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Retirada de máquinas das prefeituras que não apoiam Gladson gera atrito na Aleac

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O clima ficou tenso entre deputados da base do governo e oposição na sessão desta terça-feira, 31, da Assembleia Legislativa. O deputado Roberto Duarte (Republicanos) iniciou seu discurso reafirmando uma denúncia realizada na semana passada no Município de Acrelândia, onde o governo do Estado retirou máquinas agrícolas adquiridas em convênio de emenda parlamentar que envolvia recursos para 120 equipamentos.

De acordo com Duarte, o atual governo teve 59,21% de votos no município de Acrelândia em 2018 e dá como resposta a perseguição, criticou o parlamentar. “Os moradores de Acrelândia sofrem perseguição porque o prefeito Olavinho não apoiará Gladson nestas eleições. Produtores ficarão sem atendimento”, revelou o republicano.

Em aparte, a deputada Antônia Sales (MDB), também recebeu a mesma queixa de lideranças de Acrelândia. “Em Epitaciolândia fizeram a mesma coisa”, relatou ela.

O deputado Neném Almeida (Podemos) foi outro que tocou no assunto. Ele disse que não é só em Acrelândia que ameaçam produtores rurais que não apoiam o governo, mas em todo lugar quando assim acontece. “O dinheiro é de impostos da população, a emenda nem é do Executivo e o senhor, governador, fica perseguindo”, disse, chamando Gladson Cameli de ditador. “Elegemos um governador, não um ditador nem um pop star que só vive dançando”, bradou. “Pare de dançar e vá trabalhar”.

Ao ver o tom da oposição ganhando corpo no debate, o deputado Pedro Longo (PDT), líder do governo, respondeu que as máquinas não vão sair de Acrelândia, mas ressaltou que o uso eleitoreiro acabou. “No Ramal Granada, o mais produtivo do Acre, foi completamente recuperado e é asfalto e está em estudo sua ampliação”, disse o governista citando vários outros trabalhos que estão sendo realizados.

“O que vai acontecer é que vão acabar as utilizações políticas do maquinário”, disse, relatando que estão fazendo mal uso do equipamento e é isso que está sendo coibido. “Quero dizer que essas informações devem se ater ao que vai de fato acontecer. E nenhum maquinário vai sair, mas ao contrário será reforçado”, completou.

Em aparte, o deputado Roberto Duarte mostrou ofício de uma gestora do Deracre pedindo devolução de motoniveladora, pá carregadeira e outras. “A informação que acaba de chegar é que uma já foi removida e está chegando a Rio Branco”, rebateu Duarte.

Também em aparte, o deputado José Bestene (Progressista), disse que participou de um encontro com o prefeito de Acrelândia e afirmou que as máquinas não sairão do município, mas trabalharão em parceria com o município.

Também em aparte, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) lembrou que as máquinas foram adquiridas com emenda coletiva da bancada federal. “Que parceria é essa?”, questionou Magalhães, condenando a abordagem política. “Que permaneça como estava porque senão é perseguição”.

Outro que também criticou a ação do governo foi o deputado Jenilson Leite (PSB), pré-candidato ao governo. Ele afirmou que o período atual no Acre é propício para abrir os ramais. “O verão chegou, mas o que se vê é um trator em cima do caminhão sendo retirado”, frisou.

Em aparte, o deputado Roberto Duarte alertou para a coincidência da remoção dos maquinários em municípios que não apoiam Gladson Cameli – Acrelândia e Epitaciolândia. “Quando se denuncia que o governo está de costas para o produtor rural se está coberto de razão”, disse, destacando que os projetos para o setor rural não foram implementados pelo governo.

A deputada Antônia Sales (MDB) também não poupou críticas. Para ela, o governador persegue os agricultores de Acrelândia e Epitaciolândia. “Aqui está a prova”, disse, apresentando o ofício do Deracre pedindo a devolução. “Como podem dizer que as máquinas estão lá e que não vai haver perseguição”, disse.

Antônia Sales denunciou que a ordem para exigir devolução partiu do Gabinete Civil, algo que ela considera perversidade. “Como um governo contrata gente perversa, como pode um governador dar ouvidos a funcionário perseguidor?”, questionou.

Sales alertou ainda que só foi o prefeito de Epitaciolândia afirmar que apoiaria Sérgio Petecão para o governo em 2022, para retirar as máquinas. Ela aindna mostrou as contradições do governo que determinou o fim das perseguições e que isso era coisa do PT. “No entanto, repete de forma muito pior. Os deputados que não gostam de ditadura estão do lado do povo”, disse.

Para defender o governo de uma série de críticas no parlamento, o deputado José Bestene disse que o Acre atravessou com eficiência a pandemia da Covid-19 em seu período mais crítico, não deixando faltar oxigênio nas UTI’s e leitos para o atendimento aos doentes. “ O governo não escolhe cor partidária, porém promove convênios com todos. “Mas a gente tem de entender que em tudo tem de ter parceria, isso registrado em placa. Onde tem parceria tem de ter placas”, disse.

