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Acre teve a terceira maior taxa de homicídios femininos em 2020

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Os dados apresentados na última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública moldam um retrato das notificações oficiais de violência contra meninas e mulheres em todo o país no ano de 2020, período marcado pela pandemia de Covid-19.

Foram 3.913 homicídios de mulheres, dos quais 1.350 foram registrados como feminicídios, média de 34,5% do total de assassinatos. A taxa de homicídios de mulheres caiu 2,1%, passando de 3,7 mulheres mortas por grupo de 100 mil mulheres em 2019 para 3,6 mortes por 100 mil em 2020.

Os feminicídios, por sua vez, apresentaram variação de 0,7% na taxa, que se manteve estável em 1,2 mortes por grupo de 100 mil pessoas. Em números absolutos, 1.350 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero, ou seja, morreram por serem mulheres.

No total, foram 3.913 mulheres assassinadas no país no ano passado, inclusos os números do feminicídio. Esta relação indica que 34,5% do total de assassinatos de mulheres foi considerado como feminicídio pelas Polícias Civis estaduais.

As taxas mais elevadas de homicídios femininos ocorreram no Mato Grosso do Sul (7,8), no Ceará (7,0), no Acre (6,9) e em Rondônia (6,4). As maiores taxas de feminicídio estão em Mato Grosso com taxa de 3,6; Roraima e Mato Grosso do Sul, ambos com taxa de 3 por 100 mil mulheres; e Acre com taxa de 2,7.

Também em 2020, no primeiro semestre daquele ano, o Acre registrou um aumento de 170% no número de mulheres assassinadas em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foi o maior crescimento entre todas as demais unidades da federação.

Foram oito feminicídios ocorridos naquela ocasião contra três do ano anterior, segundo dados do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O feminicídio ocorre quando as mulheres são mortas por conta do gênero.

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Ao se lançar à Presidência, Ciro Gomes foca em economia e no combate à corrupção

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Oficializado como o pré-candidato do partido à Presidência da República em 2022. O evento foi realizado em Brasília e transmitido pela internet, e contou com a presença de líderes importantes do PDT.

No início da convenção, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, afirmou que a pré-candidatura de Ciro Gomes ao Planalto foi aprovada por unanimidade entre os partidários. Um vídeo institucional também foi apresentado, revelando o slogan da campanha presidencial: “Rebeldia da Esperança”.

No primeiro pronunciamento como pré-candidato, que durou cerca de uma hora, Ciro deu o tom que pautará sua campanha. Afirmando ser uma alternativa eleitoral ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o pedetista afirmou que os dois “impuseram um tipo de governança que tem um conchavo, a fisiologia e a corrupção como eixos”.

O principal tema da fala de Ciro foi a economia. Ele teceu críticas à política econômica adotada pelos chefes de Estado brasileiros. “Os presidentes, apesar de diferentes em muitas coisas, foram iguaizinhos em economia, e o modelo econômico que copiaram uns dos outros nos trouxe a esse beco sem saída”, disse.

Sobre seu plano econômico, o presidenciável destacou que irá manter o equilíbrio fiscal, mas “sem sacrificar os mais pobres” e “não para agradar banqueiros especuladores”.

Ciro foi claro ao afirmar que pretende revogar o teto de gastos, que classificou como a “maior fraude já cometida contra o povo brasileiro”. O pedetista disse que a medida, implementada pelo ex-presidente Michel Temer, “aprisiona o investimento público em uma camisa de força” e “só controla os investimentos que beneficiam o povo”.

Ao se declarar o candidato que mais fala de macroeconomia, ele também reforçou que irá taxar grandes fortunas. “Reafirmo aqui em alto bom som: eu taxarei, sim, as grandes fortunas, cobrarei impostos sobre lucros e dividendos e modificarei sim a estrutura tributária”, afirmou.

Sem dar muitos detalhes, disse ainda que vai mudar a “política de preços e de gestão da Petrobras”.

