Menu

“Fizemos um divórcio amigável”: empresário Narciso Mendes diz que não abandonou a política

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O empresário Narciso Mendes, que chegou no Acre há cerca de 50 anos, é o primeiro entrevistado de 2024 no programa Bar do Vaz, transmitido pelo ac24horas, com apresentação do jornalista Roberto Vaz.


Mendes conta detalhes de sua chegada ao estado, a vida pública e política e até sobre algumas mágoas. Apesar de tudo que vivenciou em solo acreano, o empresário acredita estar vivendo os melhores dias de sua vida ultimamente.


Para ele, o mundo, cientificamente, evoluiu bastante, no entanto, o Brasil e o restante dos países, estão atrasados em relação à política. “Assistindo tudo acontecer, comecei a me preocupar com a internet. Quanto à inteligência artificial, se não for regulamentada, vamos transformar esse mundo no inferno”.


Narciso nasceu no Rio Grande do Norte, mas se considera mais acreano que muitos que aqui nasceram. Conheceu a esposa, Célia Mendes, quando estava a trabalho no Pará e chegou ao Acre exatamente em 7 de setembro de 1972 no Acre.


Formado em engenharia, trabalhou por algum tempo em trechos da Rodovia Transamazônica. “Participei das primeiras obras de saneamento básico no Acre. Depois de 10 dias que cheguei aqui, comecei a gostar. E nessa brincadeira, já são 50 anos”, declara.


Construiu sua família no Acre. Segundo ele: “o Acre de hoje é bom, mas o Acre de 50 anos atrás, era melhor”.


Depois de passar pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), pela Marinha e pela docência em universidade e escolas do Rio Grande do Norte, adquiriu veia empresarial no Acre. Por aqui, Narciso já ocupou o lugar de maior empregador do setor privado no estado.


Apesar de ter sido eternizado no mundo político, não se orgulha de ter o nome na Constituição da República Federativa do Brasil. “Eu pensava que a política pudesse ser exercida como ela é pregada […] Acho que não me dei bem de ter partilhado a política na minha vida”, contou na entrevista.


Conforme suas palavras, nem a política o abandonou, nem ele abandonou a política. “Nós fizemos um divórcio amigável e eu continuo apenas fazendo análises. A política me ensinou bastante”.


Continuando sobre política, Narciso abordou temas nacionais. “Não sou lulista, nem sou petista. Convivi com Bolsonaro durante 8 anos na Câmara Federal (quando Célia Mendes foi eleita deputada). Naquela época, já comecei a fazer meu juízo sobre a não importância política que eu devesse dar à ele”, afirmou.


O empresário Falou ainda de sua convivência com o governador do Acre, Orleir Cameli e também sobre o atual governador, Gladson Cameli: “ele ri com os olhos, com a boca e com a alma”.


A Operação G7 entrou em pauta. Narciso destaca que esse episódio, para ele, foi uma covardia. “Me tirou o ânimo. Meu afastamento da política começou a se dar ali. Comecei a perder a crença ali, na política. A tortura psicológica que nós passamos era tamanha. A Operação G7, talvez, seja a mágoa que eu levo para o túmulo. O resultado final foi plenamente favorável, mas pelo que nós passamos, foi um sofrimento muito grande”.


Narciso diz estar vivendo os dias mais felizes de sua vida. “Meu legado é a família que eu tenho. Da vida, eu levo saudade”.


Assista na íntegra:


video
play-sharp-fill


INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* Campo requerido