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“Fazem uma lavagem cerebral”, diz indígena sobre ações de religiosos

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As tradições indígenas contam histórias que, enquanto para muitos homens brancos são mentiras fantasiosas, para outros são apenas mistérios que não podem ser explicados.

O CipódCast desta terça-feira (21), recebeu o indígena Francisco Apurinã. Antropólogo de currículo admirável, é administrador por formação, mestre em desenvolvimento sustentável, doutor em antropologia social, e pós-doutor em assuntos indígenas pela universidade de Helsinki, na Finlândia. Este último título, sendo o mais alto possível em qualquer carreira acadêmica.

Todo este conhecimento acadêmico, no entanto, não fornece explicação para acontecimentos poderosos que Francisco viveu, e nem fornece qualquer certeza em entender como o universo funciona: “eu acredito em tudo, e não acredito em nada”, diz num trecho da entrevista.

Vindo de uma linhagem de pajés, que são os guias espirituais para os povos indígenas, Francisco Apurinã é fruto de uma fruta. Seu pai, agoniado por ter somente filhas, pediu ao Pajé (avó de Francisco) que interviesse através dos espíritos, e de uma fruta comida por sua mãe, gerou-se a gravidez.

Embora nascido e criado por influência das histórias de sua cultura, curioso o menino ainda vivia incredulidades, e numa ocasião, diz ter sentado numa raiz ao lado de um pajé, que para provar o poder transformou a raiz numa grande sucuri, que logo voltou ao seu estado original.

“INVASÃO E LAVAGEM CEREBRAL”

Junto com os adventos adquiridos pelos indígenas com o contato aos grandes centros urbanos, o não indígena também acabou adentrando às comunidades tradicionais pelas mais diversas razões. Motivados pela palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, cristãos das mais diversas vertentes e até pessoas de diferentes religiões entendem que é papel fundamental “converter” os indígenas.

“As pessoas chegam e dizem ‘você não pode cantar’, ‘tem que cantar hino’, ‘seu canto é feio e diabólico’, ‘tem que parar de falar sua língua, não pode ser pintar’, isso é mau pra nós”, denuncia Francisco. “Dificilmente você encontra uma terra indígena que não tenha uma igreja dentro”, diz. Segundo ele, a falta de políticas públicas nas aldeias acaba favorecendo o estabelecimento de igrejas, que prometem em troca trazer algum desenvolvimento ou assistência à localidade.

AMEAÇAS, DOM E BRUNO

Toda esta realidade, contudo, tem sido ameaçada desde o momento que “o homem branco” pisou no continente: “o contato com a civilização não nos trouxe nada de bom”, diz Apurinã, que relata que cada vez mais os povos indígenas têm sido ameaçados, principalmente, por disputas de territórios com posseiros e garimpeiros.

Recentemente, os assassinatos brutais do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira no Vale do Javari chamaram atenção internacional para a causa indigenista, mas Francisco Apurinã questiona: “se fosse um índio servidor da FUNAI que tivesse morrido, será que teria dado repercussão? Acredito que não”.

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Acre tem 35,5% de jovens que não estudam nem trabalham

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O Acre termina 2022 com 35,5% de sua população de 15 a 29 anos sem estudar e trabalhar, consolidando a chamada “Geração Nem-Nem” (nem estudam nem trabalham).

Os dados são do IBGE e foram divulgados nesta sexta-feira (2). Para efeito de comparação, no final de 2021 eram 32,2% dos jovens naquela faixa etária fora do estudo e do trabalho no Acre. (leia aqui https://ac24horas.com/2022/02/16/acre-tem-o-4o-maior-numero-de-jovens-que-nao-trabalham-nem-estudam-no-brasil/).

Ou seja: Os ´Nem-Nem´ cresceram 3,3% em apenas um ano no Acre. Segundo o IBGE, em 2021, o percentual de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados nos Estados acompanhou o padrão regional descrito anteriormente. O percentual médio desses jovens para o País (25,8%) dividiu essas unidades em dois grupos: os das Regiões Norte e Nordeste com percentuais acima da média nacional (com exceção de Rondônia) e os das Regiões Sul, Sudeste e Centro–Oeste com percentuais abaixo da média nacional (com exceção do Rio de Janeiro).

Destaque para Maranhão e Alagoas com os maiores percentuais de jovens que não estudavam nem estavam ocupados (37,7% e 36,6%, respectivamente) e para Santa Catarina e Paraná com os menores percentuais em 2021 (12,2% e 17,9%, respectivamente).

Os primeiros anos de pandemia de COVID-19, 2020 e 2021, tiveram forte impacto negativo no mercado de trabalho que pode ter provocado uma transição da escola para o trabalho ainda mais marcada por desigualdades sociais. O indicador de jovens que não estudavam e não estavam ocupados11 incluí simultaneamente aqueles que não estudavam e estavam desocupados (que buscavam emprego e estavam disponíveis para trabalhar) e aqueles que não estudavam e estavam fora da força de trabalho, ou seja, não tomaram providências para conseguir trabalho, ou tomaram providências, mas não estavam disponíveis para trabalhar.

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Bloqueios elevam para R$ 5 milhões perdas do Ifac e até a luz pode ser cortada

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Chamado de “confisco” pelo Instituto Federal de Educação do Acre o novo bloqueio de recursos deixa o Ifac sem ao menos R$5 milhões para pagar fornecedores e manter serviços como a vigilância, limpeza e pagar as contas de luz. “Podendo resultar na rescisão de contrato, como também corte de energia elétrica”, diz o Ifac.

