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Em busca de qualificação profissional brasileiros optam por cursos on-line, diz pesquisa

Transição de carreira e aumento de renda motivam millenials a buscarem conhecimento na internet

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Os cursos on-line são vistos como oportunidades para promover desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, são a escolha de quem busca adquirir conhecimento adequando à rotina de trabalho, estudo e demais afazeres do dia a dia. Uma pesquisa divulgada nessa semana, pela Hortmart, mapeou o perfil dos consumidores de cursos on-line e concluiu que a maioria desses estudiosos recorre à formação a distância e de curta duração almejando transição de carreira e aumento na renda.

De acordo com dados da Hortmart, plataforma que oferece aulas e outros produtos digitais como e-books e mentorias, dois terços do público consumidor de cursos on-line são mulheres, cuja faixa etária predominante é de pessoas entre 25 e 34 anos, os chamados “millenials”. 

Os principais temas de interesse desse público, segunda a pesquisa, estão relacionados às áreas de finanças e negócios; marketing e vendas; carreira e desenvolvimento pessoal.

Para 93% dos entrevistados, os cursos os ajudaram ou estão ajudando na transição de carreira. Nesse contexto, 38% citaram querer aumentar a renda ou salário atual como a principal motivação. Já 35% afirmaram que queriam gerar uma nova renda ou renda extra. Para 15% a busca foi para mudar de área de atuação e para 9%, trocar de carreira. Já aqueles que procuraram um curso on-line para ter mais conhecimento sobre um novo assunto ou tema foram 44%. 

Ainda conforme a pesquisa, 85% das pessoas entrevistadas afirmaram que atingiram total ou parcialmente seus objetivos, enquanto cerca de 68% respondeu que foi possível alcançar pelo menos em parte os objetivos financeiros que os levaram a fazer o curso, e cerca de metade declarou ter aumentado a renda depois de fazer o curso. 

Pessoas das classes B e C são as que mais se destacam entre os consumidores de cursos on-line, representando 80% do total. Desses, pelo menos 72% possuem o ensino superior completo.

Para a vice-presidente de marketing da Hotmart, Nathalia Cavalieri, o mercado dos cursos on-line tem ganhado cada vez mais relevância, especialmente com a pandemia. “Como a necessidade do isolamento social fez com que as pessoas e empresas se adaptassem aos eventos, trabalhos e reuniões on-line, isso se estendeu também para a área da educação”, destaca. 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Cotidiano

Governadores vão cobrar de Lula a compensação por perdas com ICMS

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Os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal terão uma nova reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (27), no Palácio do Planalto. No início do mês, eles vieram em peso a Brasília, mas para prestar solidariedade e condenar os atos golpistas que destruíram os prédios dos Três Poderes. Agora, o encontro é de trabalho e havia sido solicitado pelo próprio presidente da República, como forma de relançar o pacto federativo no novo mandato.

Na tarde desta quinta-feira (26), em evento preparatório, o Fórum de Governadores se reuniu em um hotel da capital federal para definir as demandas que levarão ao governo federal. O principal assunto deve ser a perda de arrecadação com a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo estadual, sobre combustíveis e outros serviços essenciais.

“Estamos destacando um tema urgente, que diz respeito à recomposição da receita dos estados, em decorrência da perda brutal, originada da mudança na legislação, consignada na Lei Complementar 192 e na Lei Complementar 194. Legislações essas que foram aprovada no ano passado, sem nenhum debate com os estados e que ocasionou e vem ocasionando uma queda brutal na receita dos nossos estados”, disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, ao final da reunião.

A Lei Complementar 194 determina a aplicação de alíquotas de ICMS pelo piso (17% ou 18%) para produtos e serviços essenciais quando incidir sobre bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Já a Lei Complementar 192 unificiou a forma de apuração do ICMS, espcificamente sobre combustíveis, que passou a ser por unidade de medida, em vez de um percentual sobre o preço médio do produto vendido nos postos.

Segundo o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, somente em 2022, após a entrada em vigor das legislações, as perdas de arrecadação nos cofres dos estados ultrapassaram R$ 33 bilhões. Ele afirmou que o Fórum de Governadores vai pedir que o governo federal regulamente um dispositivo da Lei Complementar 194 que estabelece compensação, por parte da União, quando a perda de receita de um estado exceda 5% em relação à arrecadação de 2021.

