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Com aumento de casos de Covid-19, população reclama que não tem conseguido fazer testes

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O Acre vive uma quarta onda da Covid-19. Nos últimos dias, os casos têm aumentado de forma considerável. As próprias autoridades médicas acreditam que há uma subnotificação dos casos, já que por conta da vacinação boa parte dos casos são menos graves e por isso os pacientes vão em menor quantidade procurar fazer o exame. Outro problema relatado pela população é em relação a não conseguir fazer os testes em determinadas unidades de saúde.

Pessoas com sintomas da Covid-19 reclamaram ao ac24horas que não conseguiram fazer o teste na manhã desta quarta-feira, 6, na URAP da Vila Ivonete. “Isso é um absurdo. Se a gente sai de casa é porque não está se sentindo bem. Aí você porque a prefeitura divulga que aqui faz o teste e quando você chega simplesmente é avisado que não tem o teste”, diz a dona de casa Maria do Socorro Dias.

O ac24horas procurou a diretora da URAP da Vila Ivonete, Franciana Dantas, que confirmou a falta de testes e explicou que o motivo é o espaço insuficiente da URAP. “Dias de terça, quarta e quinta temos atendimento pediátrico e eu não posso colocar no mesmo espaço pessoas com suspeita de Covid-19 e crianças recém nascidas que ainda nem usam máscaras. Nós não temos local, como em outros lugares, para colocar as pessoas sentadas fora. Eu só consigo fazer os testes no segundo andar e é o mesmo lugar onde ficam as crianças. Só vamos fazer à tarde porque neste período não temos atendimento pediátrico”, afirma.

Nos últimos dias, a prefeitura reservou a URAP Maria Barroso, na região da Sobral, para atendimento exclusivo da Covid-19. Mesmo assim a reclamação continua. “O problema na Maria Barroso é que o atendimento não está organizado, não tem uma ficha, uma fila arrumada. A orientação que a gente recebe é procurar saber quem é o último da fila e aguardar”, informa Maria do Socorro Dias.

Veja vídeo:

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Em noite de debate, “despacho” é encontrado próximo ao Palácio Rio Branco

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Uma cena inusitada foi vista por pessoas que passavam próximo ao Palácio Branco, no centro da capital, na noite desta terça-feira, 27, durante a transmissão do debate entre os candidatos ao governo promovido pela TV Acre, afiliada à Rede Globo e Rede Amazônica. Enquanto os candidatos debatiam, fotos de um “despacho” se espalharam pelas redes sociais, aos fundos do Palácio, na praça próximo ao Museu dos Autonomistas.

O ac24horas procurou saber com religiosos de matriz africana que não quiseram se identificar sobre o que se tratava de uma oferenda com doces e uma vela branca. De acordo com a pessoa consultada, o item não se tratava de um despacho, mas sim de uma oferenda em homenagem pelo dia de São Cosme e Damião, que são celebrados no mês de setembro pelo calendário antigo no dia 27, e pelo calendário recente, no dia 26, e é uma data esperada especialmente pelas crianças, já que é um momento que marca o pagamento de promessas, por meio da entrega de doces. Porém, a data vai além da prática, ela lembra a história dos santos e o sincretismo religioso no Brasil.

Nas religiões do candomblé e da umbanda, e a entidade homenageada seria o Erê, e provavelmente pela vela ter tonalidade branca e rosa seria um pagamento de alguma promessa em um local de grande circulação de pessoas.

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Acre

Relator decide na próxima semana se aceita denúncia contra Gerlen

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Nesta próxima semana, o desembargador Laudivon Nogueira, vai decidir se aceita ou não a denúncia de crime eleitoral supostamente praticado pelo deputado estadual Gerlen Diniz, Progressistas.

Gerlen, que é candidato a deputado federal, foi denunciado à justiça eleitoral por ter pedido voto na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) durante discurso realizado na sessão realizada pelo parlamento estadual no último dia 13 de setembro.

Após ser alertado por outros parlamentares de que poderia estar incorrendo em possível crime eleitoral, Gerlen Diniz pediu que seu pedido de voto fosse retirado das notas taquigráficas e o vídeo da sessão foi retirado das redes sociais.

No processo enviado à justiça eleitoral, é pedido uma ação de investigação judicial eleitoral já que Gerlen teria cometido crime eleitoral ao pedir votos em um setor público, o que é vedado pela lei.

De acordo com a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE), o desembargador Laudivon Nogueira, relator, deve manifestar seu voto em relação ao processo durante a próxima semana, ainda antes da eleição.

