Da gestão Donald Trump as piores notícias ainda virão, não pela força do poder, mas sim, pelo poder da força.
Quando em sua campanha eleitoral, o hoje presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu o slogan “Make América Great Again”, traduzindo: “Faça a América Grande Novamente”, simplesmente ele pretendia retomar a doutrina Monroe, ou seja, afastar não apenas a presença européia, bem como a interferência de qualquer outro país nas nações do Hemisfério Ocidental.
A referida doutrina foi lançada pelo então presidente dos EUA, James Monroe, no ano de 1.823 e a mesma prescrevia: “A América para os americanos. Bem entendido: não para todos os americanos, mas sim, para os puros sangues, os estadunidenses.
Outra tentativa de dominação do continente americano voltou a acontecer no ano de 1.904, através do corolário Roosevelt, uma ampliação da própria doutrina Monroe. Através dele e se necessário fosse, o próprio EUA poderia utilizar a sua força militar para impor sua dominação: Panamá, Porto Rico e Cuba foram os seus primeiros alvos.
Trocando-se em miúdos: os EUA sempre trataram os países do continente americano com bastante reserva, mas sempre visando manter toda a região sob sua esfera de influência. Em relação a China e a Rússia, seus tradicionais rivais, recompensava os países aliados e pressionava os não aliados com ameaças de sanções e intervenções.
Em relação à recente invasão da Venezuela, que ninguém venha supor que estou saindo em defesa do ditador Nicolás Maduro, isto por sê-lo, na minha avaliação o mais execrável chefe de Estado do mundo, ainda assim, nada justifica a forma como o presidente Donald Trump procedeu para sequestrá-lo do seu próprio país.
A despeito de se autorrotular como o país mais democrático do mundo, jamais os EUA poderiam transigir com o mais emblemático direito internacional, o da autodeterminação dos povos.
Do ditador Nicolás Maduro, concordo com tudo que pudesse ser feito para afastá-lo do poder, exceto com a forma determinada pelo presidente Donald Trump, até porque, se ele jamais concordou com a invasão da Ucrânia pelo Rússia, menos ainda concordará com a hipotética invasão de Taiwan pela China.
Em sendo, sabe-se lá até quando, a maior potência mundial, e em todos os parâmetros, ou os EUA buscam ampliar suas alianças com os demais países, particularmente, com os do nosso continente americano, ou a China, o passará para trás, posto que, ao pretender anexar à Groelândia, retomar o canal do Panamá e o Canadá, o próprio EUA tende a se isolar do restante do mundo.








