Diplomática e equilibrada. Assim pode ser classificada a reação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, à entrevista concedida pelo presidente do Sindicarnes, Murilo Leite, ao agro24cast.
“Inusitado”
“Empresário sempre luta para pagar menos imposto. Nesse caso, os frigoríficos pedem que o governo aumente o imposto. É inusitado, né?”, ponderou Veronez. Ele entende que a demanda do Sindicarnes não vai barrar a saída de bezerros do Acre.
R$ 19 milhões
É preciso tomar cuidado com a percepção equivocada de satanizar os custos dos parlamentares federais. A democracia tem um preço mesmo. O cidadão precisa entender isso. A questão é mais complexa. O que precisa ser cobrado é a melhora na qualidade dos mandatos. Pagar para deputado e senador fazer proselitismo em beira de estrada é que não dá.

Tréplica
O presidente do Sindicarnes, Murilo Leite, rebate o que afirmou o presidente da Faeac, Assuero Veronez, ao ac24agro. “Não peço aumento de imposto. Não estamos falando de aumento de ICMS. Mas de arrecadar o imposto em cima do valor real da comercialização. Assuero defende que o produtor venda o bezerro por R$ 2,3 mil ou mais e recolha o imposto por R$ 1,9 mil? Isso, perante a legislação, é sonegação.”
Pauta não é preço
O que precisa ser dito também nesse debate é que “pauta não é preço”. E mais: já que a cobrança do imposto em cima do preço de mercado não terá impacto na saída, então o Estado está prevaricando, abrindo mão de arrecadar. É uma questão de lógica.
Debaixo da cama
Falando em Véia, ela está debaixo da cama dos inocentes, onde cria bode, cachorro, gato, entre outros animais rastejantes (sendo que a cobra está apenas entrando). Responda sem pensar: quando olha para o colchão, quem você vê?
Insatisfação em Epitaciolândia
Moradores de Epitaciolândia demonstram crescente insatisfação com a gestão do prefeito Sérgio Lopes. Segundo relatos, a ponte sobre o Igarapé Palmeira apresenta risco de desabamento, impedindo a passagem de veículos. Contam que, atualmente, apenas pedestres e motociclistas conseguem atravessar, o que tem causado transtornos e dificuldades para o escoamento da produção local.
Abandono no bairro Capoeira
Em Rio Branco, o abandono do cacimbão do bairro Capoeira tem gerado insegurança aos moradores. A área, que no passado era ponto de atividades culturais, hoje estaria ocupada por pessoas em situação de rua e usuários de entorpecentes. Moradores reclamam da falta de manutenção e de políticas de revitalização há vários anos. Reportagem do jornalista Ronaldo Guerra, do programa Café com Notícia, da TV5, fez o alerta ontem, 26.
Alerta no Hemoacre
Com a proximidade do período carnavalesco, a direção do Hemoacre demonstra preocupação com a queda no número de doações de sangue. Historicamente, o feriado prolongado reduz o comparecimento de doadores, aumentando o risco de desabastecimento nos estoques.
Chuvas
O Acre entrou em alerta hidrológico com risco moderado, mas o cenário expõe um velho problema: a ocupação desordenada segue sendo mais determinante que o volume de chuva. Monitorar rios é essencial, mas prevenir moradias em áreas de risco continua sendo o maior desafio.
Rios
A vazante do Rio Acre traz alívio momentâneo, mas não encerra o risco. O período pós-cheia costuma revelar outro problema recorrente: instabilidade do solo e moradias frágeis, muitas vezes ignoradas fora dos picos de emergência.
Educação
A 11ª posição do Acre no ranking das capitais mostra avanço real na qualidade do ensino, sobretudo quando comparado a estados vizinhos. Ainda assim, o dado revela um teto: o estado melhora, mas não rompe o grupo intermediário nacional.
Segurança
Um artigo do ex-governador Binho Marques resgata o Acre de 2010 como referência e expõe um contraste incômodo com a Amazônia de 2026. A lição é clara: gestão baseada em dados funciona — o abandono dela cobra juros altos.

Gestão
Entre educação, segurança e assistência social, a última semana de janeiro escancarou um padrão no Acre: políticas com planejamento geram resultado; ações reativas apenas administram crises. A diferença está menos no discurso e mais na persistência da execução.
Posse
A nomeação de 98 novos servidores da Educação reforça o discurso de valorização, mas também levanta cobrança por continuidade. Concurso histórico só se consolida com carreira estruturada, formação contínua e resultados mensuráveis em sala de aula.
Gás
A inclusão de Rio Branco no Gás do Povo reduz a pobreza energética e tem impacto direto no orçamento das famílias. O desafio agora é garantir logística eficiente no interior, onde políticas nacionais costumam perder alcance.
Direita
A caminhada liderada por Nikolas Ferreira mostra capilaridade nacional do movimento conservador, mas projeções eleitorais antecipadas soam mais como mobilização de base do que leitura consolidada de cenário. Rua cheia não é, necessariamente, voto contado.
Pinico
A imprensa nacional noticia que a FedEx, gigante norte-americana da logística, “pediu penico” e não vai mais querer atuar no Brasil. Alegou falta de infraestrutura e, claro, o coringa de sempre: a burocracia. Ué! Cadê o tal do espírito empreendedor? Inovador?
Correios
Enfrentar a missão de integrar o país ainda é coisa para os Correios, mesmo com todos os problemas e desafios a serem superados. Entregar a “blusinha da China” em apartamento na Avenida Paulista é fácil. E quando a entrega tem que ser feita em Tabatinga? Envira? Santa Rosa? Quem faz?

