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Com maior incidência de Dengue no Brasil, Acre tem risco de epidemia em 2022

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Segundo dados recentes do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, até o início de outubro deste ano o Acre desponta como o estado de maior incidência de dengue do Brasil: são 1.512 casos por grupo de 100 mil habitantes, num total 13.714 notificados.

O Zika vírus tem taxa de incidência de 21,6 por 100 mil habitantes, com 196 doentes até outubro deste ano e a chikungunya de 25,4 casos por grupo de 100 mil habitantes, com 230 casos no mesmo período de avaliação.

A reportagem entrou em contato com o setor de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), para comentar os dados e as medidas que estão sendo tomadas junto aos municípios com relação ao assunto, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.

O difícil acesso a muitas localidades, situação agravada pela pandemia de Covid-19, quando os agentes de saúde tiveram o seu trabalho dificultado, pode estar contribuindo com uma grande subnotificação de casos, o que serve de alerta para o próximo ano.

Em 2021, o Acre enfrentou enormes dificuldades precisando decretar emergência pelas cheias de vários rios e a própria pandemia da Covid-19, além da crise migratória que afetou de maneira especial o município de Assis Brasil, tudo isso somado a um surto de Dengue.

Diante de um aparente cenário de subnotificação, os riscos de que o estado enfrente uma epidemia em 2022 não podem ser desconsiderados. Com o início das chuvas, o perigo da multiplicação dos Aedes aegypti é enorme, pois os ovos dos mosquitos conseguem resistir a longos períodos de baixa umidade, podendo ficar até 450 dias no seco.

Apesar de o estado promover ações de sanitização e utilizar métodos tradicionais de combate, o trabalho não tem efeitos positivos, como os números demonstram. Campanhas de conscientização e aspersão de veneno são os caminhos básicos, mas sem resultados permanentes a curto prazo.

Um projeto denominado Controle Natural de Vetores, desenvolvido pela empresa Forrest Brasil Tecnologia, com o trabalho de cientistas brasileiros e israelenses, se mostrou eficiente. O ac24horas vai mostrar um pouco dessa experiência que ainda não chegou na Amazônia em uma outra reportagem

Em Ortigueira (PR), numa parceria com a empresa Klabin e o município, a ação já comprovou seus melhores resultados. Implantado em novembro de 2020, a redução foi de 92% da população local de mosquitos em seis meses. O número de pessoas doentes também caiu, de 120 para 4, quase 97%. Não foram registradas mortes.

A situação no Brasil

Até a Semana (SE) 39 do Boletim Epidemiológico ocorreram 477.209 casos prováveis (taxa de incidência de 223,7 casos por 100 mil hab.) de dengue no Brasil. Em comparação com o ano de 2020, houve uma redução de 47,8% de casos registrados para o mesmo período analisado.

A Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa incidência de dengue, com 495,6 casos/100 mil hab., seguida das Regiões: Sul (218,8 casos/100 mil hab.), Sudeste (204,5 casos/100 mil hab.), Nordeste (201 casos/100 mil hab.) e Norte (155,1 casos/100 mil hab.)

Em relação às UF que apresentam as maiores taxas de incidência no País, destaca-se na Região Centro-Oeste os seguintes estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Sobre os dados de chikungunya, ocorreram 85.794 casos prováveis (taxa de incidência de 40,2 casos por 100 mil hab.) no País. Esses números correspondem ao aumento de 27,6% dos casos em relação ao ano anterior.

A Região Nordeste apresentou a maior incidência com 99,8 casos/100 mil hab., seguida das Regiões Sudeste (28,6 casos/100 mil hab.) e Centro-Oeste (6,1 casos/100 mil hab.).

Fonte dos Dados

As informações sobre dengue e chikungunya apresentadas neste boletim são referentes às notificações ocorridas entre as semanas epidemiológicas (SE) 1 a 39 (3/1/2021 a 2/10/2021), disponíveis no Sinan Online. Os dados de zika foram consultados no Sinan Net até a SE 37 (3/1/2021 a 18/9/2021).

O Boletim Epidemiológico apresenta a situação epidemiológica de dengue, chikungunya e zika no período sazonal, enfatizando a importância da intensificação do controle dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, e a organização dos serviços de saúde para evitar o aumento expressivo de casos e óbitos.

