigues e ainda dizer-se satisfeito com a sua gestão, simplesmente o presidente Donald Trump debochou com os tantos quantos lutaram pelo retorno da democracia venezuelana.
E o que próprio presidente Donald Trump pretende fazer da Groelândia? A depender dos resultados, se exitosos, o que fará com o canal do Panamá e com o Canadá, já que o seu desejo é torná-lo o 51º estado dos EUA? Lá pelas bandas do Oriente Médio o seu fiel fidedigno aliado, Benjamin Netanyahu, o segue à risca.
Para o mundo, dos quatro anos de poder do presidente Donald Trump, lamentavelmente ainda restam três, e pelo que já fez no seu primeiro ano, se não for contido, ao invés dos fins das guerras em curso, outras virão e até mesmo com seus os tradicionais aliados.








