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Jarude diz que Reforma da Previdência é discutida sem base concreta

Foto: Iago Nascimento
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Durante participação no programa Boa Conversa edição Aleac na manhã desta quarta-feira, 02, o deputado estadual Emerson Jarude (Novo) fez críticas à ausência de quórum no plenário e à falta de resposta do governo do Estado às reivindicações dos servidores públicos.

Segundo o parlamentar, a pauta do dia incluía temas relevantes como a Educação e a situação fiscal do Estado, mas a baixa presença dos colegas pode adiar os debates. “O plenário por aqui está vazio, a gente espera aí que até às 10h30 a gente ainda tenha quorum para iniciar a sessão. Mas é importante destacar aqui que a gente busca fazer o nosso trabalho, estamos aqui compromissados. Temos uma pauta relacionada também à educação, referente a uma fiscalização que nós fizemos, mas talvez, se não der coro, a gente fale na próxima semana. Mas estamos aqui e vamos fazer a nossa parte”, afirmou Jarude.

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O parlamentar também comentou sobre as manifestações recentes de servidores estaduais que cobram reajustes salariais e melhorias no auxílio-alimentação e auxílio-saúde. Ele criticou a prioridade do governo para cargos comissionados em detrimento do funcionalismo público efetivo.

“Os servidores públicos do Estado do Acre vivem um momento muito delicado, um momento onde o governo do Estado prioriza sempre os cargos comissionados e o aumento da máquina pública. O resultado disso, ao longo dos últimos anos, foi inviabilizar qualquer ajuste para os servidores. Sempre que mandam um projeto para aumentar cargos ou criar secretarias, eu voto contra e não é de agora. Desde a época de vereador, eu já fazia isso justamente para que, nesses momentos, tivéssemos fôlego fiscal para dialogar com as classes”, declarou.

Jarude afirmou que a tentativa dos servidores de garantir reajustes que compensem perdas inflacionárias é legítima, mas lamentou a falta de abertura do Executivo para o diálogo. “Infelizmente, não tem tido resposta por parte do governo do Estado do Acre, que foge o tempo todo de debater essas questões”, pontuou.

O deputado também voltou a cobrar que o governo encaminhe à Aleac a proposta de reforma da Previdência estadual, tema que considera urgente. Segundo ele, até o momento, os parlamentares apenas discutem hipóteses, já que nenhum projeto oficial foi protocolado.

“Até agora não chegou absolutamente nada na Assembleia. Então qualquer discussão que a gente esteja fazendo é em cima de hipóteses. É preciso que o governo mande pra cá o projeto e aquilo que eles pensam sobre a Previdência. Eu já apresentei diversas emendas justamente para frear esse rombo, mas nunca foram aprovadas. O que a gente espera é que o governo tenha responsabilidade. Existe essa hipótese da criação de um novo fundo, mas a gente sabe como a Previdência funciona. É uma espécie de pirâmide, onde os que estão atualmente trabalhando pagam pra que aqueles que já trabalharam possam receber”, ressaltou.

O parlamentar também questionou se a movimentação atual não seria uma manobra para adiar decisões impopulares para depois das eleições. “Tudo aquilo que a gente hoje está falando é em cima de hipóteses: se vai aumentar apenas a parte do Estado, se vai aumentar a parte do servidor também, se é apenas uma cortina de fumaça pra que isso não se arraste pro ano de eleição. Então é preciso ter muita transparência, responsabilidade e fazer a discussão de maneira técnica, pra que o servidor público não seja responsabilizado pela falta de administração do Estado e principalmente os aposentados”, destacou.

Ao final da entrevista, Jarude foi questionado sobre seus planos políticos para 2026. Sem confirmar candidatura, ele afirmou que seguirá ouvindo a população. “Ainda é cedo pra falar sobre eleição. Eu foco muito no meu trabalho. Acredito que isso tem que vir de um diálogo com a população. Recentemente, nós aparecemos numa pesquisa pro Senado, onde a gente apareceu muito bem posicionado. Fico feliz porque isso é um reconhecimento ao nosso trabalho. Então, é claro, existem várias possibilidades. Ainda não definimos absolutamente nada. Pra esse ano, o que a gente vai fazer é continuar focando no nosso trabalho. Pra que, ano que vem, escutando a população, a gente tome a melhor decisão”, finalizou.

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