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A guerra dos Bruzugus

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Já tivemos no passado a guerra dos 100 anos, temos hoje a guerra Rússia x Ucrânia, e do Hamas contra Israel. Mas o Acre não poderia deixar de ter a sua guerra particular. A política costuma mais desunir do que unir as famílias. O mais recente exemplo acontece em Rio Branco na tradicional família de políticos dos Bruzugus – o velho Martins Bruzugu, de saudosa memória, era o cabo-eleitoral mais disputado pelos candidatos na década de 70 – onde na eleição deste ano os irmãos Tião Bruzugu, que defende a candidatura de Marcus Alexandre (MDB) ao governo; e Pádua Bruzugu, que apoia a candidatura de Alysson Bestene (PP) para a PMRB cortaram as relações. Pádua, tirou até o Bruzugu do sobrenome e já assina nas redes sociais como Pádua Cunha, além de proibir o Tião de frequentar os churrascos na sua chácara. Bravo, Pádua disse não aceitar que o irmão Tião – assina uma coluna política no site TRIBUNA – pegue corda dos cabeças brancas do MDB e fique atacando o candidato Alysson Bestene e seu ídolo político, o governador Gladson Cameli. “Aliás, o único Bruzugu verdadeiro sou eu, o Bruzugu dele foi um apelido que o jornalista Sílvio Martinello colocou”, dispara o agora Pádua Cunha. Não quero conversa com ele, é cada um para seu lado, ele trate da vida dele que trato da minha, não aceito que fale do meu governador, assinalou Pádua. A campanha nem começou, imagine o leitor quando começar a campanha para valer. O Acre é divertido.


UMA DO MARTINS BRUZUGU


O saudoso Martins Bruzugu, pai do Tião e do Pádua – tem dezenas de histórias políticas como cabo eleitoral. Fomos amigos. Certa feita lhe perguntei porque não apoiava candidatos lisos. Na sua sabedoria, respondeu: -Se eu apoiar um liso, ele perde a eleição e vou acabar com a fama de pé frio. O candidato rico ganha e fico prestigiado como o cabo-eleitoral que todo candidato que apoia é eleito. Martins era uma figura!


NÃO FICOU MÁGOAS


Mesmo o senador Sérgio Petecão (PSD) tendo dado uma loba no candidato Marcus Alexandre (MDB), não ficou mágoa no MDB. A sua cúpula sabe que se ficar no segundo turno Marcus x Bocalom, o Petecão não vai para o palanque do Bocalom nem debaixo de surra de ripa.


PACOTE FECHADO


O assessor de Comunicação da prefeita Fernanda Hassem, Chiquinho Chaves, ligou para dizer que não houve o fechamento de aliança política com o senador Alan Rick (UB).


OUTRO LADO DO PACOTE


Liguei para um político próximo do senador Alan Rick (UB) e este me disse estar a aliança sacramentada. “Ou você acha que o Alan teria indicado a nova secretária municipal de Saúde de Brasiléia, se não tivesse nada amarrado”? Indagou ao BLOG. Falta só definir a data do casamento.


PEDRA MAL MEXIDA


O senador Alan Rick (UB) é um exímio articulador político de bastidores. Mas errou feio ao levar para ocupar a secretaria municipal de Saúde de Brasiléia, uma profissional que não mora no município. Choveu crítica.


NÃO CONTA


O governador Gladson já sabe de uma coisa na sucessão municipal: em qualquer cenário não contará com Bocalom em 2026, porque este é candidato ao Senado e deve fazer dobradinha com o senador Márcio Bittar (UB).


OU PEDE PARA SAIR


Um importante membro do governo me revelou ontem em uma conversa que, após a convenção municipal, quem tem cargo de confiança no governo será chamado para uma conversa, ou fica com o candidato do governo (Alysson Bestene) ou perde os cargos. Faz parte do jogo político.


SABER QUEM MANDA


Com o retorno do Artur Neto para a assessoria da vice-governadora Mailza Assis, ficou a dúvida sobre quem será seu articulador político, o Artur ou o assessor Rennan Biths.