Ainda no campo econômico, o pré-candidato afirmou que, caso seja eleito, lançará um plano emergencial de pleno emprego para abrir 5 milhões de vagas nos primeiros dois anos de governo. O pedetista criticou a política de desoneração de impostos do governo Bolsonaro e disse que irá “desonerar compensatoriamente a produção de forma seletiva e bem planejada acabando com o festival de desonerações sem controle e sem retorno”.

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Anac concede primeira autorização para delivery por drone no Brasil

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu, nesta sexta-feira (21) a primeira autorização para entregas comerciais por drone no Brasil. A permissão foi obtida pela empresa Speedbird Aero, em parceria com o iFood, que agora poderá realizar delivery de produtos em todo o território brasileiro.

Segundo a Agência, a autorização habilita o modelo DLV-1 NEO a operar comercialmente em rotas BVLOS (Beyond Visual Line of Sight, em inglês), ou seja, além da linha de visada visual do piloto.

O drone poderá realizar entregas com cargas de até 2,5 kg em um raio de 3km, inclusive em ambientes urbanos, dentro das margens de segurança estabelecidas no projeto. A aeronave não tripulada não pode sobrevoar pessoas, respeitar alturas máximas e mínimas de operação e as condições meteorológicas.

“A utilização de drones para entrega de mercadorias é uma das mais esperadas aplicações da tecnologia. O Brasil está na vanguarda”, destacou Roberto José Honorato, superintendente de Aeronavegabilidade da Agência.

Segundo o iFood, a autorização concedida é inédita e a primeira das Américas. A empresa já havia realizado testes com drones em shoppings de Campinas (SP) e Aracaju (SE) em 2020 e 2021, respectivamente.

““É uma conquista única para o Brasil. Esse é um marco histórico na aviação, mas também no desenvolvimento da sociedade. É o início de uma mudança que traz novas maneiras e agilizará as entregas em diferentes contextos”, diz Fernando Martins, head de logística e inovação no iFood.

A empresa informou que, com a permissão obtida, o projeto seguirá avançando e a viabilidade da operação será analisada em diferentes regiões do Brasil.

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Estudo: Algoritmo prevê chances de sobrevivência à Covid-19

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Um novo artigo, publicado no periódico científico PLOS Digital Health Journal, relata um estudo em que se descobriu que algoritmos de machine learning podem ser usados para prever as chances de uma pessoa gravemente infectada pelo coronavírus sobreviver a ele. A pesquisa leva em conta a análise de proteínas do plasma sanguíneo para estabelecer a probabilidade do indivíduo resistir à Covid-19.

Os cientistas investigaram os níveis de 321 proteínas presentes no sangue coletado de 50 pacientes em 349 momentos no total. O trabalho foi realizado na Alemanha e na Áustria.

Ao final do estudo, 15 pacientes faleceram aproximadamente 28 dias após a internação, em média. Para os que sobreviveram, o tempo no hospital foi, em média, de 63 dias.

Com base nesses dados, os pesquisadores identificaram um total de 14 proteínas cujos níveis caminharam em direções opostas quando se comparava quem morreu e quem não.

Inserindo os dados em máquinas com algoritmos criados por eles mesmos, os cientistas conseguiram, em um novo grupo de participantes, prever 5 das 5 mortes decorrentes de Covid-19 e identificar 18 entre os 19 pacientes que sobreviveram.

A conclusão foi de que, caso o estudo seja validado com base em análises feitas em grupos maiores, a pesquisa pode ser útil na detecção dos indivíduos com maiores riscos de morte. Além disso, seria possível testar se a mudança do tratamento pode ser eficaz a ponto de mudar as probabilidades a favor de um paciente, por exemplo.

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Mega-Sena deve pagar R$ 22 milhões neste sábado

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O concurso 2.446 da Mega-Sena deve pagar hoje (22) o prêmio de R$ 22 milhões a quem acertar as seis dezenas.

O sorteio será realizado às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O último concurso (2.445), na última quarta-feira (19), não teve acertadores das seis dezenas.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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