Menu

Delação premiada

Não fosse o instituto da delação premiada de terminados crimes jamais seriam elucidados.


Embora pareça um tanto quanto inaceitável o instituto da delação tem sido fundamental para a elucidação de determinados crimes, particularmente àqueles que se arrastam ao longo dos tempos sem que a própria a justiça conseguisse chegar aos seus autores, ou seja, aos seus efetivos criminosos.


Ao tempo da chamada Operação Lava-Jato o referido instituto adquiriu tanto prestígio que nos dava a impressão que a impunidade do nosso país resultava da falta, ou até mesmo, das fragilidades das investigações de determinados crimes, sobretudo àqueles de natureza política e nos quais pessoas poderosas encontravam-se envolvidas.


A propósito, o ex-presidente Lula foi julgado, condenado e tornado inelegível em razão do referido instituto e disto resultou na sua não participação na disputa presidencial de 2018, justamente a disputa que resultou na eleição do então candidato Jair Bolsonaro.


Na fase pré-eleitoral de 2018 a Operação Lava-Jato vivia os seus mais destacados momentos e ainda contava com a presença do Juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol no seu comando e ambos devidamente politizados. Em síntese: para a referida dupla o ex-presidente Lula era um sujeito marcado para morrer, senão de morte morrida, mas de morte temporariamente matada.


Quando a Operação Lava-Jato se imaginava dormindo em berço esplendido eis que surgiu a Operação Vaza-Jato, e a partir de então restou provado e comprovado que a tal República de Curitiba não passava de uma artimanha com propósitos nitidamente políticos e que tinha como alvo preferencial tornar o ex-presidente Lula inelegível.


Nos meses que antecederam à disputa presidencial de 2018 o ex-presidente Lula aparecia em primeiro lugar em todas as pesquisas eleitorais que foram realizadas, e mesmo assim, ao invés de candidato, o mesmo passou quase dois anos, ou mais precisamente, 580 dias aprisionado.


Para ficar evidente a parcialidade da dupla Sérgio Moro/Deltan Dallagnol, ambos abandonaram o nosso aparato judicial e tornaram-se candidatos, respectivamente, ao senado e a câmara dos deputados pelo Estado do Paraná e foram eleitos. Como se isto não bastante, a “conja” do próprio Sérgio Moro, sem dispor de domicílio eleitoral no Estado de São Paulo, candidatou-se e conseguiu se eleger deputada federal.


Quando assisto o dito cujo, “Sérgio Moro, aparecer em primeiro lugar na disputa pelo governo do Paraná e tomo conhecimento das denúncias que pesam contra o próprio Sérgio Moro, pergunto: por que as denúncias do ex-deputado paranaense, Tony Garcia, não serão levadas à sério?