“Se o Deracre coloca máquina tem de estar lá, parceria com o governo do Estado. Mas estão fazendo jogo político e quem ganha jogo político é quem tem força. A intenção do governador é fazer mais parcerias”, disse. Bestene citou exemplo das pontes em Brasiléia e Xapuri. “Eu olho e vejo um trabalho coletivo e é assim que temos atuado”, afirmou, alertando que a pandemia foi um duro período para o Acre.

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Dez partidos se unem para declarar apoio à reeleição de Gladson

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Uma reunião, neste final de semana, com a presença do governador Gladson Cameli e lideranças de dez partidos fechou questão sobre o apoio à sua reeleição. No entanto, ainda é possível que outros partidos venham compor a sua base eleitoral até o prazo limite das convenções partidárias no próximo dia 5 de agosto.

Progressistas, PSDB, Podemos, PDT, Solidariedade, Cidadania, Democracia Cristã, Brasil 35, Patriotas e PMN já decidiram que marcharão com Cameli. Outra deliberação foi sobre a escolha do nome que comporá como candidato a vice-governador na chapa.

O escolhido é o deputado federal Alan Rick (UB). Mas, como já foi amplamente divulgado pela imprensa, existem problemas internos no União Brasil que podem inviabilizar a escolha de Alan. Gladson espera que essa questão tenha um desfecho favorável nos próximos dias.

Mas, caso as dificuldades políticas internas do União Brasil não sejam superadas e, portanto, o nome de Alan seja inviabilizado a coligação tomou uma decisão. Com o apoio de todos os partidos, Gladson Cameli terá a liberdade de escolher entre os partidos que compõe sua coligação o seu companheiro de chapa.

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Lula diz que reforma tributária é “muito complexa”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou na quinta-feira (28) as discussões sobre a reforma tributária como “complexas” e propôs que mudanças aconteçam pontualmente para que se crie um modelo que satisfaça “a todas as pessoas”.

A fala foi feita durante um evento com presidenciáveis organizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em Brasília. Lula estava acompanhado do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), vice em sua chapa nas eleições deste ano.

“Eu não sei se a gente tem que continuar falando em reforma tributária, que é uma coisa muito complexa. Quem sabe a gente pega os pontos cruciais e, ponto por ponto, a gente consiga fazer com que aconteça no Brasil um modelo de tributação que a gente possa satisfazer a todas as pessoas”, afirmou.

Segundo ele, é preciso abandonar pretextos para “não fazer as coisas” e fazer com que o projeto “atenda aos interesses da nação”.

Lula lembrou que, em 2007, durante seu governo, apresentou ao Congresso uma proposta de política tributária construída com todos os presidentes de federações de indústrias, lideranças dos partidos políticos e centrais sindicais, além dos 27 governadores.

“Quando eu levei a proposta de política tributária para o Congresso Nacional eu achei que ia ser votada como aquelas votações de prestações de contas no sindicato: quem é a favor fica como está, quem é contra levante a mão. Ou seja, a verdade é que, quando se escolheu o redator, que foi o [deputado] Sandro Mabel [então no PR-GO], a política tributária não andou e até hoje não aconteceu nada”, disse.

O ex-presidente afirmou estar aberto ao diálogo por gostar de conversar e ressaltou o papel de Alckmin nas negociações. “Eu acho que vocês terão, pela primeira vez, duas pessoas na Presidência”, disse.

O petista também voltou a defender o papel do Estado como indutor do crescimento econômico no país.

“Quando houve a queda do Lehman Brothers [em 2008], quem interveio para que a gente consertasse foi o governo americano. Se ele não colocasse trilhões e trilhões de dólares, não teria resolvido a quebra do sistema financeiro. Quando houve a crise da pandemia de Covid, quem é que resolveu o problema? O Estado. Porque se o Estado não entra, não tem solução, e o dinheiro que não existia, apareceu”, disse.

Lula defendeu que o governo faça “o dinheiro aparecer” para que o país tenha infraestrutura e dê um “salto de qualidade”.

“O dinheiro existe. Eu posso dizer para vocês que o dinheiro existe, o tesouro tem dinheiro. Acontece que o burocrata tesoureiro (…) tem o hábito de sentar em cima do dinheiro e dizer que não tem dinheiro para nada. Ele adora dizer que tem dinheiro em caixa e, para mim, dinheiro em caixa é bom transformado em obra, rodovia, ferrovia, portos, aeroportos, empregos. É esse que é o caixa bom, e é isso que nós vamos fazer neste país”, afirmou.

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Ciro Gomes chama política da Petrobras de “calhorda”

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O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) classificou nesta sexta-feira (29) como “calhorda” a política da Petrobras que distribuiu o lucro no valor de R$ 88 bilhões a acionistas, segundo anúncio feito ontem pela empresa.

Ciro afirmou que a Petrobras distribuiu R$ 88 bilhões a “acionistas minoritários”. No entanto, 37% desse valor, o equivalente a R$ 32,4 bilhões, vão para o acionista majoritário (governo federal). Já os minoritários receberão os 63% restantes, ou R$ 55,6 bilhões.

