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Acreano tem de trabalhar 4 dias ao mês para comprar sacolão, aponta pesquisa

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Todas as pesquisas confirmam que o acreano tem de trabalhar muito para bancar poucos itens de sobrevivência e tem de ralar muito para pagar impostos. Este ano, por exemplo, são necessários 149 dias de trabalho dedicados exclusivamente para o pagamento de impostos e segundo os últimos dados do governo do Acre, em junho deste ano, o número de horas de trabalho necessário para um trabalhador adquirir os produtos da cesta básica alimentar foi de aproximadamente 89 horas e 20 minutos. Ou seja: o acreano precisou de trabalhar praticamente quatro dias do mês visando apenas comprar um sacolão de alimentos.

Para efeito de cálculo das horas de trabalho necessárias para a aquisição da cesta básica, considerou-se um trabalhador assalariado, com
carga horária de 220 horas ao mês e remuneração mensal de um salário mínimo vigente de R$ 1.212,00.

Apresentado em maio deste ano, o estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostrou que o brasileiro compromete 40,82% do rendimento médio apenas com o pagamento de tributos. Isso significa que é necessário trabalhar 149 dias do ano para quitar as obrigações.

O cenário piora a depender do salário. O IBPT projeta que uma renda de R$ 3 mil leve 141 dias para atingir o objetivo. Para um faturamento de R$ 10 mil, são necessários 150 dias de trabalho.
Quem ganha de R$ 3 mil a R$ 10 mil, contudo, pode levar 157 dias. Isso porque mudam as alíquotas sobre renda, patrimônio e consumo.

O IBPT constata ainda que entre 2003 e 2022, houve um crescimento percentual quase constante do valor gasto pelos contribuintes com a tributação sobre rendimentos. Assim, o mesmo aconteceu com os dias de trabalho comprometidos com tributos.

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Berço da Florestania, Xapuri tem primeira derrota de um candidato ao governo pelo PT desde 1998

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Desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder no Acre, em 1998, com o engenheiro florestal Jorge Viana iniciando o ciclo de 20 anos de hegemonia no estado, um candidato do PT ao governo não perdia em Xapuri, cidade considerada como o berço da Florestania.

Essa escrita teve fim apenas na eleição deste último domingo, 2 de outubro, com a vitória acachapante do atual governador, Gladson Cameli, do Progressistas, sobre o mesmo Viana que abrira a longa permanência petista no Palácio Rio Branco na etapa final da década de 1990.

Com uma votação histórica, Cameli venceu a disputa em 20 dos 22 municípios acreanos e um dos que deram supremacia ao atual governante acreano foi exatamente a terra de Chico Mendes, que é considerada como um dos últimos bastiões petistas do estado, administrada por um prefeito do partido.

Dos quatro municípios administrados pelo PT no estado, Gladson venceu em todos, mas em Xapuri pode ser dado um valor a mais ao triunfo pelo fato de o prefeito Bira Vasconcelos ter sido o único gestor petista a ter se mantido na trincheira vermelha. Os demais se aliaram abertamente ao vencedor.

Na atual eleição, a vitória de Gladson Cameli em Xapuri foi ainda mais esmagadora que no estado como um todo. Ele obteve 65,04% dos votos válidos, num total de 5.932, em um universo um pouco superior a 11 mil eleitores. O candidato do PT alcançou 29,01% dos votos válidos – 2.646 confirmações na urna eletrônica.

A votação de Cameli em Xapuri superou até mesmo a do presidente Jair Bolsonaro, que obteve mais da metade dos votos dos eleitores xapurienses, mas que ficou na marca dos 54,94%, o que correspondeu a 5.142 votos depositados ao ícone do Bolsonarismo contra 40,32% ou 3.774 votos dados a Lula.

O resultado não deixou de causar impacto nas hostes petistas. O prefeito Bira Vasconcelos se manifestou nas redes sociais e disse não ter ficado triste com o desfecho da eleição, mas indignado com o uso da máquina pública para fins eleitoreiros, abuso do poder econômico e compra de votos.

“Minha indignação é de constatar que a mentira e o dinheiro ainda ganham eleição no Acre, em detrimento do sonho, da esperança, do trabalho e da verdade! A nossa luta é maior do que ganhar uma eleição, nossa luta é a transformação de uma sociedade que tem como base a transformação das pessoas!”, postou Bira.

É válido registrar que na eleição passada, em 2018, quando também foi eleito no primeiro turno, Gladson já ensaiou vencer a votação em Xapuri. Naquela ocasião, ele perdeu para Marcus Alexandre por apenas 85 votos de diferença – 4.381 votos do petista contra 4.296 de Cameli.