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Justiça Federal determina que Dnit garanta verbas para recuperação da BR-317

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A Justiça Federal acolheu parcialmente os pedidos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) no Acre, e determinou, em caráter liminar, que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirme a dotação orçamentária de cerca de R$ 60 milhões noticiada por ele mesmo, e apresente, em 90 dias, plano de execução das metas pleiteadas pelo MPF na ação civil pública, já considerando o aporte destes novos valores.

Na ação apresentada pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias em novembro de 2022, o MPF pediu que Dnit e União realizem reparos necessários à manutenção, fiscalização e conservação da BR-317, além do recapeamento, como a colocação e recuperação de tachinhas no pavimento; caiação; limpeza da pista, com a retirada de animais mortos, roça, capina e poda de árvores, limpeza e recuperação de dispositivos de drenagem; recomposição de defensas metálicas e terminais de impactos; recomposição de placas e adequação de sinalização, horizontal e vertical.

Também foi pedida a reativação das balanças de pesagem no trecho entre Rio Branco e Assis Brasil (AC), para garantir a segurança dos usuários que trafegam na rodovia. As medidas para atender a essa parte do pedido, segundo o Dnit, já estão em curso.

Na decisão, o juiz federal Jair Araújo Facundes ressalta que o gestor do Dnit no Acre reconhece o quadro deplorável da rodovia e a necessidade urgente de reparos, mas alega não ter recursos nem possuir meios ou acesso a mais verbas para realizar o necessário,

Diante do quadro, o magistrado registra em seu documento a importância da cobrança da sociedade – e respostas – dos parlamentares acreanos para que expliquem por qual motivo recursos são garantidos para emendas parlamentares com uso e destino incerto, quando poderiam ser destinados especificamente para a manutenção de uma estrada segura e com boas condições de trafegabilidade.

Para continuar o julgamento do mérito da ação, a Justiça também requisitou que seja apresentado o demonstrativo dos valores pagos pelo Dnit nos últimos 5 anos a título de reparação por danos ocorridos na rodovia 317, como pensões, indenização, precatórios, etc, a discriminação, pela União, dos valores previstos na lei orçamentária, das emendas parlamentares destinadas aos congressistas do Estado do Acre.

Com informações da assessoria do MPF no Acre.

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Acreanos representam o Sesi em torneio de robótica no Pará

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Nos dias 9 e 10 deste mês de fevereiro, a equipe Acrebóticos, composta pelos alunos João Victor Pereira, Danyel Ferreira Cruz, Yasmim Peredo, Heitor Peredo, Maria Eduarda de Souza e Lara Fernandes, representará a Escola SESI, de Rio Branco, no Torneio Regional de Robótica, que acontecerá em Belém (PA).

A equipe é coordenada pelo técnico oficial, professor Francisco de Assis Souza, e pelo técnico suplente, professor Eucimar Rocha, com o apoio da professora líder da Microsoft, Susana Lima.

A equipe seguiu nesta terça-feira, 7, com destino a Belém. Na última segunda-feira, 6, a equipe Acrebóticos realizou apresentação do projeto nas dependências da Escola SESI para os pais, direção, gerência e coordenação escolar, além do convidado especial, o professor da Ufac Mário Luís, que ministra aula nos cursos de Física e Matemática, é ex-professor do curso de Engenharia Elétrica da Uninorte, engenheiro elétrico e mestrando em Engenharia Elétrica. Ele deu suporte aos alunos no início da construção do projeto, que trata sobre energia.

A nova temporada da FIRST® LEGO® League está focada no desenvolvimento de projetos ligados à energia. Batizada de Super Powered, desafia crianças e adolescentes a explorar de onde vem a energia e como ela é distribuída, armazenada e usada. As equipes da FLL vão colocar sua criatividade superpoderosa para pensar em um futuro energético inovador.

O Torneio de Robótica First Lego League Challenge desafia estudantes de 9 a 16 anos a buscarem soluções para problemas do dia a dia da sociedade moderna. A equipe deve ter entre 2 e 10 competidores.

