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A formação de massa precede a tirania 

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Nos últimos dias, dois depoimentos de um mesmo homem me chamaram muito a atenção, embora pertençam a uma área do conhecimento que efetivamente não domino, o que me faz, desde logo, pedir desculpas aos expertos se, por acaso, cometer alguma gafe neste texto. 

Trato das declarações do Dr. Robert Malone, um dos principais desenvolvedores de vacinas no mundo e um dos responsáveis pela tecnologia que possibilitou a existência da vacina m-RNA, utilizada pela Pfizer, por exemplo. Sua carreira inclui mais de uma dezena de patentes e somente para o seu trabalho com a tecnologia m-RNA possui mais de 7.000 citações. Ao todo ele tem mais de 100 publicações revisadas por pares. Os acadêmicos e profissionais da área sabem muito bem o significado disso. O Dr. Malone é daqueles para quem imunologistas e infectologistas tiram o chapéu só de ouvir o nome. Quem gosta de utilizar o argumento da autoridade tipo “cale-se porque você não é médico!”, esteja à vontade.

Sim, as big techs, as big pharmas e seus associados ou comissionados não demoraram a cancelar o Dr. Malone nas redes sociais por seus comentários em relação à peste, o que nos leva ao segundo ponto de sua entrevista, ou seja, a formação de massa, um processo de indução em parte da população de um pensamento único, totalitário, mediante um processo de hipnose coletiva que um leigo como eu chamaria de estupidificação.

A entrevista do Dr. Malone a Joe Rogan (comediante americano com milhões de seguidores) foi também banida do Twitter e do Youtube, mas  AQUI  você pode ver (em inglês) com um resumo em português. Pensem por si mesmos. Sem tratar da pestilência propriamente, me interessa referir, complementarmente às conclusões do cientista, a uma questão ainda maior e mais relevante – a formação de massa.

Segundo os teóricos da área, cerca de 30% da população se encontra em uma faixa em que sob a sensação de medo, por exemplo, aderem facilmente a comandos externos como se estivessem hipnotizados (de fato estão) dependendo da carga de informação imposta. Na outra ponta, cerca de 30% ou menos não aceitam sem refletir e por decisão crítica, autônoma, qualquer comando exterior. E tem a turma do meio, aquela que dança conforme a música, sem convicção, em busca daquilo que parece mais seguro. Não pertencem à massa formada, mas estão dispostas a segui-la sob determinadas condições. Me lembrou das eleições no Brasil.

Estaríamos, então, desde antes de 2020, sob a intensificação desse processo de formação de massa. A grande mídia e governos se encarregaram de, mediante a propaganda assídua, permanente, intensa e abusiva e, também, através do silenciamento dos contrários, instituir um totalitarismo do pensamento, ou seja, instalaram uma hipnose que impede o cidadão de pensar criticamente. Os exemplos estão por aí. Sim por que sim, não por que não e acabou o papo. É como reagem hipnoticamente à massa dos 30%.

Não é uma invenção recente. O stalinismo e o nazismo utilizaram com maestria esse processo na formação de seus contingentes. Há um filme, “A Onda”, muito visto e estudado que demonstra com nitidez o processo. O indivíduo estupidificado é obedientemente capaz das maiores atrocidades, age sob comandos aos quais não dedica nenhuma reflexão e, assim, banaliza o mal, como bem verificou e esmiuçou a filósofa Hannah Arendt. 

Além de antigo, é um tema amplamente estudado. Em 1921, Freud já lançava “Psicologia das massas e a formação do eu” onde afirma a importância do comportamento social sobre o individual. Antes, Le Bon (1985) já explorara o conceito de mente coletiva e da anonimidade. Tudo isso e muito mais, o leitor pode ver no delicioso artigo de Márcio Garrit, pelo Multidisciplinary Cientific Journal.

Pondo em risco uma das mais bem sucedidas carreiras mundiais como imunologista, disse o próprio Dr. Robert Malone em sua entrevista a Joe Rogan, “Há duas colinas nas quais estou disposto a morrer. A primeira é parar os golpes nas crianças. A outra é resistir à erosão da liberdade de expressão…” .  Ocorre que a primeira colina de Malone, ponto de fixação de suas bases argumentativas como imunologista, depende da segunda – a manutenção da liberdade. Sem ela a massa formada é capaz de interditar a comunicação ao ponto de encarcerar o dissenso.

Os “golpes nas crianças” afirmam-se, necessariamente, pelo ataque sem trégua à liberdade de expressão. Ele mesmo, Robert Malone,  depois de décadas de importantíssimos serviços prestados à humanidade como desenvolvedor de vacinas, foi silenciado como reles fazedor de fake news por gente que sequer se dá ao trabalho de exibir argumentos contrários. O poço de miséria intelectual em que foi jogada essa gente que na II Guerra seria facilmente identificada como colaboracionista do Nazismo, não lhe permite disposição para um debate mínimo e racional. 

A razão tende a ser soterrada pelas big techs, governos e jornais navegantes de águas rasas. Gente que não serviria de estagiário no laboratório de Dr. Robert Malone, sobe no banquinho da praça politicamente correta e fala como se todos estivessem entre os 30% estupidificados. Não estão. Acreditem os tiranos, existem muitos Roberts Malones lutando pela liberdade em primeiro lugar. 


Valterlucio Bessa Campelo escreve às sextas-feiras no ac24horas e, eventualmente, em seu BLOG, no site LIBERAIS E CONSERVADORES, de Percival Puggina, na Revista Digital NAVEGOS e outros sites de notícias.

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