FIDELIDADE EXTREMA


A vice-governadora Mailza Gomes tem um ponto, que segundo informações de boa fonte palaciana, agrada o governador Gladson Cameli: não ultrapassa a linha vermelha da fidelidade. Não quis ser mais real que o Rei, quando ocupou interinamente o governo.


BELO TRABALHO


O ex-deputado Heitor Júnior (PSD) fez um mandato produtivo na ALEAC. Não se reelegeu por causa da legenda. Tem um belo trabalho na defesa dos portadores de hepatites. Não sei se será candidato a vereador, mas se for, será um nome que tem bandeiras a mostrar. Ajudou com a sua ação a salvar muitas vidas de portadores de hepatites. E sem ser remunerado.


QUEM DÁ AS CARTAS


Na eleição para a prefeitura de Brasiléia, quem vai dar as cartas no PP, é o grupo da deputada Maria Antônia e Dêda, com aval da vice-governadora Mailza Assis e da deputada federal Socorro Neri (PP).


CÚPULA CONVICTA


Com quem se conversa na cúpula do PP ouve que estão certos que com o governo unido, o Alysson Bestene (PP) chega ao segundo turno ou com o Marcus Alexandre (MDB) ou com o prefeito Tião Bocalom (possivelmente PL).


BOTA PARA CORRER


O ex-Pádua Bruzugu – hoje Pádua Cunha – deu uma ordem ao caseiro da sua chácara: – Se o Tião Bruzugu aparecer no local é para não deixar passar do portão. Participar dos churrascos e guizado de carneiro dos finais de semana, só vai sentir o cheiro.


SÓ DEPOIS DE 22


O governador Gladson só vai mesmo se movimentar para valer na eleição municipal, depois de saber no julgamento de 22 de fevereiro, se será ou não afastado do cargo. Até lá ficará em compasso de espera.


QUEM ESCOLHE A NOIVA


Liberado pelo MDB para escolher o vice que quiser para compor a sua chapa, deixa o Marcus Alexandre (MDB) livre de pressões. É a velha história de que, quem escolhe a noiva é o noivo. Não pode ser uma má escolha, para depois ganhar e conviver quatro anos com um inimigo.


TEM MORAL


A vereadora Elzinha Mendonça (PSB) tem moral de pedir votos para a sua reeleição. Não aceitou ser cooptada pelo prefeito Tião Bocalom e cumpriu o seu papel de fiscalizar os atos do prefeito, criticando os erros e se mantendo independente, como deveria ser todo vereador.


ALGO EM COMUM


O governador Gladson e o ex-prefeito Marcus Alexandre têm algo em comum: venceram todas as pesquisas da pré-campanha feitas ano passado.


ÚNICA FORMA


Pelo que tenho acompanhado, a única forma do senador Sérgio Petecão(PSD) não apoiar a candidatura de Alysson Bestene (PP) é esse não ser candidato a prefeito.


VAI PARA O MARCUS


Nesta remota hipótese a única candidatura que não apoiaria seria a do prefeito Tião Bocalom.


APOIADOR NÚMERO UM


O deputado Tanizio Sá (MDB) é o apoiador número um do candidato Marcus Alexandre. Foi um dos que mais trabalhou para o Marcus se filiar ao MDB, quando estava encaminhado para o PSD.


EM ALTA


Com o reajuste salarial dos servidores a mesa diretora da ALEAC ficou em alta com a categoria. Foi um ponto positivo dos deputados Luiz Gonzaga (PSDB) e Nicolau Júnior (PP).


NÃO TENHO DÚVIDA


Com o Alysson Bestene (PP), é certo que não acompanhe. É certo, também, que não caminhará com o Tião Bocalom. Então, tudo indica que a deputada Michelle Melo (PDT) apoiara o Marcus Alexandre MDB).


E AGORA, CARAS PÁLIDAS?


O Gladson encheu na entrevista da CNN o Lula de elogios como político é como bom presidente. E agora, senhores bolsonaristas da bancada federal do Acre?


FRASE MARCANTE


“Infelicidade é uma questão de prefixo”. Guimarães Rosa.


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