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8 de janeiro – uma farsa em retalhos

Há três anos, em 8 de janeiro de 2023, ocorreu a grande manifestação de insatisfação política na praça dos três poderes em Brasília que, infelizmente, deu pretexto a que o Sistema acelerasse o mais tenebroso processo de perseguição já visto a um político no Brasil. Semelhante em método e objetivo ao que ocorreu com Donald Trump nos EUA com a fraude da invasão do capitólio, o script foi seguido à risca, com ingredientes ainda mais perversos como a perfídia praticada pelo exército brasileiro.


O processo kafkiano que concluiu pela condenação de Jair Bolsonaro é uma colcha de retalhos mal costurada, ainda com pedações faltando. Rasgando a constituição federal já no que se refere ao juiz natural e duplo grau de jurisdição, uma série de ilegalidades foi praticada para que pedaços de versões, delações forçadas, chantagens e disse-me-disse tomassem cores de verdade e, assim, pudessem ser amarrados um a um, formando um arremedo a ser apresentado como narrativa de um crime impossível de tentativa de golpe, promovida por mulheres e idosos.


Rigorosamente, não há prova material alguma, nem sequer a tal minuta do golpe, a apresentar. Baseado na prostituta das provas – a testemunha, foi forjado um “crime” de pensamento, de conjectura, se tanto. Não havia uma arma, uma gravação, uma imagem, transferências bancárias, engajamento de tropas, nada que sustentasse a versão fantasiosa de golpe de estado. Pelo contrário. A transição foi pacífica e fácil segundo o próprio Lula da Silva, os comandantes militares do Lula foram nomeados e empossados tranquilamente ainda no governo anterior, Bolsonaro se ausentou do país e uma manifestação pacífica foi, de momento, transformada em vandalismo, sabe-se lá por quem, já que as imagens disponíveis mostram facilitação de militares à entrada de manifestantes. O próprio ministro da defesa de Lula assinalou isso coerentemente com os fatos.


Daí em diante progrediu um processo violento que hoje é retratado no suplicio de Jair Bolsonaro à vista de todos. Tortura em praça pública como na idade média, pode-se dizer, de um homem passado dos setenta anos, doente, seguidamente submetido a cirurgias, sequelado por uma facada no abdômen desferida por um militante esquerdista. Jamais na história recente foi tão evidente uma vingança, nunca o direito faleceu tão flagrantemente perante o rancor e o intuito punitivo. Querem, talvez, dizer para os brasileiros que se um ex-presidente, majoritariamente aclamado pelo povo pode ser sacrificado publicamente, nós, os comuns, percamos as esperanças de julgamentos justos se formos contra a esquerda encastelada no poder. Resgatam assim o passado de ditaduras cruéis, atualizando-as ao modo venezuelano.


Enquanto isso, os escândalos envolvendo as mesmas criaturas se sucedem em cifras bilionárias. O INSS serviu de queijo onde os ratos se alimentaram ferozmente, retirando das aposentadorias dos idosos valores sem que tivessem conhecimento. Por uma das janelas, pulou o filho de Lula da Silva. O Banco Master serviu às mesmas a e outras ratazanas de superior calibre. Nos bastidores diz-se que uma luz forte sobre o esquema revelaria a podridão de metade do lulopetismo hoje empoderado. Não foi apenas Lula que voltou à cena do crime, foi toda a sua trupe, agora em concerto com outros figurões da república que os protegem, põem em sigilo e “apuram” nas sombras para oportunamente darem um jeito de sumir com tudo e espetar o prejuízo no lombo do contribuinte. 


Em summarium maximum, reinstalaram o sistema, removeram o adversário e se locupletam sem freios. Para segurarem a massa e manterem o discurso populista, distribuem pequenos e variados benefícios, migalhas suficientes para manter funcionando o estômago de uma gente que se satisfaz com isso mesmo. Dessa massa escapam os que percebem o chamado da criminalidade, do narcotráfico e da violência. É o exército das facções se fortalecendo e tomando em algumas áreas fatias do poder. 


No Ceará, por exemplo, digo de conhecer, depois de décadas sob comando da esquerda, já não se separam crime organizado e poder político. Se misturaram. Em muitas pequenas cidades as prefeituras e câmaras de vereadores são coito de grupos faccionados, essas estruturas elegem deputados estaduais e assim por diante, no final da cadeia o crime tem assento no executivo, de onde comanda e protege a engrenagem. Já não se trata apenas de drogas, mas de licitações, eleições, nomeações etc. Pelo noticiário, na Bahia o esquema é o mesmo e se alastra por todo o Nordeste. 


Talvez por isso tudo é que, em todo o Brasil, aquilo que Lula prometeu para o dia 08/01 como comemoração do “dia da democracia” flopou fragorosamente. É o dia da vergonha. Ninguém saiu de casa porque até os mais estúpidos lulopetistas sabem que a “tentativa de golpe” trata de uma farsa, de um enredo preparado e executado longe dos fatos e da verdade, de um lençol esburacado feito de pedaços narrativos que não cobre a verdade. O brasileiro comum sabe que vivemos uma mentira e identifica quem está se locupletando.


Antes que seja assassinado, precisamos tirar Bolsonaro da cela na qual foi jogado, e redimir as centenas de manifestantes presos, como símbolo de uma luta pela liberdade, por valores e princípios que são caros e inarredáveis a um povo cristão. O desejo de morte que bafeja do sadismo na torre não pode ser saciado com a imolação de inocentes.


Iniciando este ano eleitoral, é preciso pensar em mudar novamente. Temos que reconquistar o lugar da perspectiva de segurança e prosperidade, de resgate do verdadeiro espírito do brasileiro. Todo voto na continuidade deste governo malsão é um prêmio à injustiça e um golpe no futuro livre, cada candidato eleito na esquerda trará um açoite sobre a nação impedindo-a de cumprir o seu destino glorioso. Que 2026 seja melhor do que o ano que passou.