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Quemile Souza: da quadra à areia, uma trajetória de superação e conquistas

Foto: Cedida
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Acreana de nascimento e atleta por vocação, Quemile Vieira de Souza, 28 anos, começou sua trajetória no vôlei ainda na escola, aos 16 anos. A paixão pelo esporte a levou a representar o estado em categorias de base e, em seguida, conquistar uma convocação para a seleção brasileira. Hoje, com uma carreira consolidada no vôlei de praia, Quemile carrega consigo não apenas títulos, mas também a experiência de uma jornada marcada por desafios, superações e conquistas.

Em uma entrevista especial para o Dia Internacional da Mulher, a atleta compartilhou com o ac24horas sua trajetória no esporte, os desafios de ser uma jogadora acreana no cenário nacional e sua visão sobre a presença feminina no esporte.

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Quemile deu seus primeiros passos no vôlei de quadra ainda no ensino médio, mas foi convidada a representar o estado no vôlei de praia. No início, a mudança não parecia significativa, mas logo percebeu que havia se encontrado na modalidade. “Talvez por ser um esporte mais independente que a quadra. A praia é 50% você e 50% sua parceira, o que torna o jogo mais desafiador”, explica.

Foto: Cedida

As competições escolares deixaram marcas profundas na memória da atleta. “Eram os melhores momentos dessa fase, seja competindo ou me preparando para uma competição. Foram muitas conquistas e amizades especiais que ficarão marcadas”, pontuou.

A realidade de quem pratica esporte no Acre envolve desafios logísticos e financeiros. “Somos um pouco prejudicados pela questão geográfica, já que as competições acontecem nos grandes centros e se tornam inviáveis para quem mora aqui”, comentou Quemile.

Apesar das dificuldades, a atleta reconhece que iniciativas da Federação Acreana de Voleibol (FEAV) ajudam a promover o esporte no estado, ainda que o deslocamento e os investimentos sejam barreiras constantes. “Mas independente do gênero, acredito muito que o esporte muda vidas e ensina valores importantes para a formação e o caráter das pessoas”, pontuou.

Ao longo de sua trajetória, Quemile se inspirou em grandes nomes do vôlei de praia, mas destaca uma atleta em especial: Ana Patrícia, campeã olímpica. “Gosto dela por ser da mesma geração e conhecer um pouco de perto sua história, superação e determinação dentro do esporte”, descreveu.

Foto: Cedida

Entre as muitas conquistas, uma se destaca: a primeira vez representando o Brasil em um mundial, onde conquistou a terceira colocação. “Foi um momento muito especial e inesquecível”, relembra.

Se engana quem pensa que Quemile está satisfeita com o que já conquistou. Seus planos vão além do circuito nacional. “Quero representar o Brasil em mais competições internacionais e, quem sabe, chegar a uma Olimpíada”, revela a atleta.

No Dia Internacional da Mulher, Quemile destacou a importância da data e a força feminina no esporte. “As mulheres são sinônimo de garra, força e determinação. No esporte, precisamos nos doar 100%, nos superando diariamente. Por isso, devemos celebrar com orgulho, pois cada conquista tem sua história e cicatrizes”, afirma.

Embora reconheça que ainda existam diferenças de gênero no esporte, a atleta acredita que os avanços são visíveis. “Já melhorou muito e acredito que vai melhorar ainda mais com o passar do tempo”, reforçou.

Foto: Cedida

Para as jovens que sonham em seguir carreira no vôlei de praia, seu conselho é direto: “Acreditem sempre nos seus sonhos, com muita garra, dedicação e disciplina”, pontuou.

Quemile Souza reconhece que o início no esporte nunca é fácil, mas acredita que o apoio certo faz toda a diferença. “Todo início é complicado, no esporte principalmente, mas graças a Deus tive pessoas que contribuíram para chegar onde cheguei”, afirma.

Entre os que marcaram sua trajetória, a atleta destaca a importância da Federação Acreana de Voleibol (FEAV), o suporte incondicional de sua família e a influência de um dos seus maiores incentivadores, Flaviano Melo [In memorium], ex-governador do Acre, a quem dedica uma homenagem especial.

“Através do esporte, ele gostava e apostava. Diferente de muitos, ele me ouviu atentamente e acreditou que eu poderia chegar longe. Pude conhecer, acompanhar de perto uma parte da sua história, de tudo que ele fez pelo Acre, dos desafios que superou e do legado que deixará eternamente para a nossa gente. Viverá para sempre na memória e no coração de quem conviveu com ele”, destacou.

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