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Dois pesos e duas medidas

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“A dor da mãe que perde um filho é a maior que pode existir e aquela que nenhum coração deveria sentir”. (autor desconhecido)

A versão de uma mãe sobre a causa da morte de um filho é sempre a verdadeira e não cabe questionamento. Nem ter feito tudo o que foi possível justifica nada. A morte de um ente é uma ferida que não sara e uma dor que não passa jamais. O máximo que consegue é aprender a conviver com a falta e com a dor.

No caso atual dos óbitos das crianças, causados por uma síndrome gripal grave que comove a sociedade acreana e se manifesta em quase todos os estados brasileiros, não se viu ninguém da Secretaria de Saúde dar socos e pontapés no choro e na angústia das famílias usando e justificando- se com dados estatísticos para dizer que essas mortes faziam parte do ciclo natural da vida.

Ao contrário: o luto é e a dor são respeitados, nenhuma declaração de mãe é questionada ou posta em dúvida e a solidariedade foi prestada, embora isso não amenize em nada o sofrimento.

Se há culpados e negligentes que estes sejam exemplarmente punidos.

Meus argumentos não têm a menor intenção de confortar ou defender ninguém. Meu objetivo é tão somente lembrar e comparar as atitudes politiqueiras dos aproveitadores de situações.

Nos tempos do governo petista, considerava-se a morte de bebê como fato normal, conforme é possível constatar no site da Assembleia do Acre.

Deputados que sempre se mantiveram calados e submissos deveriam ter, ao menos, o mínimo de sentimento para não fazer palanque eleitoral com a dor de famílias.

Em 2016, a Assembleia do Acre chegou a formar uma Comissão de Sindicância para apurar mortes na Maternidade Bárbara Heliodora e até recebeu a Comissão de Óbitos da unidade.

Está nos anais e no site da Casa: “Para o relator da Comissão, deputado Jenilson Leite (PCdoB), a apuração vai além da consulta aos prontuários. Ele informou que na próxima semana serão ouvidos os familiares dos bebês que foram a óbito”.

O deputado Jenilson Leite, que mudou de partido e agora é pré-candidato ao governo do Acre pelo PSB, declarou na ocasião: “É necessário ouvir os dois lados. Estamos fazendo isso com muita responsabilidade e cautela. Vamos analisar os prontuários e caso surjam dúvidas vamos anotá-las. Hoje recebemos da Comissão da maternidade as fichas de óbitos e na próxima semana vamos chamar as mães para ouvir o que elas têm a dizer”.

Entenderam como o oportunismo e a caçada de votos funcionam? Como apoiador do governo do PT, pedia responsabilidade e cautela. Hoje, arma o seu palanque político em cima de mortes de inocentes vítimas de síndrome respiratória.

Raciocínio semelhante vale para os demais deputados que compunham o governo passado.

A demagogia política também é muito grave.

Luiz Calixto

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