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Bocalom entra no jogo e Alysson jura fidelidade

Foto: Sérgio Vale

A dúvida que muitos tinham acabou ontem, com o anúncio do prefeito Tião Bocalom colocando seu nome como candidato ao governo do estado, e sob a jura de fidelidade feita pelo vice-prefeito Alysson Bestene, de que terá o seu apoio na campanha. Bocalom, confirmando a candidatura, terá que se afastar até 4 de abril e Alysson assumiria a prefeitura por 2 anos e 9 meses. O discurso do Bocalom, para justificar a sua decisão, foi centrado nas obras que está realizando na cidade, ser limpo na política, e estar atendendo o apelo popular por uma candidatura a governador. Já Alysson, além de declarar apoio, disse que assim que Bocalom oficializar na convenção a sua candidatura, ele pedirá afastamento do PP para lhe acompanhar. Bocalom evitou polêmica sobre o senador Márcio Bittar (PL) e disse não crer que sua candidatura será vetada pela direção nacional do partido. Acredita que Bittar estará junto como candidato a senador e ele a governador. Com isso, está rompida a aliança da direita que elegeu o prefeito Tião Bocalom (PL), já que a vice-governadora Mailza Assis (PP), também disputará o governo. Fim da unidade.


ÚNICA COISA CERTA


Quem vai ganhar a eleição ninguém sabe, mas uma coisa é certa: o Acre será governado por alguém da direita. Alan Rick (Republicanos), Tião Bocalom (PL) ou Mailza Assis (PP) são os nomes mais fortes desta disputa. Todos bolsonaristas. Correndo por fora, pela centro-esquerda, com menor chance de sucesso estará o médico Thor Dantas (PSB). O resto é com as urnas.


UM ATO, UMA POSIÇÃO


Ontem, ficou claro que o senador Márcio Bittar (PL) não avaliza a candidatura de Tião Bocalom (PL) ao governo. Não se fez presente e nem mandou uma mensagem de apoio. Podia ter mandado uma live, não mandou, é seu ato marca a sua posição. E nem dá entrevista sobre o assunto.


COMENTÁRIOS DE BASTIDORES


O Pib do agronegócio do Acre – os empresários rurais Assuero Veronez e Jorge Moura estiveram perfilados na mesa oficial ao lado do Tião Bocalom. O agro é pop, tem grana, mas não tem votos. Mas surpresa mesmo ficou por conta da presença do cabeça do grupo Araújo, Aldenor Araújo, avesso a este tipo de aparição.


DESENHO PALACIANO


Uma das figuras mais importantes do governo Gladson Cameli fez ontem ao BLOG um recorte político, pelo qual a aliança com o MDB pode se fechar com a entrega ao partido da Secretaria de Ação Social e a ajuda no fechamento da chapa para deputado federal. Prevê a batida do martelo para muito próximo.


FORA DE COGITAÇÃO


Neste cenário, uma candidatura da médica Jéssica Sales (MDB) ao Senado, na chapa da federação PP-UB, estaria fora de cogitação. O grupo no poder quer o senador Márcio Bittar (PL) na chapa.


TEM POSIÇÃO


Claro que não concordo (passo longe) da ideologia de extrema direita do secretário municipal Marcos Luz, mas é um político que merece respeito por ter posição pública sobre o que defende. Não fica com jogo de catita. Será candidato a deputado federal.


FORA DA VITRINE


A vice-governadora Mailza Assis poderia ser mais conhecida e estar melhor nas pesquisas, se durante todo o governo não tivesse sido deixada na sombra. Foi um erro, não lhe dar protagonismo. Só vai mesmo vir para a vitrine com toda força quando assumir o governo, porque vai virar o centro das notícias. A partir deste momento se começará a ter uma maior noção sobre sua candidatura ao governo. “És temprano”, como dizem os bolivianos.


NÃO PODE RECLAMAR


O MDB não pode lamentar não ter formado uma chapa de candidatos a deputado federal até o momento, porque duas de suas maiores lideranças, Marcus Alexandre e Jéssica Sales, disputarão outros mandatos. Seriam nomes puxadores de votos.


PURO JOGO DE CENA


É puro jogo de cena de um cabeça branca do MDB ter soltado o balão de ensaio de que uma aliança com o prefeito Tião Bocalom ao governo é possível. O ex-prefeito Marcus Alexandre e o vereador Eber Machado já declararam que se rebelam se isso ocorrer. E o partido perderia ainda o deputado Tanízio Sá, que apoiará Mailza ao governo. Fora até de debate.


CENÁRIO A SER DISCUTIDO


Não sei qual seria o partido que o prefeito Bocalom disputaria a eleição se a direção nacional do PL vetar a sua candidatura. De cara, pelo MDB e o PSD do senador Petecão, estaria descartado.


NOME DO PALÁCIO


Pelo que já escutei de figuras importantes do governo, a preferência do governador Gladson Cameli para companheiro na chapa da federação PP-UB, é o senador Márcio Bittar (PL).


CHAPA ABERTA


Outra chapa ao governo que também está aberta para abrigar a candidatura do senador Márcio Bittar (PL) à reeleição, é a do senador Alan Rick (Republicanos), já declarado ao BLOG. Bittar tem três opções, ficar com o Bocalom, com a Mailza ou com o Alan.


RESGATE DE VERBA


O resgate de uma verba perdida que será aplicada na recuperação da BR-364, feito conseguido pelo deputado federal José Adriano (PP), é de suma importância por a estrada estar em petição de miséria. Foram bilhões jogados no trecho para Cruzeiro do Sul, e todo inverno vira um péssimo ramal.


SEGUNDO TURNO


Dentro da esfera palaciana há a convicção de que quando a Mailza assumir o governo em abril, ela se projeta e irá para o segundo turno. Não acreditam que fique fora de um provável turno final.


MENOS COM O BOCA


O senador Sérgio Petecão (PSD) descarta totalmente qualquer possibilidade de caminhar com a candidatura ao governo do Tião Bocalom (PL). Quer esperar para decidir em que palanque estará, quando a Mailza chegar no governo.


CHAPA PRÓPRIA


O presidente do PODEMOS, Ney Amorim, disse ontem ao BLOG que o partido trabalha para ter chapa própria e competitiva para deputado federal. Já conta com seu nome, da Márcia Bittar e do Mazinho Serafim. Neste caso precisaria de mais seis nomes para fechar a chapa. Deve buscar completar nos municípios do interior.


SEM DEPUTADOS


O presidente do Republicanos, deputado federal Roberto Duarte, confirmou ontem ao BLOG que a chapa para deputado estadual não terá ninguém com mandato. Os deputados do partido, Clodoaldo Rodrigues,Tadeu Hassem e Gene Diniz, não terão legenda para buscarem a reeleição.


CHAPA ENCORPADA


Duarte assegurou que hoje o Republicanos já tem chapas para eleger dois deputados federais e três estaduais. Diz que não revela os nomes por temer cooptação pelos adversários.


FRASE MARCANTE


“A democracia não é um sistema feito para garantir que os melhores sejam os eleitos, mas sim para impedir que os ruins fiquem para sempre”. Margaret Thatcher, a dama de ferro da Inglaterra.


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