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Estudo prevê R$ 1 bilhão de prejuízo com construção da estrada entre o Acre e Pucallpa

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A iniciativa ambientalista Conservação Estratégica (CSF) lançou oficialmente nesta segunda-feira (18) uma análise custo-benefício da interligação terrestre das cidades de Pucallpa, no Peru, e Cruzeiro do Sul.

O estudo Análise Custo-Benefício da Interligação Terrestre Pucallpa – Cruzeiro do Sul de autoria de Thaís Vilela, Leonardo Bakker, Gabriella Guimarães, Victor Araújo e Cindy Silva, avalia a viabilidade econômica da construção de uma estrada pavimentada de aproximadamente 280 quilômetros de extensão, levando em consideração seus possíveis impactos socioambientais, e conclui que a construção traria um prejuízo de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

A área de impacto da estrada abrangeria terras protegidas, incluindo a Reserva Territorial Isconahua – com indígenas em isolamento voluntário – e territórios dos povos Kaxinawá, Nukini e Nawa, segundo o informe da CSF. Além disso, a via cortaria o Parque Nacional Serra do Divisor, que apresenta alto grau de preservação, com inúmeras espécies endêmicas e cabeceiras de rios importantes para a região. Apenas no Peru, a previsão é que o desmatamento chegue a atingir 24 mil hectares de floresta primária.

O projeto é discutido pelos países há mais de 40 anos e recentemente retornou à agenda do governo brasileiro. O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) lançou, em maio de 2021, um edital de licitação para autorizar a contratação de uma empresa para realização do projeto executivo da estrada, mas o edital foi suspenso pela Justiça Federal em dezembro do mesmo ano, em razão do não cumprimento dos requisitos legais de elaboração de estudos prévios de viabilidade e consulta à população.

Segundo os autores, os custos socioambientais (US$ 551.016.398) seriam quase seis vezes maiores do que os benefícios (US$ 94.337.625).

No estudo realizado pela CSF, os autores comparam os custos financeiros associados à construção e manutenção da estrada com os benefícios que seriam gerados aos usuários, como a redução do tempo de viagem e dos custos de manutenção dos carros. Para complementar a análise custo-benefício, o estudo inclui ainda os custos das emissões de CO2 que seriam geradas pelos veículos devido ao maior tráfego induzido pela estrada. Considerando um horizonte temporal de 20 anos, os autores calculam que os custos superam os benefícios em ambos os trechos. No caso do Peru, o prejuízo social ultrapassaria R$ 1 bilhão. No Brasil, seria de aproximadamente R$ 960 milhões. No que diz respeito às emissões de carbono, os veículos passariam a gerar 350 vezes mais CO2, nos dois países.

A iniciativa lembra que a construção já foi alvo de denúncias pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Acre por falta de participação dos povos indígenas no processo decisório. No Peru, a Organização Regional Aidesep Ucayali (ORAU) e suas treze bases manifestaram rejeição ao projeto, visto que o Congresso não levou em consideração os mecanismos de participação ou consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas que seriam afetados.

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Com patrimônio de mais de R$ 1,6 milhão, Marcia Bittar declara à Justiça Eleitoral ser empresária

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Nascida em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Marcia Bittar pediu à Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (12) registro de sua candidatura ao Senado da República.

Apesar de em alguns momentos dizer que é professora, Marcia Bittar declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ser empresária com patrimônio de R$ 1.625.000,00. Ela informou ser casada.

Os bens da candidata são uma casa, um terreno e um carro. O terreno é o mais valioso: R$ 995 mil.

Seus suplentes são o professor Ivo Galvão, do MDB, e Beth Medeiros, do PL.

Marcia Bittar é candidata pela coligação “A esperança de um Acre melhor começa agora”, que uniu PL, MDB, Republicanos, PRTB e PSC.

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Conhecido por ser “Rei do Gado”, Zamora não declara nenhuma cabeça de gado ao TSE

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Apesar do pecuarista Fernando Zamora (PRTB), ter declarado ter um patrimônio de R$ 3,1 milhões em bens junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice da candidata ao governo, deputada federal Mara Rocha (MDB), não declarou suas inúmeras cabeças de gado junto ao órgão eleitoral.

Seu patrimônio é de R$ 3.149.951,74, sendo distribuído em vários veículos, imóveis, comércio e movimentação financeira em instituições bancárias.