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“Se alguém não desceu do palanque, foi ele”, diz Bocalom sobre declaração de Gladson na TV

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Após as declarações fortes do governador eleito, Gladson Cameli (Progressistas) dirigidas ao prefeito Tião Bocalom, do mesmo partido, nesta terça-feira, 4, no Gazeta Alerta, o gestor resolveu rebater as críticas e se colocou à disposição para realizar parcerias em prol da população do município.

No entanto, apesar de aceitar o convite de Gladson, Bocalom disse que o chefe do executivo acreano também precisa descer do palanque político montado durante o período eleitoral. “Se alguém não desceu do palanque, foi ele, que não atendeu minhas ligações, desde domingo”, reclamou.

De acordo com o prefeito, após procurar Cameli no domingo – logo após o resultado das urnas, ele também voltou a tentar contato na última segunda-feira, 3, porém, sem sucesso. “Eu não estou mais no palanque, já desci. Agora, claro, precisamos de parceria e o Estado também precisa da parceria de Rio Branco. É mútua isso aí. Acontecendo a parceria, o resultado é bom para todo mundo”, declarou Bocalom a reportagem do ac24horas.

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Na CNN, Gladson declara apoio a Bolsonaro no 2º turno e garante conter as queimadas

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O governador reeleito, Gladson Cameli (Progressistas), concedeu entrevista ao canal CNN Brasil, na manhã desta terça-feira, 4, e afirmou que deverá continuar apoiando o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao ser questionado por quais motivos deverá apoiar Bolsonaro, Gladson destacou as parcerias com o governo federal ao longo do mandato. “Ele nos ajudou bastante na questão da renegociação das dívidas, no apoio a questão da segurança, criamos parceria para monitorar nossas fronteiras e também as obras de Infraestrutura que sempre contamos com apoio do governo federal”, declarou.

Cameli também falou do tema do momento: as queimadas. Segundo ele, em seu segundo mandato deverá coibir a prática, porém, sempre orientando os produtores e grandes agricultores. “Forçamos a polícia ambiental para que possamos não só coagir, mas orientar o pequeno
produtor”, explicou.

A entrevista começa a partir de -58:00. Assista:

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No Acre, homem se revolta com derrota do PT e pede para Bolsonaristas comprarem sua casa

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Um morador residente da cidade de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, identificado por Elio Moreira de Farias, simpatizante do PT, resolveu polemizar ao gravar um vídeo no aplicativo Kwai, onde ofende os moradores do Estado de “idiotas” por ter dado uma votação expressiva ao candidato a reeleição da presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) que obteve mas de 62% dos votos válidos.

Moreira começou sua crítica chamando os “Bolsonaristas” de mortos de fome. Segundo ele, os eleitores do “mito” não têm condições de comprar sua residência para o mesmo se mudar para fora do território acreano. “Não tem condições de comprar essa casa aqui, ela é até bonita. Se fossem ao menos Bolsonaristas rico que pudesse me comprar essa casa para eu ir me embora desse lugar imundo que esse Acre”, desabafou.

O morador do Vale do Juruá disse ainda que seu pai cometeu grave erro ao vir constituir família nas terras acreanas e, em tom de revolta, contou que almeja ir embora para o nordeste onde Lula obteve um grande potencial de votos. “Aqui só tem idiota vagabundo. Aí não tem Bolsonarista capaz de comprar minha casa e eu sou obrigado a viver nesse entre de rato de esgoto. Eu quero ir embora para esses estados do nordeste que me deixaram orgulhoso e saber que lá tem ser humano, tem gente”, declarou.

Após as ofensas de Moreira aos acreanos e Bolsonaristas, o homem passou a receber inúmeras ligações e proposta para vender o imóvel – contudo, Elio não atendeu às ligações e muito menos respondeu às mensagens de WhatsApp e SMS.

Ameaças

De acordo com informações divulgadas nas redes sociais, Moreira foi ameaçado pelos Bolsonaristas que, a partir da divulgação do vídeo, passaram a buscar a localização do homem para tirar satisfações.

O irmão do divulgador, de identidade não revelada, também divulgou áudios dizendo que o irmão sumiu depois da polêmica. Para ele, nesse momento, Moreira deverá arcar com seus atos e atitudes.

A reportagem do ac24horas buscou contato com Elio Moreira que, após a polêmica repercussão, decidiu desativar seu WhatsApp.

Veja o vídeo:

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