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Acre tem redução de 9% no desmatamento nos últimos 9 meses, segundo Imazon

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O estado do Acre é um dos que apresentaram redução nos números relativos ao desmatamento no período de agosto de 2021 a maio de 2022, segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.

De acordo com o boletim referente a maio de 2022, o Acre foi o penúltimo estado da Amazônia Legal, com 3% do desmatamento detectado neste mês pelo SAD, ficando à frente do Maranhão, que teve 2% do total, que foi 1.476 quilômetros quadrados, 31% em relação a maio de 2021, quando o desmatamento somou 1.125 quilômetros quadrados.

Distribuído pelos estados da Amazônia Legal, o desmatamento detectado em maio de 2022 ocorreu no Amazonas (38%), Pará (32%), Mato Grosso (13%), Rondônia (12%), Acre (3%) e Maranhão (2%). Já as florestas degradadas na região somaram 65 quilômetros quadrados em maio de 2022, o que representa um aumento de 67% em relação a maio de 2021.

O dado positivo para o Acre aparece quando são contabilizados os números referentes ao período dos últimos nove meses, de agosto de 2021 a maio de 2022, quando o estado registrou uma redução de 9% com relação ao período anterior – de 2020 para 2021, o Acre teve 528 km² de desmatamento detectado pelo SAD, nesse intervalo. De 2021 para 2022 foi de 480 km².

Porém, na Amazônia Legal, de maneira geral, mesmo após a explosão do desmatamento no ano passado, o ritmo de destruição da floresta amazônica segue crescendo neste ano. De janeiro a maio de 2022, a Amazônia perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia de mata nativa, a maior devastação dos últimos 15 anos para o período.

De acordo com os dados do SAD, foram derrubados 3.360 km² em apenas 151 dias, de janeiro a maio, uma área três vezes maior do que Belém. Apenas em maio, foram desmatados 1.476 km², o que representa 44% do acumulado do ano. Em comparação com maio de 2021, quando foram destruídos 1.125 km², pior marca para o mês em 14 anos, a devastação cresceu 31% em 2022.

Amazonas lidera

Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, o que mais perdeu floresta em maio foi o Amazonas, onde o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram mortos. Foram 553 km² de floresta destruídos, 38% do registrado em toda a região. Isso representou um aumento de 109% em relação ao desmatamento identificado no estado em maio do ano passado: 264 km².

No Amazonas, a devastação avança nas divisas com o Acre, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Apenas uma cidade, Apuí, concentrou 214 km² de desmatamento em maio, área equivale a 39% de toda a devastação registrada no estado, sendo o município que mais destruiu a Amazônia no mês. Outros três municípios amazonenses: Lábrea, Novo Aripuanã e Manicoré, estão na lista dos 10 mais da destruição da Amazônia.

Pará, Mato Grosso e Rondônia

O segundo estado que mais desmatou a Amazônia em maio foi o Pará, com 471 km² (32%). Em solo paraense, um dos grandes problemas é o avanço da devastação sobre áreas protegidas, como unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs). Seis das 10 UCs e quatro das 10 TIs mais desmatadas na Amazônia ficam no Pará.

Em relação às unidades de conservação, apenas a APA Triunfo do Xingu, que ocupa o topo do ranking das mais desmatadas na Amazônia, registrou 29% de toda a destruição no Pará: 135 km². E a terra indígena Apyterewa, que sofreu invasões de grileiros em maio, foi a mais desmatada da região, com 5 km² de floresta derrubados.

Já Mato Grosso, que ficou por quatro meses consecutivos como o estado que mais desmatou na Amazônia, ocupou a terceira posição em maio, com 196 km² (13%). Rondônia ficou em quarto, com 178 km² (12%).

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Com patrimônio de mais de R$ 1,6 milhão, Marcia Bittar declara à Justiça Eleitoral ser empresária

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Nascida em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Marcia Bittar pediu à Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (12) registro de sua candidatura ao Senado da República.

Apesar de em alguns momentos dizer que é professora, Marcia Bittar declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ser empresária com patrimônio de R$ 1.625.000,00. Ela informou ser casada.

Os bens da candidata são uma casa, um terreno e um carro. O terreno é o mais valioso: R$ 995 mil.

Seus suplentes são o professor Ivo Galvão, do MDB, e Beth Medeiros, do PL.

Marcia Bittar é candidata pela coligação “A esperança de um Acre melhor começa agora”, que uniu PL, MDB, Republicanos, PRTB e PSC.

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Conhecido por ser “Rei do Gado”, Zamora não declara nenhuma cabeça de gado ao TSE

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Apesar do pecuarista Fernando Zamora (PRTB), ter declarado ter um patrimônio de R$ 3,1 milhões em bens junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice da candidata ao governo, deputada federal Mara Rocha (MDB), não declarou suas inúmeras cabeças de gado junto ao órgão eleitoral.

