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Crescimento do Brasil terá queda “drástica” em 2022, diz Banco Mundial

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Novas projeções apresentadas nesta terça-feira pelo Banco Mundial revelam que, entre as grandes economias emergentes do mundo, só a Rússia terá um desempenho pior que o do Brasil em 2022. Moscou vive a maior ofensiva de isolamento em décadas, por conta da guerra na Ucrânia.

“No Brasil, espera-se que o crescimento caia drasticamente para 1,5% em 2022, de 4,6% em 2021, e depois diminua ainda mais para apenas 0,8% em 2023”, constata o Banco Mundial.

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“Após um início sólido em 2022, espera-se que o crescimento diminua ao longo do ano, devido ao aperto da renda real devido à inflação de dois dígitos, à paralisação do crescimento dos investimentos e ao aumento da incerteza da política interna”, destaca a instituição.

Em comparação às projeções feitas no início do ano, há um leve aumento para o Brasil, de 0,1 pontos percentuais. Mas muito distante de compensar pela desaceleração. Os dados se contrastam com a imagem que o Brasil tenta passar ao exterior. Nesta semana, na Organização Internacional do Trabalho, o ministro José Carlos Oliveira chegou a falar em “recuperação” e adotou um tom ufanista.

No mundo, o Banco Mundial prevê um crescimento de apenas 2,9%, 1,2 pontos percentuais abaixo do que era previsto em janeiro. A inflação e a guerra na Ucrânia obrigaram os economistas a reverem suas estimativas, com as economias da Europa com uma forte revisão para baixo.

Na América Latina, o crescimento será de 2,5% no ano e apenas Haiti e Paraguai terão uma expansão inferior às taxas brasileiras. O informe não publica números da Venezuela, por falta de dados confiáveis.

Os índices mostram que, entre as grandes economias, as projeções são as seguintes para o crescimento em 2022:

Índia 7,5%

Arábia Saudita 7%

Egito 6,1%

Indonésia 5,1%

Argentina 4,5%

China 4,3%

Paquistão 4,3%

Nigéria 3,6%

Tailândia 2,9%

EUA 2,6%

UE 2,4%

Turquia 2,3%

África do Sul 2,1%

Japão 1,7%

México 1,7%

Brasil 1,5%

Rússia -8,9%

De acordo com o Banco Mundial, “programas recentemente anunciados para permitir retiradas extraordinárias dos fundos de seguro-desemprego, acelerar os pagamentos da seguridade social e estender os empréstimos concessionais oferecerão algum alívio às famílias, mas possivelmente à custa de uma inflação ainda maior”.

As projeções não serão melhores para o próximo ano. “Em 2023, espera-se que o fraco impulso e os efeitos contínuos de uma política monetária mais restritiva sobre o investimento e a atividade limitem o crescimento”, alerta.

Só em 2024 é que o PIB brasileiro voltaria a crescer a uma taxa de 2%.

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