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Grupo que linchou pedreiro em Xapuri tem condenação mantida

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O assassinato do pedreiro Almir de Moura Silva, que tinha 26 anos, à época dos fatos, foi o crime de maior repercussão em Xapuri após a morte do líder sindical Chico Mendes e resultou no julgamento mais longo deste então. A vítima foi morta no dia 3 de setembro de 2017 por um grupo de 17 pessoas, segundo a denúncia do Ministério Público.

O crime foi praticado de maneira intensamente violenta, a golpes de facão, pauladas, socos e pontapés, na saída de umas das festas noturnas mais frequentadas da cidade. Uma segunda vítima conseguiu fugir das agressões e escapou da morte. Também de acordo com MP, sete dos envolvidos no linchamento eram menores de idade quando ocorreu o lamentável episódio.

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Eram 11h35 da manhã do dia 16 de agosto de 2019, quando o juiz da Vara Única da Comarca de Xapuri, Luís Gustavo Alcalde Pinto, anunciou a leitura das mais de cinquenta páginas da sentença de uma das mais longas reuniões do Tribunal do Júri do município nos 31 anos anteriores. Foram quase 50 horas de sessão, 6 das quais dedicadas apenas à votação dos quesitos pelos 7 jurados.

O julgamento de maior duração da história da comarca e também o de maior repercussão foi o do fazendeiro Darly Alves da Silva e de seu filho Darcy, acusados e condenados pela morte do sindicalista Chico Mendes, assassinado em Xapuri no dia 22 de dezembro de 1988. Naquela ocasião, foram quatro dias de julgamento – 12 a 15 de dezembro de 1990.

As penas aplicada aos acusados pelo assassinato do pedreiro Almir somaram 267 anos de reclusão.

Após recurso das defesas dos sentenciados pedindo a anulação do Júri, argumentando ter existido violação do rito de seleção dos jurados e cerceamento da defesa, além de solicitarem a reforma na dosimetria das penas, os desembargadores mantiveram a condenação de oito deles, tendo sido alterado o tempo de reclusão de outros três.

Uma das quatro mulheres rés teve sua pena de 24 anos alterada para 23 anos e oito meses; um dos dois réus sentenciados a 43 anos, conseguiu que a pena fosse corrigida para 42 anos e 10 meses e o outro, que também precisaria cumprir 43 anos, teve a pena fixada em 37 anos e 11 meses de reclusão.

Almir de Moura Silva foi assassinado 18 dias antes de completar 27 anos de idade. Morador de Rio Branco, estava em Xapuri há menos de 2 semanas trabalhando nas obras de recuperação do prédio do Instituto Federal do Acre (IFAC). Deixou a esposa, Cleiciane, e um filho de 5 anos à época do crime, hoje com 9, a mãe, Francemilda, e três irmãos.

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