Se não houve casos graves de violência na “passagem de ano”, o ponto desafiador continua sendo o trânsito. O acidente na BR-364, entre Sena e Manoel Urbano, é prova disso. O Detran, embora não seja responsável pelo trecho, acaba colhendo o desgaste também. Taynara Martins, a boa gestora do Detran, sabe disso. É um cargo inglório, a presidência do Detran. Por mais que você organize, agilize o fluxo, dê transparência, a qualidade do trânsito depende, fundamentalmente, da educação e formação de terceiros. É danado!
Formação
O alto número de policiais capacitados indica maturidade institucional da PM. O desafio agora é transformar qualificação em melhoria perceptível no atendimento ao cidadão, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
Confiança
A aprovação popular da PMAC é positiva, mas ainda distante do ideal. Confiança não se constrói só com estatísticas, e sim com presença qualificada, abordagem correta e resposta rápida no cotidiano.
Cheia
A enchente do Rio Acre expôs novamente a fragilidade histórica das áreas ribeirinhas, mas também evidenciou maior capacidade de resposta do poder público municipal e estadual. O desafio segue sendo estrutural: prevenção permanente ainda custa menos que ações emergenciais, mas as autoridades locais não se importam com isso.
Rio Acre
Há dois dias abaixo da cota de transbordo, o Rio Acre segue baixando. Na medição das 18 horas do dia 1, ficou no limite da cota de alerta (13,50m). Agora, é manter a estrutura montada para o mês de fevereiro que, possivelmente, não surpreenderá com muita chuva.
Abrigos
A fiscalização do TCE nos abrigos mostrou avanço na organização, mas revelou gargalos recorrentes em assistência social, segurança e atendimento a crianças. Transparência ajuda, mas o problema é crônico e exige planejamento fora do período crítico.
Interior
Enquanto Rio Branco concentra atenções, municípios do interior enfrentam impactos silenciosos das cheias, com menos visibilidade e estrutura. A desigualdade territorial continua sendo o ponto fraco das políticas de resposta a desastres no Acre.
Gestão
O discurso de Bocalom reforça protagonismo municipal nas enchentes, antes atribuídas ao Estado. A mudança de narrativa cobra resultados: assumir o problema implica responder por ele com eficiência e sensibilidade social.
Indústria
O discurso sobre 2025 como o ano da indústria no Acre encontra respaldo em números inéditos. O risco está em depender excessivamente de incentivos fiscais sem garantir competitividade de longo prazo.
Investimentos
Os R$ 355 milhões anunciados pela indústria sinalizam confiança no Estado, algo raro no passado. O próximo teste será a execução: investimento anunciado não significa, necessariamente, emprego consolidado.
Exportações
Superar US$ 95 milhões em exportações reforça a integração internacional do Acre, especialmente com o Peru. Ainda assim, a pauta exportadora segue concentrada e vulnerável a oscilações externas.
Social
As ações da assistência social em 2025 mostram capilaridade e alcance, mas também revelam dependência crescente de programas emergenciais. O desafio é transformar assistência em autonomia para as famílias atendidas.
Planejamento
Ainda sobre esse tema, o calendário oficial de eventos para 2026 demonstra organização institucional. A crítica recorrente é saber se datas planejadas vêm acompanhadas de orçamento e avaliação de impacto real nos municípios.
Que bom!
No Centro de Rio Branco não há mais becos bombardeados por fezes humanas e de animais, não há mais montanhas de sujeira nem prédios abandonados ocupados por bêbados, drogados e sem teto, lugares exalando odores dos piores.
Desvirtuamento
Segundo a imprensa nacional, o Acre recebeu R$ 117,8 milhões para 184 máquinas pesadas, evidenciando uma preocupação: o uso de verbas públicas para aparelhar indiretamente o desmatamento na Amazônia. A análise sugere que a finalidade institucional desses recursos é subvertida quando equipamentos, como o trator de esteira, tornam-se ferramentas primordiais para a degradação ambiental.
Impunidade
Comparativamente, o Acre destaca-se negativamente pelo caso de Porto Walter, onde emendas parlamentares financiam uma estrada dita ilegal, segundo Marina Silva, que em tese invade terra indígena. Para as autoridades do clima, o cenário expõe uma crítica severa à governança, onde a infraestrutura financiada pelo Estado serve para consolidar crimes ambientais e beneficiar propriedades privadas de políticos.
Contradição
Enquanto o governo federal investe R$ 900 milhões em máquinas, o Ibama demonstra alerta com o uso desses bens para a destruição da floresta que deveria proteger. Essa dualidade revela uma falta de integração entre as políticas de desenvolvimento regional e as metas de preservação, transformando o Acre em um polo desse conflito.
Fiscalização
A determinação do STF para que a Polícia Federal investigue as obras no Juruá coloca o Acre no centro de um debate jurídico sobre crimes ambientais. A nota crítica reside no fato de que, sem controle rigoroso, as 184 máquinas entregues ao Estado podem acelerar o isolamento de terras indígenas em vez de promover progresso.
Faeac
A Federação da Agricultura e Pecuária do Acre vive um dilema. Uma parte da turma dos 10 sindicatos votantes quer obedecer à lógica do “mudar por mudar”. É preciso avaliar com cuidado isso. A pecuária do Acre vive um momento delicado. Se não houver gente qualificada na condução dos debates, pode perder terreno em pontos já vulneráveis.
Radicalismos
O tempo de radicalismos na retórica do setor produtivo já passou. A ordem agora é “construir juntos”. Para isso, é preciso conhecimento técnico. Não bastam boa vontade e ações por impulsos.
Lição
No entanto, a eleição da Faeac também mostra uma lição: a formação de quadros qualificados é uma necessidade. Conhecimento centralizado não ajuda uma classe como deveria. É uma lição basilar.
Natureza em perigo
Denúncias apontam o descarte irregular de lixo em área de proteção ambiental na capital acreana. Vândalos estariam jogando resíduos na Avenida Paulo Lemos, na região do Portal da Amazônia, em Rio Branco. A prática é considerada crime ambiental e pode resultar em penalidades aos infratores. Moradores pedem maior fiscalização. A denúncia foi feita ontem pelo programa Café com Notícias, da TV5, apresentado por Simone Santos.
Descaso
Moradores do bairro Apolônio Sales, nas proximidades da parte final do Eldorado 2, denunciam o risco de desmoronamento de uma passarela sobre um córrego da região. De acordo com relatos, a pinguela não possui laterais de proteção e o assoalho apresenta desgaste provocado pela ação do sol e das chuvas, oferecendo perigo constante a pedestres. A comunidade cobra providências urgentes do poder público para evitar acidentes.