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Imigrante que se jogou de ponte na divisa com o Acre retorna ao Haiti

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O haitiano Jacquenor Bosquet, de 38 anos, embarcou na madrugada de ontem (5) para o Rio de Janeiro tendo como destino final o Haiti, seu país de origem. A ida ocorreu após quase dois anos do incidente que o deixou paraplégico. Em julho de 2021, segundo ele, foi obrigado a se jogar quando tentava atravessar a ponte de integração que liga a cidade de Iñapari, no Peru, a Assis Brasil, no Acre, e passou 10 dias esperando pelo resgate.

Com o auxílio do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), Jacquenue foi resgatado e iniciou o tratamento no Pronto-Socorro do Acre. O primeiro diagnóstico era que Jacquenor não poderia voltar a andar. Considerado um “milagre” pelos médicos, após as sessões de fisioterapia voltou a se locomover com ajuda de muletas e andador.

Após encerrar o tratamento, o imigrante foi encaminhado ao abrigo da Prefeitura de Rio Branco e permaneceu nas dependências por aproximadamente um ano. Em seguida, foi recebido no abrigo estadual da Chácara Aliança, no bairro Irineu Serra, em Rio Branco. Após o fechamento do abrigo da Chácara Aliança foi acolhido no abrigo estadual Centro Dia.

A Secretaria de Estado de Assistência Social, da Mulheres e dos Direitos Humanos (Seamd), iniciou as tratativas em 2021 para ajudar Jacquenor a retornar ao seu país. “Precisávamos estabilizar a situação de saúde dele e agora que está estável conseguimos que ele vá para o Rio de Janeiro organizar seus documentos para que retorne para o Haiti”, afirma a chefe do Departamento de Proteção e Defesa dos Diretos Humanos do estado, Maria da Luz França.

Jacquenor recebeu um café da manhã da equipe que o acolheu por nove meses. Ele não conteve as lágrimas. “Passei por uma situação muito complicada e difícil, preciso da minha família para me ajudar. Estou muito feliz e ansioso para encontrar minha família, tenho três filhos. Todos aqui me ajudaram muito”, disse.

Em homenagem ao tempo que Jacquenor ficou acolhido no abrigo, a sala da coordenação levará seu nome. “Estaremos acompanhando esse processo de retorno mesmo que a distância”, enfatizou o secretário da Seamd, Lauro Santos.

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Carta de um pai sobre os colégios militares do Acre

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Olá, ac24horas.

Tenho um pequeno artigo de opinião sobre as escolas militares enquanto pai de aluno.

Se houver interesse em divulgar, segue o conteúdo:

Não costumo entrar em polêmicas ou discussões em redes sociais. Acho que a maioria das brigas não vale a pena. Mas, acho que o tema abaixo merece uma reflexão.

Essa semana soube que o MPAC resolveu se voltar contra as escolas militares do Estado.

Li um resumo das recomendações.

Tenho o maior respeito pelo MP. Mas, nesse caso, está prestando um desserviço pra comunidade.

Nenhuma instituição é perfeita, nem as escolas comuns, nem as militares e nem o MP.

Falo com conhecimento de causa. Meu filho estuda no Colégio Tiradentes. Saiu de uma escola particular, em que estudou por anos, e tenho na família professores e coordenadores de escolas públicas comuns.

Com algum esforço, posso pagar uma escola privada pro meu filho. Mas, prefiro a escola militar. No começo, fiquei temeroso. Mas, depois, vi que minha esposa e eu acertamos na escolha.

A escola é muito boa. Tenho mais feedback sobre o Arthur do que em qualquer escola pela qual ele passou. Há um coordenador responsável para cada turma. Um tratamento diferenciado para os pais. Um acompanhamento que eu nunca tinha visto.

Vejo nos profissionais muito amor pelo que fazem e sentimento de responsabilidade pelos alunos. Fui marcado pelo depoimento do vice-diretor, que voltou da reserva para trabalhar na escola, porque viu nisso uma missão de vida a cumprir.

Nas reuniões e formaturas, vejo pais orgulhosos e crianças estimuladas, que anseiam por manter a média de notas pra ganhar um adorno no uniforme que atesta o seu desempenho.

Quem acha que há extremos, se engana. Trata-se de um ambiente bastante razoável.

As vagas são disputadas. Há provas para concorrer a uma cadeira e não são poucos os que tentam alcançar uma.

Perguntem aos alunos se querem deixar a escola militar? Perguntem aos pais se querem que seus filhos mudem de escola?