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General do exército diz que Acre é plano B em caso de invasão ao Brasil

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O general Luiz Eduardo Rocha Paiva disse ontem (22), em entrevista ao canal Fala Glauber, no YouTube, que, em caso de invasão de forças estrangeiras ao Brasil, o Acre deve ser plano B.

Rocha Paiva foi manchete em todos os jornais no ano passado por ter publicado uma carta onde dizia estar chegando o “ponto de ruptura” da democracia. O fato ocorreu enquanto ele ainda integrava o governo Bolsonaro, logo após a anulação dos processos contra o ex-presidente Lula (PT) na Lava Jato de Curitiba. A carta foi interpretada como uma ameaça do governo aos ministros do STF e à democracia.

O general, que tem experiência nas áreas de Missões de Paz da ONU e Defesa Nacional e é doutor em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, acredita que Roraima e a foz do Rio Amazônia devem ser prioridade em questão de defesa nacional, mas uma invasão através do Acre não está completamente descartada. Segundo Rocha Paiva, para utilizar o Acre como ponto de entrada no Brasil, a força estrangeira teria de convencer os países de fronteira (Bolívia e Peru) e acessar a estrada que liga o Acre ao litoral do oceano pacífico, onde o inimigo desembarcaria seu efetivo e equipamentos.

Apesar do cenário, Rocha Paiva diz que qualquer força estrangeira teria trabalho para enfrentar as forças brasileiras que, segundo ele, tem alguns dos melhores combatentes de selva do mundo. Neste cenário, Rocha prevê um combate que duraria de 3 a 5 anos e terminaria com a vitória do Brasil. No caso de vitória inimiga, no entanto, o Brasil deveria assinar um tratado de cessão de terras amazônicas e aproveitamento de bens naturais: “assim a gente não perde um centímetro de território, mas perde soberania pra explorar o patrimônio”.

QUEM INVADIRIA O BRASIL?

“Um país, ou coalizão de países com autorização da ONU ou não. Pode ser os EUA com uma coalisão e não precisa de autorização da ONU porque se eles não derem [a autorização] vão fazer do mesmo jeito”, disse o general.

Assista ao vídeo:

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Sargento do Trisal vai a júri popular por tentativa de homicídio contra estudante de medicina

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O sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson de Melo Nery, que se tornou muito conhecido nas redes sociais por ser um dos protagonistas do “trisal acreano”, cuja rotina era compartilhada com seguidores, vai ser submetido ao conselho de sentença por ter atirado contra o estudante de medicina Flávio Endres de Jesus Ferreira.

O crime aconteceu na madrugada do dia 28 de novembro de 2021, em um bar na cidade de Epitaciolândia, no interior do estado. De acordo com denúncia do Ministério Público, o sargento estava com suas duas companheiras no espaço público, quando houve uma confusão entre a vítima e uma das duas esposas do denunciado, o que evoluiu para uma briga.

O episódio se transformou em uma grande confusão que começou dentro do estabelecimento e terminou na rua da frente, quando o sargento Nery teria sacado de uma arma de fogo, atirado e atingido o estudante pelo menos quatro vezes, tendo em seguida agredido com chutes a vítima que estava baleada no chão.

O Juízo da Vara Criminal da Comarca de Epitaciolândia determinou que o sargento Nery vai ser submetido a Júri Popular. Ele responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal grave.

A defesa, que chegou a pedir a suspeição da juíza do caso, argumentou que o suspeito agiu em legítima defesa, pedindo a desclassificação do crime para lesão corporal e ainda solicitou que não houve apreensão da arma de fogo, por isso, não sendo possível determinar a ilegalidade do porte.

Na decisão, que foi divulgada nesta segunda-feira (19) no Portal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a juíza Joelma Ribeiro, titular da unidade judiciária, analisou pedido preliminar de insanidade mental do militar, mas relatou que a demanda já tinha sido negada tanto pelo 1º, quanto pelo 2º grau.

A magistrada ainda verificou na decisão que existem materialidade e indícios de autoria dos crimes cometidos contra o jovem, emitindo sentença de pronúncia contra Erisson Nery. O processo está em segredo de justiça.

“Nesse diapasão, nota-se que os depoimentos produzidos à luz do contraditório indicam que o acusado, em tese, tentou ceifar a vida da vítima em decorrência de uma desentendimento banal e insignificante havido entre o réu, a vítima e o grupo de amigos da vítima, momentos antes”, assinalou a juíza na sentença que submete o réu ao julgamento pela sociedade.

O sargento Nery está preso desde o dia posterior ao crime no Batalhão de Operações Especiais (Bope) em Rio Branco. Ele também responde pela morte de um adolescente de 13 anos, crime ocorrido em novembro de 2017, na capital acreana, quando o menino tentou, junto com outros envolvidos, furtar a casa do militar.

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