Os Bolsonaros, pai e filhos inclusos, na tentativa de se livrarem das graves acusações cometem um grave erro
A quem, em última análise, competirá condenar ou inocentar o ex-presidente Jair Bolsonaro das inúmeras e gravíssimas acusações que lhes são atribuídas? Só e somente só: o STF-Supremo Tribunal Federal.
Mas para tanto, as decisões do nosso STF terão que ser amparadas nas investigações realizadas pela nossa Polícia Federal, da decisão do nosso Ministério Público, ou seja, do nosso PGR-Procurador Geral da República, e por último, da decisão que for determinada pelo nosso STF-Supremo Tribunal Federal.
Desta feita, os inoportunos tratamentos, por sê-los altamente depreciativos, que “pai e filhos”, vêm dispensando aos integrantes do nosso STF, como tática, não poderia ser mais suicida, até porque, não basta apenas argumentarem que o potencial réu, Jair Bolsonaro, tornou-se objeto de perseguições políticas, como se isto se prestassem para minimizar as suas prováveis e esperadas condenações.
Ainda assim, para o bem e a credibilidade das nossas instituições, entre elas, a PF, a PGR e o próprio STF, que seja dado ao réu Jair Bolsonaro o seu mais amplo direito de defesa. Diria mais: que o próprio Ministro Alexandre de Morais não se deixe contaminar pelos insultos que vem recebendo dos bolsonaristas, em particular, àqueles das lavras do próprio Jair Bolsonaro e os do seu filho, Eduardo Bolsonaro.
Nunca tive o hoje ex-presidente Jair Bolsonaro, em boa conta, ainda assim, espero que o seu julgamento seja justo, portanto, bastante distanciado da maldita polarização política Lula/Bolsonaro, que já tomou conta do nosso país.
A propósito, relembremos os tempos em que a Operação Lava-Jato, esta comandada pelo parcial e politiqueiro juiz Sérgio Moro e do seu parceiro e comparsa, o procurador Deltan Dallagnol. E o que fizeram? Em nome do combate à corrupção cometeram toda sorte de arbitrariedades jurídicas, decerto, as maiores de toda a nossa história.
Enquanto juiz e em razão da fama que havia adquirido, enquanto combatente da nossa corrupção, o próprio Sérgio Moro chegou a pensar até em se candidatar presidente da nossa República. E a provar que já estava determinado a mudar de ramo, trocou a sua condição de judicante e passou a fazer parte da nossa atividade política.
A propósito, quando da eleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2018, Sérgio Moro foi alçado à condição de ministro da Justiça, e nas eleições de 2022, conseguiu eleger-se senador pelo Estado do Paraná e a sua esposa, Rosângela Moro, deputada federal pelo Estado de São Paulo, porém fraudando o seu próprio domicílio eleitoral.