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Perdeu, mané, não amola! – Min. Roberto Barroso (STF) 

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“Quem luta por liberdade jamais será vencido” – Gal. Villas Bôas

As frases que dão título ao presente texto foram pronunciadas hoje com enorme repercussão nas mídias sociais e, de certo modo, resumem a questão com a qual nos debatemos, ou seja, o resultado eleitoral que, segundo o TSE, trouxe de volta à presidência o ex-presidiário Lula da Silva.

Na primeira, em RESPOSTA, a um popular em Nova York, que perguntava por que não oferecia acesso ao código fonte do sistema de apuração, justamente o mais delicado entre os ministros do STF, desceu do salto e, em linguagem de assalto na esquina, anunciou ao desprevenido que ele estava lascado, não adiantaria resistir. 

Na segunda, em NOTA PÚBLICA, o velho e respeitado General Villas Bôas, de sua cadeira de rodas e condições de saúde física profundamente debilitadas, faz uma série de constatações e exalta a luta pela liberdade, numa espécie de repto ao processo  vergonhoso que se instalou no Brasil desde 2019, com o conluio da imprensa que culminou com a “eleição” do ex-presidiário.

Entre uma e outra, perplexos, milhões de brasileiros que foram às portas dos quartéis no dia de hoje se perguntam em que mundo estamos. Um Juiz dá ao povo brasileiro um ultimato de assalto, enquanto um general reformado e doente clama por liberdade. A velha imprensa defunta, mas nem por isso inofensiva, cuidou de tratar o primeiro como uma irritação momentânea, quase culpando o questionador, e o segundo como fala de um golpista, o que somente atesta, reforça, endossa, o texto e as razões do General. A imprensa é sócia da crise.

A quem essa gente pensa que engana? Que tipo de brasileiro realmente não percebe que estamos na antessala de um processo deletério de nossos valores, da família, da vida, da propriedade privada, da livre expressão, da liberdade? Sei, incautos sempre há por aí. Embora determinadas lideranças falem que o governo do presidente Lula será o “novo normal” na democracia brasileira, a memória recente rejeita aquilo como normal. Não há “normalidade” no roubo, no mensalão, no petrolão ou num provável carbonão, como já alcunhou alguém os acordos em torno da redução de emissões de gases do efeito estufa. 

A luta pela liberdade a que se referiu Villas Bôas se confunde com a luta contra o normal cleptocrata (palavras do Ministro Gilmar Mendes). As centenas de milhares, senão milhões de pessoas que estão nas ruas desde o dia 2 de novembro não foram curtir um feriadão sem fim, elas sabem disso, têm um objetivo e total consciência da trama na qual enredaram o povo brasileiro. 

Aglomeradas em todas as capitais em frente aos quartéis, multidões de brasileiros estão sob o sol escaldante, sob chuva e frio, para protestarem contra um processo eleitoral que tem apenas cara de normal. É surreal que um erro de CEP retirou da cadeia um condenado pela justiça em três instâncias, deu cavalo de pau na prisão em segunda instância, lhe concedeu elegibilidade e bancou sua eleição com urnas sobre as quais, segundo NOTA DAS FFAA, não se exclui a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência. Creio que o Brasil não é o mesmo, não se entregará sem luta, não importa que o ex-presidiário tenha ficado mais MADURO, como fez questão de enfatizar.

Alguém poderá argumentar que os manifestantes estão às portas dos quartéis, logo, reivindicam um golpe de estado. Ora, ora, queriam que fossem para onde? Para o STF de onde vem “perdeu, mané!”, e saem as ordens de censura e o silenciamento à granel como alertou bravamente o deputado federal gaúcho Marcel Van Hattem? Para o CONGRES que já flerta com o “vencedor” para participar do butim? Convenhamos, não resta nada para ninguém, a não ser as forças militares cujo papel constitucional tem três pilares (1) defesa da Pátria; (2) defesa dos Poderes Constituídos; e (3) por iniciativa de quaisquer Poderes, garantir a lei e a ordem. O povo, órfão de proteção legal da sua liberdade, descrente do processo eleitoral e ameaçado por projetos autoritários tem sim o direito de buscar refúgio e mediação no último dos guardiães, como assevera o jurista Ives Gandra Martins.

Os “girassóis” que embelezam e sacodem as ruas brasileiras nos dias de hoje não são golpistas, não fraudaram eleições, não cometem atentados contra quem ou o que quer que seja, não promovem arruaças ou depredações, não censuraram nem calaram opositores, são pacíficos, apenas exercem o legítimo direito à liberdade, inclusive a de pedir proteção aos demais como, por exemplo, de termos eleições insuspeitas.


Valterlucio Bessa Campelo escreve às sextas-feiras no site ac24horas e, eventualmente, no seu BLOG, no site Liberais e Conservadores do Puggina, na revista Navegos e em outros sites.

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