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Após atos de 7 de Setembro, caminhoneiros bolsonaristas bloqueiam estradas pelo país

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Um dia após os atos antidemocráticos de 7 de Setembro, caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) promovem manifestações e bloqueiam rodovias de 13 estados do país nesta quarta-feira (8), causando transtornos e atrasos em cargas.

Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis estão tendo o trânsito liberado pelos manifestantes.

No boletim das 22h30, o Ministério da Infraestrutura informou que, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eram registrados pontos de concentração “com abordagem a veículos de cargas” em 13 estados. Outros três estados também registravam pontos de manifestações, mas os atos eram liderados por outros grupos.

Os estados com registro de manifestação eram: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará.

Em nota, o ministério informou que há apenas uma interdição de pista, no estado de São Paulo. A pasta também disse que “a região Sul concentra neste momento 55% das ocorrências registradas.”

Locais dos protestos

Em Santa Catarina, foram registrados pontos de bloqueio em cinco rodovias: BRs 282, 101, 116, 280 e 470. Na primeira delas, já não havia restrições às 16h desta quarta-feira.

No Rio Grande do Sul, eram registradas 11 mobilizações em nove rodovias federais e estaduais. No estado, uma manifestação de indígenas também prejudica o trânsito na BR 386. Neste protesto, o tráfego é interrompido e liberado a cada 30 minutos.

Na Bahia, os protestos aconteciam na BR-242, próximos às saídas de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras.

No Maranhão, a manifestação ocorria na BR 230, próximo à saída da cidade de Riachão. Além de apoiar os atos do 7 de Setembro, os caminhoneiros no local também pedem a redução de impostos sobre o preço dos combustíveis.

No Tocantins, o bloqueio ocorria na BR-153, em Araguaína, no norte do estado. Os manifestantes permitiam apenas a passagem de veículos pequenos.

No Espirito Santo, há pontos de concentração de caminhoneiros nas rodovias BR-101, BR-262, BR-447 e BR-482, mas sem interdições.

No Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas Gerais, caminhoneiros fecharam parcialmente algumas rodovias. De acordo com apuração feita pela TV Integração, atos estão ocorrendo em Araporã, Uberlândia, Uberaba e Paracatu.

Apenas caminhões estão parados e o trânsito de veículos leves está liberado. Não há registro de bloqueio total.

Além desses estados, houve registro de protestos também no Paraná, Mato Grosso e na região de Ourinhos, em São Paulo.

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Esposa de repórter cinematográfico faz vaquinha para custear tratamento de câncer

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Após ser diagnosticada com câncer de mama, Mellyssa Ugalde, esposa do repórter cinematográfico e fotógrafo da Secretaria de Comunicação do Acre (Secom), Pedro Devani, passa por uma nova batalha, dessa vez longe de sua cidade.

A paciente, que estava sendo tratada no Hospital do Amor, em Rio Branco, foi encaminhada para a unidade de Porto Velho, em Rondônia, onde irá realizar alguns exames e cirurgias.

O casal precisa viajar semanalmente para a capital rondoniense, para que Mellyssa possa fazer as sessões de quimioterapia e radioterapia. Por isso, iniciaram uma vaquinha na internet para ajudar a custear os gastos.

Em solidariedade e amizade aos dois, o fotojornalista do ac24horas, Sérgio Vale pede o apoio de todos que poderem ajudar Mellyssa e Pedro, neste momento que estão enfrentando.

“Peço o apoio de vocês para que possamos ajudar nossa amiga Mellyssa, que está passando por problemas difíceis de saúde. Estamos fazendo uma vaquinha virtual e lá você pode fazer sua doação. Vamos ajudar essa amiga que merece muito”, explicou.

Para saber mais e fazer sua doação, acesse o site vaquinha.com.br/mellyssa-sem-cancer.

VEJA O VÍDEO:

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Na pandemia, PIB do Acre caiu 4,2%; sétima maior queda dentre os estados 

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No último dia 04/11, o IBGE divulgou, através do Sistema de Contas Regionais, o PIB de 2020, ano em que a pandemia de COVID-19 impactou a economia mundial. O estudo, que é elaborado em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), mostrou que o Acre apresentou queda no volume de 4,2% em relação a 2019, ficando acima da média de queda do Brasil, que foi de 3.3%. Mesmo com a queda, a participação do Acre na economia brasileira manteve-se em 0,2%.