“O caminho é regulamentar a lei, que diz que se passar de 5% de perda de receita, a União tem que compensar os estados. Não teve a recomposição de receita no ano passado, e é preciso que haja recomposição”, observou.

A pedido do próprio presidente da República, os governadores também deverão apresentar, na reunião desta sexta-feira, uma lista de obras e ações prioritárias em cada estado e região. Os consórcios interestaduais também apresentarão suas demandas.

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Cotidiano

Marina Silva: questão ambiental é a base para o desenvolvimento econômico

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Todas as pessoas do planeta dependem da natureza para sobreviver. E se não formos todos “sustentabilistas”, imediatamente, a natureza vai entrar em um ponto de não retorno que pode significar a extinção da espécie humana.

Com palavras como essas, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi ovacionada na noite de hoje (26) no Auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no centro de Porto Alegre, que recebe os principais eventos do Fórum Social Mundial. Marina participou da mesa Fortalecer a Terra, Alimentar o Brasil.

A ministra conversou com a imprensa antes do evento e ressaltou que a questão ambiental é a base para qualquer projeto de desenvolvimento econômico. “Não existe nenhuma atividade econômica que não parte da base natural do desenvolvimento. No caso da segurança alimentar, nós precisamos de terra fértil, nós precisamos de água, nós precisamos dar suporte, de assistência técnica e acesso à terra para os produtores”, afirmou Marina.

Marina destacou também que em um país com 8 milhões de quilômetros quadrados de área, como o Brasil, há espaço para a diversificação da economia, incluindo o agricultor familiar, extrativistas, povos indígenas e também o agronegócio de base sustentável. De acordo com ela, uma parte dos empresários do setor buscam a certificação ambiental para seus produtos e não querem ser associados ao crime ambiental nem à violência no campo e à destruição do meio ambiente.

“Não existe agricultura sem água, não existe água sem floresta. E é por isso que o presidente Lula tem o compromisso de desmatamento zero até 2030. É uma tarefa hercúlea. Porque a agricultura é importante para o Brasil. Nós temos uma importante parte da nossa balança comercial ligada ao setor do agronegócio. Agora, vamos separar o joio do trigo. O que é o ‘ogro negócio’ e o que é o agronegócio. É esse o debate que o governo quer fazer”.

Quanto às medidas do governo para o pequeno produtor rural, Marina destacou a retomada do Plano Safra e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), como indutores de uma agricultura sustentável e de baixo carbono.

Marina reafirmou os compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o meio ambiente como uma pauta transversal, com atuação em todos os ministérios, além da meta de “desmatamento zero”.

Terra e alimentação
No debate, a ministra destacou o paradoxo que é o Brasil ser um grande exportador mundial de grãos e alimentos enquanto 33 milhões de pessoas passam fome e 25 milhões estão em situação de insegurança alimentar no país.

O presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (Consea-RS), Juliano Sá, acrescentou que o mundo passa por três crises paradoxais e relacionadas atualmente. A crise ambiental e climática, causada pela destruição do meio ambiente, e os problemas da fome e da obesidade.

“Obesidade não é porque as pessoas comem muito, é porque comem mal. O sistema assassina os valores e costumes alimentares de cada população e as pessoas acabam comendo o alimento ultraprocessado no lugar do alimento saudável. Elas comem mal por necessidade. Na periferia não chega a feira agroecológica, porque o orçamento não dá”.

Para Sá, a fome é um projeto político e é combatida por movimentos sociais como o dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o dos Trabalhadores Sem Teto, quilombolas, estudantes, mulheres, “que fizeram a resistência nos territórios nos últimos quatro anos”.

O Consea entregou um documento à ministra, propondo que locais como hortas e cozinhas comunitárias, que tiveram papel fundamental no combate à fome durante a pandemia, sejam transformadas em Pontos de Soberania Alimentar e Nutricional, a exemplo dos Pontos de Cultura que receberam fomento do governo federal.

