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Plantação e colheita

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O recuo da pré-candidatura a vice-governador de Rômulo Grandidier, ex-secretário da Fazenda e ex-chefe da Casa Civil, tem o claro objetivo de distensionar as relações com o senador Márcio Bittar, além de desmontar as alegações de que a retirada da candidatura de Márcia Bittar se deve a uma estratégia para indicá-lo ao cargo.


Nomeado em qualquer cargo, Grandidier se tornará inelegível e acabará com essa lenga-lenga.


A questão Márcia Bittar é a estrondosa rejeição dela junto ao eleitorado e à opinião pública.

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Durante toda a pré-campanha Márcia Bittar se revelou incontrolável em abrir a boca para expelir infindáveis asneiras. A pré-candidata travou uma guerra contra a inteligência do povo e agora colhe o que plantou.


Caso Marcia Bittar seja mesmo ejetada, como a boa lógica eleitoral exige, isso não decorrerá de suposta desistência de Rômulo Grandidier. Ela será o seu próprio fórceps.


Decorrerá do fato cristalino de que a pretensão dela e do ex-marido não passa da tentativa de contornar uma crise político-familiar. Ou apenas familiar.


É irracional submeter a risco uma eleição governamental com chances de sucesso a caprichos pessoais. Já escrevi várias vezes que a obsessão de Bittar se transformou no maior cabo eleitoral do PT.


Por enquanto, a maioria das reações partem de pessoas que gostam do Gladson e torcem para que ele não caia nessa esparrela.


Petistas e adversários estão guardando suas pesadas artilharias, caso Márcia seja homologada como candidata.


Tudo isso poderia ser evitado se a família Bittar tivesse a humildade e o discernimento para entender que o nome da senhora Márcia espatifa o ninho da pata. Há muito tempo não se via uma reação tão negativa nas redes sociais e nas esquinas da cidade.


Portanto, gregos e troianos concordam que o desgaste causado por ela à candidatura de Gladson Cameli à reeleição foi gigantesco até aqui.


Além da simples retirada da vice será necessário um esforço hercúleo para trazer de volta as pessoas que manifestam não votar em Cameli caso o nome seja empurrado goela a baixo.

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Se Márcio fala a verdade, quando diz que não quer a volta daquilo que ele denomina de “esquerda”, sugiro que ele pense “direito”. Aliás, bem direitinho para o egoísmo não jogar o menino junto com água da bacia.


A sorte do governador é que não há dano que não possa ser reparado, desde que o conserto seja feito no tempo certo.


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