Somente dois estados tiveram aumento do Produto Interno Bruto (PIB), Mato Grosso do Sul (0,2%) e Roraima (0,1%). O Mato Grosso apresentou estabilidade (0,0%). Os demais apresentaram quedas em seus volumes em relação a 2019.  A maior queda foi no Rio Grande do Sul (7,2%) e no Ceará (5,7%).

Conforme demonstrado no gráfico a seguir, na Região Norte, as maiores quedas do volume do PIB ocorreram em Rondônia (4,4%) e no Acre (4,2%). Somente Roraima apresentou variação positiva (0,1%).

Conforme o IBGE, o PIB do Estado do Acre foi estimado em R$ 16,5 bilhões. Verificou-se queda em todos os setores. O setor que mais variou negativamente foi o da Agropecuária (17,4%), seguido pelo da Indústria (7,3%). Até mesmo o setor de Serviços apresentou queda de 3,1%.

Agropecuária caiu 17,4% e foi o setor com maior retração. Sua participação no valor adicionado bruto do PIB caiu de 7,5% (2019) para 6,6% (2020).

Diz o IBGE: 

“…a Agropecuária apresentou a maior retração, com queda em volume de -17,4%, em 2020, em relação a 2019. A participação da atividade no total do valor adicionado bruto do estado foi de 6,6%, o que representou uma perda de 0,8 ponto percentual, em comparação ao ano anterior. O resultado foi influenciado, sobretudo, pela retração verificada na produção de Agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheita, atrelada ao desempenho da produção da mandioca, cultivo de grande relevância na agricultura do estado. Vale ressaltar que, o cultivo de soja vem expandindo sua produção no estado, entretanto, o impacto do crescimento em termo de volume não foi suficiente para garantir uma variação positiva do valor adicionado bruto da atividade, em 2020. Já a Pecuária, inclusive o apoio à Pecuária, apresentou variação positiva de 7,2%, em termo de volume, influenciada pela criação de bovinos, principal segmento da atividade. A participação dessa atividade na economia do estado apresentou ganho de 1,1 pontos percentual, passando de 5,0% em 2019, para 6,1%, em 2020.” (Fonte: IBGE – Sistema de Contas Regionais: Brasil – 2020 – Principais destaque por Unidade da Federação – acesso em 04/11/2022).

Volume da produção da Indústria registra queda de 7,3% entre 2019 e 2020. No entanto, a sua participação no valor adicionado bruto subiu de 7,2% (2019) para 8,1% (2020).

Diz o IBGE: 

“A Indústria apresentou variação negativa de 7,3%, em termos de volume, entre 2019 e 2020, e representou 8,1% do valor adicionado bruto, em 2020. A queda na produção da Indústria foi motivada pelo desempenho da atividade de Construção, que registrou variação em volume de -11,3%, seguido por Indústrias de transformação, cuja variação foi de -6,7%; as duas atividades somadas representaram 73,3% da atividade industrial do Estado. Por outro lado, a atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação apresentou resultado positivo, com crescimento em volume de 1,8% e ganho de participação, saindo de 1,2%, em 2019, para 2,1%, em 2020.” (Fonte: IBGE – Sistema de Contas Regionais: Brasil – 2020 – Principais destaque por Unidade da Federação – acesso em 04/11/2022).

Volume de Serviços caiu 3,1%. A sua participação no valor adicionado bruto do PIB permaneceu em 85,3% (2019 e 2020).

Diz o IBGE: 

“O grupo de atividades de Serviços é o maior da economia do estado e correspondeu a 85,3% do valor adicionado bruto, em 2020. No mesmo ano, o grupo de Serviços registrou queda em volume de 3,1%. Considerando a participação em relação ao total do valor adicionado bruto, a Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social foi atividade que mais contribuiu para este resultado, pois, com participação de 40,8% na economia, a atividade apresentou queda de volume de 4,8%. Outras atividades que contribuíram para a queda deste grupo foram:  Alojamento e alimentação (-28,9%); Artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços (-19,0%) e Educação e saúde privadas (-1,4%). Em contrapartida, quatro atividades apresentaram crescimento em volume, foram elas: Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (9,7%); Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (6,3%); Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (2,7%) e aatividades imobiliárias (0,9%).”  

Em 10 anos, os setores da Agropecuária e da Indústria reduziram suas participações no valor adicionado bruto do PIB em detrimento do aumento do setor de Serviços.

Conforme demonstrado no gráfico a seguir, a participação do setor de serviços no PIB acreano subiu 10 pontos em 10 anos. Logicamente que o crescimento foi em detrimento da queda da participação dos setores da agropecuária (-3,8 p.p.) e da indústria (-6,2 p.p.). 