Ambientalismo popular
O biólogo Victor Marques, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) editor da Revista Jacobin Brasil, apresentou o conceito de ecologia com luta de classes para discutir “a questão fundamental que a humanidade vai precisar enfrentar”. De acordo com ele, é necessário adotar a estratégia do “ambientalismo popular”.

“É uma ecologia para os 99%. A pauta do meio ambiente não pode ser apenas para a elite e a classe média. Ela tem que ser uma pauta geral e ampla. Então precisa conectar os interesses ambientais com as necessidades materiais dessas classes. Conectar o problema do fim do mundo com o problema do fim do mês”.

Marques ressaltou que no Brasil, ao contrário de muitos países ditos desenvolvidos, o problema ambiental não está tão relacionado à questão energética, mas sim ao uso do solo.

“É um problema fundiário. Tem a ver com o desmatamento, a expansão da fronteira agrícola e a mudança do uso do solo. Demarcar as terras indígenas é uma forma de adiar o fim do mundo. E passa também pela reforma agrária, reflorestando e pensando novas formas produtivas, com agroecologia”.

O Fórum Social Mundial vai até sábado (28), com debates, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais.

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Notícias

Um tiro em sua liberdade – Olavo tinha razão

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Na semana do primeiro aniversário de morte do professor Olavo de Carvalho, do qual se fala tão mal quão se desconhece, mercê do politicamente correto e da miséria intelectual que nas últimas décadas inundou a “intelligentsia” brasileira e o mainstream de modo geral, trago uma modesta reflexão sobre um tema lhe era muito caro e foi, recentemente, alvo da sanha vingativa do governo recém-instalado. Refiro-me à posse e, eventualmente, o porte de armas de fogo pelo cidadão brasileiro, ou, em outras palavras, ao exercício do direito à legítima defesa da vida.

No ato de posse, em 01 de janeiro deste ano, ou seja, como um de seus primeiros disparates, Lula da Silva baixou o Decreto 11.366 que “Suspende os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores e particulares, restringe os quantitativos de aquisição de armas e de munições de uso permitido, suspende a concessão de novos registros de clubes e de escolas de tiro, suspende a concessão de novos registros de colecionadores, de atiradores e de caçadores, e institui grupo de trabalho para apresentar nova regulamentação à Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003”. Como se vê, a longa ementa entrega tudo. Lula quer o cidadão à mercê da bandidagem.

Já dizia Olavo de Carvalho em artigo publicado Jornal da Tarde, São Paulo, 17 de abril de 1997, portanto há mais de 25 anos, que a premissa do governo, na época sob FHC, era que o cidadão NÃO SABE se defender, não está PREPARADO para o uso de armas de fogo, daí a necessidade de retirá-las de suas mãos e deixar com o Estado, exclusivamente, a nobre tarefa de manter a civilidade, como se fosse ele – o governo, muito eficiente em suas ações. A realidade mostrou o contrário. Veja-se que em 2017 alcançamos a marca macabra de 64.000 assassinatos. Em 2022, os números preliminares ficaram por volta dos 40.000, equivalente a uma redução de 37,5%. Em cinco anos, a grande novidade de que se tem notícia na área da segurança não foi uma repentina melhoria das forças policiares ou uma inédita mansidão dos bandidos, mas a edição pelo governo Bolsonaro de vários decretos, liberando e regulamentando a posse e o porte de armas.

Com toda razão, disse Olavo de Carvalho no artigo antes citado: “Nenhum governo do mundo tem hoje a autoridade para se arrogar o monopólio dos meios de segurança física: o banditismo é mais próspero do que qualquer nação da terra, cresce 7 por cento ao ano, duplica-se a cada década, e o Banco Mundial, ao incluir oficialmente em suas análises a variável denominada Produto Criminoso Bruto, já reconhece a impossibilidade de distinguir, no sistema financeiro do planeta, a parte limpa e a suja”. Vale dizer, o Estado protetor não protege o cidadão e, aduzo, por vezes, como é o caso das ditaduras latino-americanas de esquerda, se associa ao narcotráfico e à criminalidade impulsionando um PIB de sangue e morte. Aliás, não é outro o motivo para que o ditador venezuelano Nicolas Maduro, amigo e protegido do Lula da Silva, ande se escondendo da polícia americana.