O instituto está às cegas quanto aos motivos que levaram aos bloqueios. “Caso os créditos orçamentários sigam bloqueados até o final do ano e tal situação não seja revista, o Ifac terá ainda como prejuízo: a perda de contratos que deverão ser licitados novamente; descontinuidade de serviços; inviabilidade de efetuar a mudança da Reitoria para a nova sede; empenho de despesas para ajuda de custo de servidores e alunos”, relata a direção do instituto.

NOTA DO IFAC

O Instituto Federal do Acre (Ifac) informa que, nesta quinta-feira (01.12), após o Governo Federal anunciar o desbloqueio orçamentário nas contas das instituições de ensino superior, realizou no mesmo momento o confisco dos limites de pagamento do Instituto Federal do Acre e das demais instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT).

Com essa ação inexplicável por parte do Executivo Federal, o Ifac já prevê consequências, como a falta de pagamento de serviços já realizados ou materiais adquiridos, como vigilância, energia elétrica, limpeza, diárias e ajudas de custos para alunos, por exemplo. Dessa forma, até o final deste ano, a instituição fica inadimplente com fornecedores e prestadores de serviços, podendo resultar na rescisão de contrato, como também corte de energia elétrica.

Além disso, após a retirada do limite de pagamento, o Ifac também teve seu crédito orçamentário bloqueado em sua totalidade no valor de R$ 1,9 milhão. Da mesma forma ocorreu com os Termos de Execução Descentralizada (TED) referentes aos Laboratórios IFMakers, Mobiliário para a Reitoria, bem como recursos para a oferta de cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJÁ), no montante de R$ 3,1 milhões.

Com os bloqueios do Orçamento, o Instituto Federal do Acre terá uma perda de R$ 5 milhões, comprometendo seu funcionamento. Vale ressaltar ainda que, até o momento, não foi informado pelos órgãos setoriais de orçamento do Governo Federal a motivação e, muito menos, o instrumento normativo que deu causa ao bloqueio financeiro.

Caso os créditos orçamentários sigam bloqueados até o final do ano e tal situação não seja revista, o Ifac terá ainda como prejuízo: a perda de contratos que deverão ser licitados novamente; descontinuidade de serviços; inviabilidade de efetuar a mudança da Reitoria para a nova sede; empenho de despesas para ajuda de custo de servidores e alunos.

A Reitoria do Ifac informa que em apenas quatro dias ocorreram os bloqueios e confiscos mencionados acima, mas que esta não é a primeira vez que o Instituto Federal do Acre e as instituições de ensino superior têm recursos bloqueados ou cortados. Desde maio deste ano, o Ifac tem sofrido com cortes orçamentários que resultaram na redução de R$ 1,6 milhão, no mês de junho de 2022, obrigando o Instituto a readequar suas ações.

Até o presente momento, a única decisão concreta do Governo Federal refere-se à limitação de pagamentos, publicada no Decreto nº 11.269, de 30 de novembro de 2022. Informações detalhadas sobre o bloqueio orçamentário continuam sem ser repassadas para as instituições, o que inviabiliza a continuidade das atividades e pagamentos.

A Reitoria do Instituto Federal do Acre reafirma o seu compromisso em continuar reivindicando a suspensão dos bloqueios e reforçando que os recursos sejam garantidos para a manutenção das atividades essenciais de funcionamento do Ifac. Somente desta maneira, o Instituto Federal do Acre continuará garantindo seu papel primordial que é oferecer educação pública, gratuita, de qualidade e inclusiva para a sociedade.

Rio Branco (AC), 02 de dezembro de 2022

Instituto Federal do Acre

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Igarapé transborda com forte chuva e quase “engole” carros

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Na manhã desta sexta-feira, 2, dois veículos de pequeno porte acabaram caindo em um buraco na Rua Montreal, no bairro Esperança, em Rio Branco.

De acordo com apurado junto a equipe da Defesa Civil, o transtorno ocorreu devido a um igarapé que passa pelo local, ter acabado transbordando deixando a rua inundada. O incidente deixou moradores e condutores de outros veículos assustados com a situação.

Devido a via estar coberta pelas águas, os motorista não perceberam o perigo e acabaram caindo em um grande buraco. Moradores da região se juntaram e retiraram os carros em segurança.

A equipe do Corpo de Bombeiros deverá comparecer no bairro para isolar a área e evitar novos transtornos.

VEJA O VÍDEO:

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Após ter recuado, governo volta a ‘zerar’ verba de universidades

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A verba de R$ 366 milhões do Orçamento que foi liberada no meio do dia foi novamente bloqueada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) no começo da noite desta quinta-feira (1º).

O retorno à normalidade, com previsão de poder pagar contas de água, luz e serviços terceirizados, durou aproximadamente seis horas apenas, segundo o portal g1.

A informação de novo recuo do governo foi divulgada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

No documento, o MEC esclarece que “já havia solicitado ao Ministério da Economia, nos meses de outubro e novembro, a ampliação do limite de pagamento das despesas discricionárias”, mas que as “solicitações não foram atendidas”.

Mais cedo, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conif tinham anunciado que as entidades voltaram a ter acesso à verba de R$ 366 milhões que foi bloqueada na segunda-feira (28).

O Ministério da Educação (MEC) não havia se pronunciado sobre o tema até o fechamento desta publicação.

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