Menu

MPF pede que justiça obrigue INSS a cuidar de terreno abandonado no Conjunto Universitário

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O Ministério Público Federal (MPF) no Acre ajuizou uma ação civil pública visando obrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a manter limpo o INSS a manter limpo um lote de terra localizado em Rio Branco (AC), no bairro Universitário, que atualmente está abandonado, tomado por mato, lixo, entulhos e outros materiais que propiciam um ambiente favorável à proliferação de animais e insetos peçonhentos e a ocorrência de queimadas, além de ser alvo de pessoas de práticas ilegais, de forma a causar prejuízo ao bem público e à comunidade no entorno do imóvel.

O caso foi encaminhado ao MPF a partir de representação da Associação de Moradores do Bairro Universitário, que denunciou o abandono de um lote de terra com área de 56.000 m², localizado no Conjunto Universitário II, em Rio Branco, de propriedade do INSS, que estaria tomada por mato, lixo, entulhos, entre outros materiais, devido à falta de intervenção pública, transformando-se em ambiente propício para a proliferação de animais e insetos peçonhentos e, até mesmo, venenosos, e a consequente transmissão e propagação das doenças transmitidas por eles, bem como a ocorrência de queimadas, além de expor a integridade física e a vida dos moradores da vizinhança.

Anúncio

No caso deste imóvel, o problema é antigo, sendo que pelo menos desde 2008 o MPF já interveio extrajudicialmente para que fosse realizada a manutenção, porém a autarquia proprietária da área não toma para si a responsabilidade da limpeza, sendo a recorrência da intervenção ministerial também prova da leniência do órgão com relação ao patrimônio em tela.

A ação também ressalta que a prática de abandono não é exclusiva para este imóvel, já tendo sido ajuizada ação no mesmo sentido visando a limpeza e conservação de um galpão do INSS em Brasiléia, a 230km de Rio Branco, sendo que nesta ação a autarquia chegou a informar a realização de uma licitação que contemplaria o imóvel de Brasiléia e os de Rio Branco.

Para Lucas Almeida Costa Dias, procurador que assina a ação, a postura do INSS fere o princípio da eficiência, que rege a administração pública, especialmente quando se coloca lado a lado também a situação do imóvel de Brasiléia, que também está sem solução há anos.

Além disso, o Departamento de Vigilância Sanitária do município de Rio Branco atestou que a situação do terreno está em desacordo com a Lei Municipal n. 1.623/2006 (Código Sanitário do Município), que estabelece que o proprietário ou ocupante a qualquer título, é responsável pela limpeza e conservação do imóvel.

O pedido da ação é para que, no prazo de 30 dias O INSS remova o lixo e os detritos (acúmulo de telhas, tijolos, sobras de construções, excesso de plantas) do terreno, além de demarcar a área em que está situado o imóvel, ficando também obrigado a realizar mensalmente serviço de limpeza e roça no local.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.