Diferentemente do que dizem por aí alguns “humanistas” com régua de jacobinos, nunca se tratou de distribuir armas (caras, por sinal) para a população, de largar na mão de qualquer um a obrigação do Estado ou de instituir a posse ou o porte como regra. É de liberdade que se trata, do direito de, querendo e cumprindo os requisitos legais, ser livre para obter meios de se defender de eventual agressão. 

Até 31 de Dezembro, para se adquirir o direito a registro e posse de arma era necessário basicamente: ter idade mínima de vinte e cinco anos; não ter antecedentes criminais; possuir lugar seguro para armazenamento das armas de fogo; ter ocupação lícita e residência fixa; comprovar capacidade psicológica e comprovar capacidade técnica. Para o porte, era exigido, suplementarmente, a comprovação da efetiva necessidade de arma de fogo. Analisando bem, é mais difícil conseguir um CR (certificado de registro) do que ser ministro do governo Lula.

As exigências são suficientes para que apenas bons cidadãos apresentem suas reivindicações, o que lhes garante não apenas o direito à própria defesa e de outrem, mas, concomitantemente, criou um nicho na economia que movimenta bilhões e emprega centenas de milhares de pessoas em clubes de tiro, na prestação de serviços variados (instrutores, vigilantes etc.) e na venda e produção de armas, munição e acessórios. De uma canetada, o Lula da Silva põe em risco de fechamento mais de 1.600 clubes de tiro onde esportistas treinam e disputam provas, e se capacitam mais de 1 milhão de CAC’s – Colecionadores, Atiradores e Caçadores, causando desemprego, prejuízos e insegurança. A motivação, além do teor ressentido de suas falas, é o estatismo que pretende controlar todos os aspectos das nossas vidas. Lembremos, ainda, sem maiores aprofundamentos, que o desarmamento costuma anteceder tiranias. Veja AQUI alguns elementos do caso venezuelano.

Decididamente, Lula da Silva não é muito fã de bons cidadãos. Ele prefere, por exemplo, a descriminalização de drogas, o roubo livre de celulares por adolescentes, a liberação do aborto, o desencarceramento de criminosos, a nomeação de fichas-sujas para cargos públicos, o financiamento de ditaduras, a facilitação à corrupção, a censura aos adversários e assim por diante. Para tudo isto, quanto mais indefeso o cidadão, melhor. É um líder do avesso do bem, que opera uma pauta suja e nefasta cujo clímax só pode ser tenebroso. 

Valterlucio Bessa Campelo escreve às sextas-feiras no site ac24horas e, eventualmente, no seu BLOG e no site Liberais e Conservadores do Puggina.

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Acre 01

Gladson participa de reunião de Fórum de Governadores antes de encontro com Lula

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O governador do Acre, Gladson Cameli, participou, no começo da noite desta quinta-feira (26), em Brasília (DF), da reunião do Fórum dos Governadores.

Estiveram no encontro 24 governadores e três vice-governadores. Além das prioridades de cada estado, os governadores trataram sobre questões tributárias.

A reunião teve caráter preparatório para o encontro dos chefes das unidades federativas com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta sexta-feira (27), no Palácio do Planalto.

“Estou participando do Fórum de Governadores, em Brasília, e defendendo obras de infraestrutura para o nosso Acre. Aqui vamos debater as prioridades de cada estado para apresentar ao presidente @lulaoficial na reunião que teremos com ele amanhã, no Palácio do Planalto”, disse Cameli no Instagram.

Na reunião com Lula, segundo alguns sites especializados na cobertura política, quatro temas devem se destacar: regime de recuperação fiscal, repasses de recursos para saúde, reposição das perdas de arrecadação com o ICMS sobre combustíveis e propostas de infraestrutura, com destaque para rodovias.

Uma das principais demandas do Acre, a BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul, já está, inclusive, no plano de 100 dias que tem um conjunto de ações prioritárias do governo federal para as rodovias e ferrovias do país.

Repercute na imprensa também a presença ao encontro com Lula de governadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o próprio Gladson Cameli, do Acre, além de Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Romeu Zema (Minas Gerais) e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro.

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