No entanto, ao ac24horas, Zamora contou nesta quinta-feira, 11, que a não presença dos bois na prestação de contas pode está relacionado a problemas em uma parte do Imposto de Renda (IR) que não entrou na declaração junto ao TSE. “Eu não tenho nada a esconder, tenho gado sim e tudo devidamente declarado, vou verificar o que aconteceu, pelo que vi, faltou uma parte do meu IR”, declarou o candidato.

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Bolsonaro deve aguardar polarização entre Direita e Esquerda para decidir sobre quem vai apoiar no Acre

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O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, não deve apoiar exclusivamente apenas um candidato ao governo e ao senado nos primeiros dias de campanha nas eleições de 2022 no Acre. A expectativa é que o líder da nação apoie quem o apoiar num primeiro momento, mas sem hipotecar apoio irrestrito. A decisão final de apoio será feita em uma cenário polarizado entre a direita e a esquerda nos Estados nos últimos 20 dias de campanha.

Somente nesta semana, Bolsonaro recebeu o senador Márcio Bittar, candidato ao governo pelo União Brasil, e sua ex-esposa, Márcia Bittar (PL), candidata ao senado na chapa do MDB com Mara Rocha ao governo e Fernando Zamora (PRTB), todos bolsonaristas declarados. Após agenda com a família Bittar, nesta quinta-feira, 11, o presidente recebeu os candidatos a governadores do Partido Progressista, para um café da manhã no Palácio Alvorada, em Brasília. Na oportunidade, o Gladson Cameli, candidato à reeleição, e a senadora Mailza Gomes, candidata a vice, tiraram fotos com Bolsonaro e afirmaram trabalhar para que ele continue sendo o mais votado no Acre, assim como ocorreu em 2018.

Na disputa ao senado federal, o deputado licenciado Alan Rick (União Brasil), declara apoio a Bolsonaro à reeleição, mas ainda não se sabe se o presidente irá pedir voto para ele até as eleições. Apesar de fotos, nenhuma declaração do presidente foi tornada pública nos dois encontros com lideranças políticas do Acre.

O ac24horas questionou Bittar sobre quem o Bolsonaro deverá apoiar em 2022 no Acre, e o candidato ao governo brincou. “Vai apoiar todos que declararem apoio a ele. Calma, não estrague a surpresa”, disse o senador em tom enigmático.

Já Gladson afirmou à reportagem que a tendência no Acre é o cenário ficar polarizado entre direita e esquerda e com isso ele contaria com o apoio de Bolsonaro. “O encontro com Bolsonaro foi bem tranquilo, acredito que nos últimos 20 dias de campanha, quando ele ver o cenário posto, polarizado, ele vai optar de ir conosco”, frisa o candidato à reeleição.

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MDB registra chapa com Mara declarando apenas R$ 183 mil em bens e vice com R$ 3 milhões

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A deputada federal Mara Rocha (MDB) pediu nesta quinta-feira (11) oficialização da candidatura ao governo do Acre na Justiça Eleitoral, e declarou ter em bens R$183.527,53.

Nas eleições passadas, quando conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, a ex-tucana informou à Justiça possuir R$ 125 mil em patrimônio. Ou seja, por mais que seja menor do que o valor de outros candidatos majoritários, seu patrimônio evoluiu 46% em quatro anos.

O plano de governo de Mara Rocha tem sete grandes eixos, sendo o principal o desenvolvimento do Estado através da produção. A proposta é um Estado equilibrado, que não seja “mínimo” nem “máximo”: “Faremos um governo responsável que pensará estrategicamente, onde não se estabeleça o Estado Máximo e nem o Estado Mínimo, mas o Estado Necessário para atender às demandas da população, sem jamais renunciar à ética, respeito e transparência”, propõe a candidata.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que em relação aos bens o mais “pobre” entre os candidatos ao governo do Acre é David Hall e o mais “rico” é Gladson Cameli, que busca a reeleição.

O vice de Mara, o pecuarista Fernando Zamora (PRTB), declarou R$ 3.149.951,74. A vice de David Hall, empresária Jorgiene Carneiro, ainda não informou os bens à Justiça. Já a vice de Gladson, Mailza Gomes, diz ter R$11.437,42; Marcus Alexandre, vice de Jorge Viana, afirma possuir R$ 637.485,63; e a vice de Marcio Bittar, Dra. Georgia Micheletti tem R$150.000,00.

Tota Filho, o vice de Petecão, declarou R$879.000,00; e Jane Rosas, vice de Nilson Euclides, tem R$ 60.000,00 em bens informados à Justiça Eleitoral. Com isso, a senadora Mailza Gomes é a vice mais “pobre”.

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