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“O Gladson não é um governador, é um popstar. O governo não é essa coca-cola toda”, diz Crica no Bar do Vaz

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O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge, que escreve diariamente notas políticas no Blog do Crica, no ac24horas, foi o entrevistado desta quarta-feira, 27, do também jornalista Roberto Vaz, no Bar do Vaz, transmitido ao vivo nas redes sociais do jornal. Com 75 anos, sendo 50 dedicados ao jornalismo, Crica, como é mais conhecido, relembrou causos de sua história profissional. ” Sou de Porto Velho (RO). Cheguei ao Acre em 1972. Eu não era jornalista. Eu vim estudar direito, mas um amigo comprou um jornal e incentivou eu a entrar no ramo”, disse.


Se considerando um “dinossauro do jornalismo”, Luis revelou que iniciou na comunicação na época do jornalismo romântico. “Quando nos começamos era o jornalismo romântico. Tinha a chamado linotipo que é uma geringonça que tinha uns teclados. Passamos todas as fases do jornalismo, Fax, Telex, Offset, Ar frio e na sequência a era dos computadores”, relembrou.


Com décadas de experiência, Crica afirmou que recebe diariamente muitas informações, mas que faz questão de checar tudo. “Eu recebo muitas informações. Hoje eu aprendi quem quer me usar. Eu trabalho checando tudo. Por mais que o furo seja importante, eu preciso checar”, disse o jornalista, destacando que esse deve ser um dos motivos do sucesso da sua coluna, que migrou do jornalismo impresso para o online.


“Eu vou coletando as informações durante o dia. Toda informação que eu pego, eu checo. Não tenho um só processo na carreira. Eu consigo ver minúcias no que ela pode se transformar em notícia. Ligo para um e para outro, até eu ter uma notícia. Eu nunca revelo a fonte. Se você disser a fonte, você perde a credibilidade. Aí checo se é verdade. Isso é que fez o blog ter essa visibilidade”, destacou.


Luis defendeu os comunicadores Roberto Vaz, Silvio Martinelo e Zé Leite que eram seus chefes e nunca mexeram em seus textos. “Isso é importante. Acho que o assessor de imprensa ou secretário tem apenas que produzir conteúdo e não interferir em linha de jornal, bater boca com jornalista jamais”, disse.


Sobre posicionamentos ou paixões políticas, Luis revelou não ser partidário. “Não sou. Eu vou pela qualidade, eu voto pela amizade, mas em partido não”, pontuou.


Já sobre governos, Luis Carlos revelou que o ex-governador Binho Marques é um gestor que admira. “Binho Marques foi um bom governador. Binho nunca foi a um jornal. As escolhas do Binho era certinho. Foi o que mais deu suporte ao Esporte. Binho foi corretíssimo. Ele foi um PT sem ser PT”, frisou.



Crica ainda relembrou que o ex-governador Jorge Viana seria uma “cria” do ex-deputado Flaviano Melo. “Jorge Viana nasceu nos braços do Flaviano. Ele se inspirou no Flaviano. Ele foi diretor da Funtac no governo do Flaviano. Ele começou pelas mãos do Flaviano. O Wildy Viana foi secretário de agricultura do Flaviano. O Jorge não pode atacar o Flaviano. Ele foi uma espécie de padrinho”, destacou.


Já sobre Orleir Cameli, o jornalista afirmou que o ex-governador foi o mais perseguido da história do Acre. “O Orleir foi o governador mais perseguido da história do Acre. Não teve um governador pelos poderes políticos, fiscalizadores. Ele nem ligava para as redações para reclamar. Atribuíram muitas coisas a eles que ele não fez”, afirmou.


Porém, sobre o atual governador Gladson Cameli, sobrinho de Orleir, Crica afirmou que o chefe do Palácio Rio Branco precisa ser estuda sociologicamente. “Ele precisa de um estudo sociológico. O Gladson faz tudo para perder a eleição e não perde. Ele brigou com todo mundo e ganhou no primeiro turno. Uma coisa é o Gladson e outra coisa é o governo. O Gladson é simpático fora de série, ele tem carisma sensacional. Ele tem que ser estudado. O governo dele não é essa Coca-Cola toda. Não adianta bater no Gladson. Ele se elegeu conversando com calango. Ele não é um governador, é um popstar. O que ele fez, era para ser derrotado. Pegou pandemia, teve Ptolomeu. Ele fez um acerto em não ir na onda do Bolsonaro na questão da vacina e deu certo”, finalizou.


ASSISTA A ENTREVISTA:


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