Na primeira reunião que fui, tive a oportunidade de conversar com um senhor idoso, muito simples e sábio. Eu lhe disse que era marinheiro de primeira viagem ali, então ele narrou a história do neto, que morria de medo da disciplina do colégio e, após alguns meses, não queria deixar a escola por nada.

Há alunos que pegam dois ônibus somente pra estudar lá.

Os bons resultados no IDEB são um sinal de que as coisas vão bem.

Nem tudo são flores, mas é inegável que há jardins que estão precisando de muito mais cuidado e atenção.

Como será que andam as demais escolas públicas do Estado do Acre?

Eu tenho uma boa ideia. As facções estão coaptando nossas crianças cada vez mais cedo. As drogas possuem entrada cada dia mais fácil. Há casos de ameaça e intimidação de professores e de servidores.

Infelizmente, não há mais escolas que são referência de ensino, como antigamente tínhamos o Colégio Acreano, CERB, Neutel Maia e outras.

Você conhece as ações do MP para resolver isso? Quais as recomendações pra que o Estado traga segurança pra alunos, professores e funcionários?

Talvez, haja. Estão dando certo? Acho que não.

A culpa não é do MP. O ensino é colocado em segundo plano há muito tempo. Ensinar bem custa caro e não rende dividendos políticos imediatos.

Mas, questiono a motivação para se insurgir contras as escolas militares.

É possível que seja uma visão equivocada da realidade. Pode ser questão política, doutrinária, ideológica, etc. Na prática, isso não importa. O que importa são as consequências.

No fundo, as medidas visam inviabilizar as escolas militares, enfraquecendo suas características intrínsecas de hierarquia e disciplina.

Com isso, a sociedade perderia uma alternativa de sucesso.

A doutrina militar, que na escola é bastante branda, diga-se de passagem, não é para todos. Eu mesmo não me adaptei quando entrei em contato com ela quando mais jovem.

Provavelmente, nem todos se adaptarão. Para estes, há uma enorme quantidade de escolas, públicas ou privadas.

Nestas, sempre há vagas. Mas, é curioso que disputa pelas cadeiras das escolas militares só aumente.

No fundo, há uma enorme dificuldade de se conviver com o diferente, o que muitos chamam de tolerância.

Nós, muitas vezes, temos dificuldades para compreender que há pessoas que acham melhor viver de uma maneira diferente da qual nós reputamos ser melhor.

Sim. Há aqueles que preferem que seus filhos estudem em um lugar que exija corte de cabelo padronizado, que unhas sejam inspecionadas, que os uniformes sejam idênticos, que as salas sejam limpas pelos próprios alunos, que os banheiros não estejam pichados, sem portas arrancadas ou vasos entupidos com papel.

Por incrível que pareça, tem quem goste de jurar a bandeira, prestar continência, marchar e chegar na escola e não ter equipamento depredado, aluno fumando maconha escondido e zé droguinha repetindo de ano pela terceira vez.

Converso com meu filho todos os dias sobre as aulas. A informação que tenho é que o aluno branco, preto, pobre, rico, gay, hetero, “esperto”, “devagar”, santinho, encapetado, namorador, desconfiado… todos recebem o mesmo tratamento.

Vez por outra, na saída, tenho a oportunidade de ver a dedicação de um mediador (civil) em entregar um aluno especial a sua mãe.

Um fator importante pro sucesso da escola é a aproximação dos pais da comunidade escolar.
Acredito que em poucas escolas há grupos de whatsapp formado com pais de aluno de uma mesma turma, em que é possível receber informações diariamente. Sem falar no contato direto com os coordenadores responsáveis por cada turma.

A Associação de Pais e Mestres é organizada e participativa.

Deixo aqui um apelo ao MPAC. Procure a Associação. Marque uma reunião com os pais dos alunos e professores (que são civis). Façam uma audiência pública. Escutem. Saiam dos gabinetes e passem um dia na escola. Compareçam em uma formatura.

Talvez o MP veja que, na verdade, está buscando inviabilizar uma instituição de sucesso, que deveria ser incentivada.

Infelizmente, há muito não vejo o MPAC tão equivocado.

Breno Bezerra de Souza
Pai de aluno do Colégio Militar Tiradentes

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