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Piloto de avião que fez rasantes diz que voos ocorrem por necessidade em “missões de misericórdia”

Randson Almeida, à esquerda, com crianças I Foto: Instagram/reprodução
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O piloto de avião Randson Almeida, acusado de fazer voos rasantes de exibição no interior do Acre, se defendeu das insinuações de estar pilotando aviões de forma insegura sobre o leito do rio Juruá, em comunidades isoladas por via terrestre de Marechal Thaumaturgo.


Saiba mais: https://ac24horas.com/2024/07/05/video-mostra-ex-prefeito-em-mais-um-voo-rasante-no-interior-do-acre/

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Saiba mais: https://ac24horas.com/2024/07/02/ex-prefeito-faz-voo-rasante-e-assusta-moradores-no-interior-do-acre/


Em entrevista ao ac24horas, Randson disse que, para ele, o voo em baixa altitude, conhecido popularmente como “rasante”, é a maneira mais segura de fazer aproximações ou decolagens nas pistas onde foram gravados os vídeos. “Na Vila Foz do Breu quando o piloto decola, ou ele decola pra cima da mata, ou para dentro do rio, e aí falam que eu dei o rasante, mas a gente faz isso pra ganhar velocidade, pois a pista ainda é curta. Na Vila Restauração, estava em procedimento de pouso quando um bando de urubus apareceu e eu tive que mergulhar por baixo para não bater, mas falam como se eu estivesse brincando”, disse.


O piloto afirmou ainda que teme prestar esclarecimentos à imprensa por ter ciência de que a operação dos voos é irregular, mas justifica dizendo que, por vezes, é esta operação que salva-vidas nas comunidades. “São coisas que a gente não consegue nem explicar porque a operação é irregular, numa pista que ainda não está registrada, entendeu? Como vou explicar para o jornal que decolei da Vila Foz do Breu para dentro do rio porque a cabeceira da pista cai pra dentro do rio? O avião é particular e ajudamos quando a comunidade solicita porque o TFD só opera em pista homologada, então pegamos a pessoa e levamos para Marechal Thaumaturgo, e lá o TFD leva para os procedimentos. Às vezes resgatamos vítima de tiro, picada de cobra, mulher grávida, criança grávida, acidente de derrubada, corte com roçadeira. Tenho 20 anos de operação e já perdi as contas de quantas pessoas assim já transportei, é um serviço de missão de misericórdia”, explicou.


Por fim, Randson Almeida falou que é uma das pessoas que luta pela homologação das pistas clandestinas na região, para que o TFD possa atuar no resgate das comunidades em casos de necessidade, e completou dizendo que o Governo do Acre tem atuado para dar celeridade ao registro das pistas.


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