“Qual o efeito da taxa de juros sobre os preços da Petrobras? Numa política calhorda que distribuiu ontem R$ 88 bilhões de lucro antecipado para os acionistas minoritários, que hegemonizaram a Petrobras porque o Lula e o FHC entregaram 60% do capital não votante da Petrobras aos banqueiros”, disse Ciro durante encontro com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília.

A CNN procurou a Petrobras para comentar sobre a fala de Ciro e aguarda resposta.

Durante a sua fala, Ciro também se colocou novamente como alternativa a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), criticando as políticas dos outros dois candidatos.

“Eu tô pedindo para o Lula refletir sobre isso, senão ele vai destruir a biografia dele. Se eu não conseguir salvar o país dessa tragédia, ele vai para lá”, disse Ciro, na continuação de sua fala sobre a Petrobras.

“Chegar ali dizendo que ‘picanha e cerveja vão voltar’, na memória afetiva, e nós todos pequenos burgueses felizes que nos livramos do fascista malcriado”, acrescentou.

“Não é só livrar do fascista malcriado nossa tarefa, não. É botar alguma coisa no lugar da terra arrasada que nós estamos. Se o povo brasileiro perceber, eu creio que tenho chance. Senão, quero ter lugar na história de quem procurou avisar antes e se entregar inteiro aos riscos inerentes a propor uma mudança”, concluiu o pedetista.

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Bolsonaro é aconselhado a adiar nomeação do STJ

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Aliados do presidente Jair Bolsonaro deram início a uma ofensiva para convencê-lo a deixar a nomeação dos dois novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para depois das eleições. A articulação acontece em meio a pressão e vetos sobre os que, hoje, seriam os favoritos para ocupar as duas cadeiras vagas.

O movimento não tem, entretanto, o respaldo de todos os aliados do presidente. Há aqueles que têm defendido uma decisão imediata para evitar desgaste com os quatro desembargadores que estão à espera da posição do presidente desde maio.

De acordo com relatos feitos à CNN, Bolsonaro recebeu, nos últimos dias, os quatro postulantes às vagas: Messod Azulay Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Paulo Sérgio Domingues, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), e Fernando Quadros, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Como mostrou a CNN nesta quinta-feira (28), Bolsonaro passou a sinalizar a pessoas próximas que definiria as escolhas para o STJ até esta sexta (29). Os dois nomes mais cotados eram os dos desembargadores Azulay Neto e Ney Bello.

O problema, no entanto, é que tanto Azulay quanto Ney têm enfrentado uma série de resistências de integrantes do Judiciário mais próximos ao Palácio do Planalto.

Embora o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, tenha feito chegar a Bolsonaro, na quarta (27), o seu apoio a Azulay, o nome do desembargador do Rio ainda tem um veto importante dentro da Corte: o do ministro André Mendonça.

Segundo relatos feitos à CNN, o magistrado tem defendido a escolha de Paulo Sérgio Domingues, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

A avaliação de pessoas que acompanham de perto a escolha dos próximos ministros do STJ, no entanto, é a de que Quadros, que tem ligação com o ministro Edson Fachin, já seria considerado carta fora do baralho.

Já Ney, embora seja um dos nomes favoritos há mais tempo, enfrenta resistência do ministro Kassio Nunes Marques. Nos últimos dias, passou a circular no meio Jurídico e chegaram ao Planalto uma série de mensagens que seriam do desembargador, postadas nas redes sociais em 2018, com o que são consideradas críticas ao presidente.

Diante desse cenário, Bolsonaro passou a ser aconselhado a voltar para o plano inicial, de só definir os nomes após o pleito de outubro.

À CNN, um dos conselheiros do presidente disse, em caráter reservado, que a avaliação feita ao mandatário do Planalto foi a de que, qualquer que seja a escolha, ela vai desagradar uma parte do Judiciário e entrar numa nova rota de enfrentamento com a magistratura não seria ideal neste momento.

Um dos exemplos repetidos por aliados de Bolsonaro é o de Azulay Neto. Embora o gesto de Fux tenha derrubado uma barreira importante, o presidente não poderia escolher o desembargador do TRF-2 sem a bênção de Mendonça, indicado por ele à Corte.

Azulay foi o mais votado pelo plenário do STJ em maio, quando o tribunal definiu a lista quádrupla enviada ao presidente. Embora Fux apoiasse Aluisio Gonçalves —que ficou fora da lista—, ministros do STJ disseram à CNN à época que a interlocução do presidente do Supremo com o Palácio do Planalto poderia garantir que um integrante do TRF-2 ocupasse uma das vagas.

Na eleição de maio, além de Azulay e Ney Bello, que é próximo ao ministro Gilmar Mendes, os desembargadores Paulo Sérgio Domingues, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que tem o apoio do ministro Dias Toffoli; e Fernando Quadros, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a segunda instância da Lava Jato, ligado ao ministro Edson Fachin, fecharam a lista quádrupla.

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