Conforme BAUMANN (2022), é importante ressaltar que o papel das atividades de serviços na economia mundial contemporânea, além do atendimento ao consumo final das sociedades, tem sido de facilitar as transações econômicas, seja proporcionando os insumos essenciais ao setor manufatureiro, contribuindo com a expansão de polos de desenvolvimento. A competição nos mercados mundiais leva à necessidade do consumo crescente de serviços, de uma forma mais barata, veloz e eficiente. No Acre, é preciso avançar no crescimento da inovação tecnológica e organizacional na área de serviços, tanto nos serviços públicos como nos serviços privados. Essa parece ser uma tarefa inadiável.


Orlando Sabino escreve às quintas-feiras no ac24horas.

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Jorge Viana diz que tem dificuldade para adquirir dados ambientais do governo Bolsonaro

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O ex-senador Jorge Viana (PT), que atua como coordenador do Grupo de Trabalho do Meio Ambiente no governo do presidente eleito, Lula, participou de uma entrevista na tarde desta quarta-feira, 30, na GloboNews.

JV conversou sobre o andamento dos trabalhos da pasta, que também é composta pelos ex-ministros, Marina Silva, Izabella Teixeira e Carlos Minc. De acordo com ele, está sendo fechado a versão do primeiro relatório, que será entregue para a equipe de transição.

Entre os desafios em coordenar o grupo, as dificuldades estão em “conseguir dados do atual governo”, mas a parceria com os outros integrantes, não tornam as atividades “complexas”. Segundo ele, o futuro presidente do país, tem dois grandes compromissos.

“Um é uma questão de vida para ele, que é auxiliar às famílias carentes, enfrentar o problema da fome. E o outro, também lida com vida, inclusive do planeta, que ele assumiu internacionalmente de enfrentar o desmatamento, a questão do clima e empoderar o enfrentamento dessa agenda no novo governo”, destacou.

Entre as ações, o ex-governador do Acre pontuou que enfrentar o desmatamento é uma das mais importante e citou dados preocupantes, como a existência de um novo arco do desmatamento nas divisas do Estado acreano, Rondônia e no Sul da Amazônia.

Além disso, ele comentou sobre o registro de 60 garimpos ilegais dentro de áreas indígenas, em que em 7 delas, a situação é grave. “Temos desmatamento em unidades de conservação, não cabe isso, dentro de áreas da União. Têm ações que certamente dá para começar já no primeiro dia e dar uma satisfação para a sociedade”, revelou.

Outra informação repassada por Jorge, foi a atuação do programa Fundo da Amazônia, que será trazido, conforme dito por ele, nos primeiros dias após a posse do novo presidente do Brasil.

Sobre o relatório preliminar, Viana apontou que os documentos devem conter 4 pontos principais, como medidas emergenciais, questão orçamentária, parte organizacional do Ministério do Meio Ambiente e a revogação de decretos e atos normativos.

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Justiça determina prazo de 2 anos para readequação de abrigo para crianças e adolescentes

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) conseguiu decisão favorável do Poder Judiciário ao pedido de readequação na estrutura do abrigo “Renascer”, que acolhe crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, no município de Tarauacá. A decisão foi divulgado na terça-feira, 29.

O promotor de Justiça Júlio César Medeiros pediu, em ação civil pública com pedido de tutela antecipada, a readequação da estrutura física do abrigo, adequação da equipe técnica, terapêutica ou similares e tratamento existencial adequado.

O promotor de justiça do órgão controlador apresentou um relatório técnico de uma visita realizada no abrigo, na qual foram verificadas diversas dificuldades enfrentadas pelas crianças e adolescentes por conta da falta de manutenção do prédio e falta de atendimentos em áreas como psicologia e assistência social.

A Vara Cível da Comarca de Tarauacá, acolheu o pedido do MP e condenou o município, determinando que seja construído no prazo de dois anos um novo abrigo num lugar seguro, onde a alagação não atinja, ou que sejam realizadas reformas no local onde ele se encontra atualmente.

Além de readequação da estrutura física, a decisão prevê ainda, a contratação de profissionais em diversas áreas para atuarem no programa de acolhimento institucional, garantindo a oferta de atendimento adequado às crianças e adolescentes.

A justiça determinou ainda, em caso de descumprimento ao que foi estabelecido na sentença, que será aplicada ao município multa diária no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), convertida em favor das melhorias do abrigo na terra do abacaxi gigante.

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