Seu patrimônio é de R$ 3.149.951,74, sendo distribuído em vários veículos, imóveis, comércio e movimentação financeira em instituições bancárias.

No entanto, ao ac24horas, Zamora contou nesta quinta-feira, 11, que a não presença dos bois na prestação de contas pode está relacionado a problemas em uma parte do Imposto de Renda (IR) que não entrou na declaração junto ao TSE. “Eu não tenho nada a esconder, tenho gado sim e tudo devidamente declarado, vou verificar o que aconteceu, pelo que vi, faltou uma parte do meu IR”, declarou o candidato.

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Bolsonaro deve aguardar polarização entre Direita e Esquerda para decidir sobre quem vai apoiar no Acre

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O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, não deve apoiar exclusivamente apenas um candidato ao governo e ao senado nos primeiros dias de campanha nas eleições de 2022 no Acre. A expectativa é que o líder da nação apoie quem o apoiar num primeiro momento, mas sem hipotecar apoio irrestrito. A decisão final de apoio será feita em uma cenário polarizado entre a direita e a esquerda nos Estados nos últimos 20 dias de campanha.

Somente nesta semana, Bolsonaro recebeu o senador Márcio Bittar, candidato ao governo pelo União Brasil, e sua ex-esposa, Márcia Bittar (PL), candidata ao senado na chapa do MDB com Mara Rocha ao governo e Fernando Zamora (PRTB), todos bolsonaristas declarados. Após agenda com a família Bittar, nesta quinta-feira, 11, o presidente recebeu os candidatos a governadores do Partido Progressista, para um café da manhã no Palácio Alvorada, em Brasília. Na oportunidade, o Gladson Cameli, candidato à reeleição, e a senadora Mailza Gomes, candidata a vice, tiraram fotos com Bolsonaro e afirmaram trabalhar para que ele continue sendo o mais votado no Acre, assim como ocorreu em 2018.

Na disputa ao senado federal, o deputado licenciado Alan Rick (União Brasil), declara apoio a Bolsonaro à reeleição, mas ainda não se sabe se o presidente irá pedir voto para ele até as eleições. Apesar de fotos, nenhuma declaração do presidente foi tornada pública nos dois encontros com lideranças políticas do Acre.

O ac24horas questionou Bittar sobre quem o Bolsonaro deverá apoiar em 2022 no Acre, e o candidato ao governo brincou. “Vai apoiar todos que declararem apoio a ele. Calma, não estrague a surpresa”, disse o senador em tom enigmático.

Já Gladson afirmou à reportagem que a tendência no Acre é o cenário ficar polarizado entre direita e esquerda e com isso ele contaria com o apoio de Bolsonaro. “O encontro com Bolsonaro foi bem tranquilo, acredito que nos últimos 20 dias de campanha, quando ele ver o cenário posto, polarizado, ele vai optar de ir conosco”, frisa o candidato à reeleição.

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MDB registra chapa com Mara declarando apenas R$ 183 mil em bens e vice com R$ 3 milhões

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A deputada federal Mara Rocha (MDB) pediu nesta quinta-feira (11) oficialização da candidatura ao governo do Acre na Justiça Eleitoral, e declarou ter em bens R$183.527,53.

Nas eleições passadas, quando conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, a ex-tucana informou à Justiça possuir R$ 125 mil em patrimônio. Ou seja, por mais que seja menor do que o valor de outros candidatos majoritários, seu patrimônio evoluiu 46% em quatro anos.

O plano de governo de Mara Rocha tem sete grandes eixos, sendo o principal o desenvolvimento do Estado através da produção. A proposta é um Estado equilibrado, que não seja “mínimo” nem “máximo”: “Faremos um governo responsável que pensará estrategicamente, onde não se estabeleça o Estado Máximo e nem o Estado Mínimo, mas o Estado Necessário para atender às demandas da população, sem jamais renunciar à ética, respeito e transparência”, propõe a candidata.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que em relação aos bens o mais “pobre” entre os candidatos ao governo do Acre é David Hall e o mais “rico” é Gladson Cameli, que busca a reeleição.

O vice de Mara, o pecuarista Fernando Zamora (PRTB), declarou R$ 3.149.951,74. A vice de David Hall, empresária Jorgiene Carneiro, ainda não informou os bens à Justiça. Já a vice de Gladson, Mailza Gomes, diz ter R$11.437,42; Marcus Alexandre, vice de Jorge Viana, afirma possuir R$ 637.485,63; e a vice de Marcio Bittar, Dra. Georgia Micheletti tem R$150.000,00.

Tota Filho, o vice de Petecão, declarou R$879.000,00; e Jane Rosas, vice de Nilson Euclides, tem R$ 60.000,00 em bens informados à Justiça Eleitoral. Com isso, a senadora Mailza Gomes é a vice mais “pobre”.

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