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Meio ambiente

Quem agrediu o meio ambiente que paguem a conta do débito ambiental que proporcionaram.


Se dos males o menor, verdade seja dita: se os nossos antecessores não cuidaram, a contento, do nosso desenvolvimento social e econômico, em contrapartida, somos o país e em todo mundo a deter os maiores volumes de recursos naturais. Alguns desses recursos: florestas, água doce e terras raras abundam no nosso país, em particular, na nossa Amazônia.


Rica, ou diria até riquíssima em recursos naturais, no quesito riqueza, a nossa região amazônica continua bastante empobrecida. Para tanto, basta compararmos o nível de vida, ou seja, o bem-estar da nossa população e compará-las com àquelas que vivem nas nossas regiões sul e sudeste.


A propósito, por anos a fio, os amazônidas se comportaram como verdadeiros guardas florestais, do contrário, a nossa floresta amazônica não seria o que é hoje, o maior bioma florestal do mundo.


Se ao longo dos tempos pagamos altíssimos preços, sobretudo, do ponto de vista humano, para que tão importantíssimo bioma fosse mantido, urge que os países que enriqueceram destruindo os seus próprios biomas se apresentem para pagar a conta que estão nos devendo.


A nossa pátria mãe, Portugal, tem 10.000.000 de habitantes e a nossa região Amazônica, também chamada de Bacia Amazônica, 40.000.000 de habitantes e na chamada Amazônica Legal, da qual o nosso Acre é parte, 30.000.000 de habitantes.


Entretanto, em se tratando de desequilíbrio climático, a exemplo da COP-30, recentemente ocorrida na cidade de Belém, capital do Estado do Pará, os países desenvolvidos, em particular, aqueles que integram o TOP-10 sequer se propuseram a pagar o que estão devendo aos países da África e aos do nosso continente latino-americano.


O Brasil é sim, pelo que já fez e pelo muito que tem a fazer, credor e não devedor do equilíbrio climático do nosso planeta. De mais a mais, a nossa matriz energética é considerada uma das mais limpas do mundo.


Se os EUA e a China, presentemente, as nossas duas maiores potências econômicas não decidirem sair e em socorro da pobreza que continua se alastrando no mundo e ficarem apenas cuidando das guerras e dos trilhões de dólares estão sendo torrados, só nos restará esperar pelo agravamento do nosso desequilíbrio climático.


Como somos, de fato, o país que dispõe dos maiores recursos naturais do mundo, de recursos naturais e não de riquezas reais, urge que nos pague o quanto estão nos devendo, afinal de contas, o nosso país não mais terá as condições de se manter como um dia chegou a ser chamado de pulmão do mudo. Em relação a nossa floresta amazônica e ao nosso volume de água doce se nos fora dadas as condições, sem dúvidas cuidaremos, e bem.