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Jorge “Rolando Lero” Viana

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Antes, uma breve anotação: com as carretas de recursos do governo federal e dos empréstimos com os quais o PT endividou o Estado, eu faria mais e com menor custo.


Vamos ao que interessa: Jorge Viana se superou ao escrever uma carta onde ele é, ao mesmo tempo, remetente e destinatário. Para quem não entendeu: uma carta escrita por ele para ele mesmo.

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Na missiva, Jorge se autoconvida para ser candidato a alguma coisa, com aval de partidos de oposição que não cita, mas, presume-se, sejam alguns daqueles que acusavam o partido dele e seus governos de serem o patrono da perseguição e da corrupção no Acre.


Até aliados mais fiéis dizem não terem entendido patavina.


Os irmãos Rocha, recém-chegados ao MDB, podem se esfarelar em pó de pedra antes do tempo, pois até o erudito João Correia é um dos ardorosos defensores da Frente Ampla proposta pelo PT.


Jorge luta pela recriação de uma versão 2.2 da falida Frente Popular do Acre, dessa vez com a participação do MDB de Flaviano, e do PSD, do senador Sérgio Petecão. O projeto é derrubar, a qualquer custo, o governador Gladson Cameli.


Estou pagando para ver o Cesario Braga e o Francisco Carioca Nepomuceno dizerem que as coisas que ambos falavam do Flaviano eram singelas cantigas de ninar.


Plagiando Jorge: essa união é o verdadeiro balaio de gatos.


Jorge Viana usa o papel da carta para desenhar o Acre como o Estado das maravilhas de Alice, diferente daquele onde os funcionários e empresários falavam bem baixinho e viviam atormentados com a perseguição e a imprensa com suas redações patrulhadas.


Ao falar sobre violência, convido Jorge Viana para uma continha básica da tabuada de subtração: deduza da idade dos jovens que hoje engrossam as fileiras das facções, os 20 anos que o PT passou pendurado no poder e o resultado será de crianças e adolescentes, cuja maioria estaria em outra vida se não tivessem sido excluídos do imaginário oásis de prosperidade a que ele e sua propaganda sempre se referem.


Os indicadores sócio-econômicos deixados pela florestania são vergonhosos. Não vou me tornar enfadonho falando dos milhões investidos em elefantes brancos, como o frigorífico de peixes, ZPE, fábrica de tacos e outros tantos.


A BR-364, grande parte construída com recursos de empréstimos internacionais, de tão mal feita, se desmancha a cada inverno.

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Bem que Jorge Viana poderia ter dedicado algumas linhas de sua missiva para lembrar que foi promessa dele transformar o Acre numa Finlândia brasileira. E quem o sucedeu, o governador Binho Marques, prometeu, ao término de seu mandato, transformar o Acre no melhor lugar para se viver na Amazônia.


Se a promessa tivesse sido cumprida, talvez muitas famílias não deixassem o Acre, inclusive Binho Marques, que vazou tão logo entregou o cargo, levando na bagagem uma imoral aposentadoria de ex-governador, igual à de Jorge, que a acumula com outra aposentadoria de ex-senador.


Sobre obras de engenharia, desafio o ex-senador a citar o nome de duas empresas de construção civil que tenham sobrevivido ao boom de obras no Acre. Se der muito trabalho, me contentarei com a citação de apenas uma.


Se Jorge Viana fosse bom de fazer conta, como é de embromação, faria a seguinte operação: o PT passou 20 anos no poder e Gladson Cameli está há apenas três anos, sendo dois enfrentando a maior pandemia da história da humanidade.


Por fim, Jorge Viana deveria ouvir o clamor da militância do PT e tirar a prova dos nove contra Gladson Cameli. Está na hora de retribuir com um pouco de sacrifício as oportunidades que não teria viabilizado sem o partido.


Na verdade, aos mais íntimos, Jorge Viana tem deixado claro que é candidato ao Senado e após quatro anos será candidato a governador. Que é candidato ao bem bom do Senado, todos sabemos.


Aproveitem e anotem: JV nunca mais será candidato ao governo do Acre, pois sabe que a história só se repete como farsa. O Senado é o seu sonho para o resto da vida.


No mais, Jorge Viana precisa se livrar de males que parecem incuráveis e que só servem para diminuir sua estatura política: a arrogância e a prepotência.



Luiz Calixto escreve todas às quartas-feiras no ac24horas.com


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